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Fundo soberano angolano: mais de um terço está investido na Europa


Mais de um terço do capital do Fundo Soberano de Angola (FSDEA), que conta com ativos de 4,88 mil milhões de dólares, estava investido no continente europeu em 2014, segundo informação da auditoria realizada às contas do exercício passado. 



FundoSoberanodeAngola

A auditoria, realizada pela consultora Deloitte & Touche e divulgada pelo FSDEA, revela que 37% da carteira de investimentos do fundo angolano estava alocada, a 31 de dezembro último, no velho continente.

Os investimentos em África tinham um peso de 34%, e na América do Norte de 18%, além de opções por outras geografias (11%).

O FSDEA foi criado pelo Executivo angolano em 2012, com uma dotação inicial de 5 mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros), já totalmente transferidos pelo Estado, nomeadamente com recurso às receitas provenientes da exportação de petróleo.

Este fundo, de acordo com o Governo de Angola, visa “promover o crescimento, a prosperidade e o desenvolvimento socioeconómico” do país, com recurso a uma carteira de investimentos distribuída por várias áreas, incluindo obrigações, compra de moeda estrangeira, de derivados financeiros, títulos do Tesouro, de fundos imobiliários e de fundos de investimento.

No final de 2014, os ativos de renda fixa deste fundo correspondiam a 2,7 mil milhões de dólares (2,4 mil milhões de euros), representando 56% da carteira de investimentos, enquanto o investimento em ramos de infraestrutura e hotelaria correspondia a 1,6 mil milhões de dólares (1,4 mil milhões de euros) e a um peso de 34%.

O FSDEA – liderado por José Filomeno dos Santos, filho do presidente angolano, José Eduardo dos Santos – refere que este ano tem vindo a investir em vários fundos de investimento de setores de forte crescimento na África Subsaariana, como infraestruturas, hotelaria, agricultura, minas, saúde e silvicultura, como estratégia para os “ativos alternativos”.

Dos três mil milhões de dólares (2,6 mil milhões de euros) atribuídos para sete fundos de investimento já constituídos, mais de 1,1 mil milhões de dólares (984 milhões de euros) encontram-se "comprometidos com implementação, diligência devida ou revisão de projetos comerciais em Angola e outras nações da região subsariana".

Este fundo é alimentado com parte das receitas petrolíferas angolanas – em 2014 não voltou a receber transferências –, que por seu turno estão em queda face à quebra da cotação internacional do barril de crude, e com José Filomeno dos Santos a admitir alterações a alguns planos de investimento e gastos no curto prazo. “No entanto, são indicadores positivos no médio a longo prazo, porque incentivam ainda mais a diversificação das bases das economias dependentes da extração de recursos naturais exauríveis”, conclui o responsável.


30-09-2015



Portal da Liderança


Dê o pontapé de saída com estas 5 lições de liderança de Sir Alex Ferguson

O treinador histórico do Manchester United acaba de lançar um livro, intitulado “Leading”, onde revela mais pormenores sobre o período em que esteve aos comandos do clube inglês de futebol. E de onde extraímos cinco dicas de liderança – diretamente do balneário para a sala de executivos.

O ex-treinador que liderou a equipa do Manchester United por mais de duas décadas tem um novo livro, “Leading”, co escrito com o bilionário e ex-diretor do Google, Sir Michael Moritz, e que já está à venda em Inglaterra. Sir Alex Ferguson, hoje diretor no United e professor na Harvard Business School, conquistou quatro Taças da Liga Inglesa, cinco Taças de Inglaterra, 13 títulos da Premier League e duas Liga dos Campeões. Ao todo, venceu 38 troféus em 26 anos no Manchester United, período durante o qual ajudou a supervisionar a evolução do clube para se tornar numa das marcas desportivas mais conhecidas e num negócio rentável. Pelo que se pode dizer que sabe uma coisa ou duas sobre liderança.

Desde que se reformou que Ferguson ocupa uma “posição de ensino a longo prazo” na Harvard Business School, onde partilha a experiência adquirida. E mais recentemente colocou no papel algumas dessas lições, o que originou o livro “Leading”. E é onde constam as seguintes cinco dicas para líderes de empresas:

1. Permaneça calmo nas negociações
Sir Ferguson afirma que “é difícil mantermo-nos lúcidos durante as negociações e não nos deixarmos levar pela paixão ou emoção da conquista. É tão fácil ficarmos sobrecarregados... Se a disciplina desliza durante uma negociação, pode ter todos os tipos de ramificações. Não só faz o preço da transação subir como tem um efeito dominó. No futebol, tal como em qualquer outro negócio, isso significa que as pessoas passam a esperar que nós paguemos sempre mais”.

2. Procure inovar
Alex Ferguson refere que “quando as pessoas vinham ter comigo e sugeriam que era essencial que adaptássemos uma técnica nova, eu mostrava-me por norma cético... No entanto, quando fazia sentido e proporcionava ao United uma maneira de melhorar, eu ficava ansioso para experimentar”.

3. Abrace culturas diferentes
Ferguson considera “que se faz muito caso das dificuldades de integração dos jogadores estrangeiros. Eu acabei por acolher o que eles trouxeram para o clube, e o multiculturalismo enriqueceu tudo”.

4. Elimine o risco
O ex-treinador diz que não se surpreenderia “se alguns observadores pensarem que muito do sucesso do United se deveu à nossa predisposição para assumir riscos desnecessários... Nunca pensei no assunto dessa forma porque parte do trabalho de um líder é eliminar todos os riscos possíveis”.

5. Seja consistente nas decisões
Para Ferguson, “enquanto líder, não pode correr de um lado do navio para o outro. As pessoas precisam de sentir que o líder tem uma confiança inabalável. Se não conseguir mostrar isso, vai perder a equipa de forma muito rápida”.

01-10-2015

Fonte: City A.M.

Transferências de Angola para o exterior com menos 65% de divisas em agosto


Os bancos angolanos venderam em agosto 497 milhões de dólares de divisas para satisfazer pedidos de transferências para o estrangeiro, um terço do valor de 2014 – redução influenciada pelo novo imposto que incide sobre algumas destas operações. 



BancoNacionaldeAngola 2

De acordo com dados do Banco Nacional de Angola (BNA) compilados pela agência Lusa, este montante de transferências para o estrangeiro, também designadas por “invisíveis correntes”, é equivalente a 441 milhões de euros, corresponde a cerca de 40% do total de vendas de divisas – 1.115,70 milhões de dólares (992 milhões de euros) –, que a instituição fez aos bancos comerciais durante o mês de agosto.

Devido à crise cambial provocada pela baixa da cotação do preço de petróleo no mercado internacional e às medidas internas para gerir o acesso às divisas, o valor disponibilizado pelos bancos comerciais para estas transferências para o estrangeiro de invisíveis correntes caiu 65% face a agosto de 2014.

As operações de pagamento ou transferência de invisíveis correntes – de residentes cambiais para não residentes cambiais – incluem as privadas e de natureza unilateral e as comerciais, como prestação de assistência técnica e assessoria ou salários.

Só em agosto de 2014, segundo o BNA, esta mesma rubrica representou a saída de 1.286,49 milhões de dólares (1.142 milhões de euros) de divisas.

O Estado angolano começou a aplicar em julho uma contribuição especial de 10% às transferências de divisas para o exterior em contratos de prestação de serviços de assistência técnica estrangeira ou de gestão, travando a fuga de capitais. A medida consta num decreto legislativo de 29 de junho, assinado pelo presidente José Eduardo dos Santos, sendo justificada pela oscilação do preço do petróleo no mercado internacional, que provocou um “impacto negativo direto” nas reservas de divisas do país e na arrecadação de receitas tributárias. “Tendo em conta que a maior parte das remessas abusivas de capitais para o exterior se encontra estritamente ligada às contratações de prestação de serviços de assistência técnica estrangeira ou de gestão”, refere-se no mesmo decreto.

A aplicação desta contribuição especial sobre as denominadas operações cambiais de invisíveis correntes tinha sido anunciada em março último, aquando da aprovação da revisão do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, devido à forte quebra das receitas petrolíferas e consequente entrada de divisas no país, mas aguardava regulamentação.

O decreto estipula que esta taxa será de 10% sobre o valor da transferência a ser efetuada, deixando de fora outras transferências, como de salários ou apoios para tratamento de saúde ou educação no exterior do país, mas cujos procedimentos finais ainda serão definidos pelo Ministério das Finanças e pelo banco central.

A contribuição é paga antes da transferência, ficando isentos o Estado angolano e os seus serviços (à exceção das empresas públicas), bem como instituições públicas de previdência e segurança social, associações de utilidade pública reconhecidas legalmente e Igrejas em situação legal no país.


30-09-2015



Portal da Liderança


Português Pedro Mota nomeado presidente da Rolls-Royce North America


A Rolls-Royce Motor Cars anunciou que o português Pedro Mota vai ocupar o cargo de presidente para a América do Norte, função até agora desempenhada por Eric Shepherd.  



PedroMota

Pedro Mota, que ingressa na companhia de automóveis de luxo esta quinta-feira, dia 1 de outubro, só entra oficialmente em funções em janeiro de 2016. O responsável deixa assim a vice-presidência da Porsche Cars North America, onde se encontrava desde 2005.

Com o curso de Engenharia Eletrotécnica pelo Instituto Técnico, Pedro Mota tem também um MBA pelo ISEAD (França).


29-09-2015



Portal da Liderança


A Volkswagen, a Altice e a destruição criativa – Camilo Lourenço

A semana que passou foi fértil em acontecimentos no mundo empresarial que merecem reflexão. Destaco dois: a declaração do patrão da Altice, dona da PT, de que não gosta de pagar salários (“pago o mínimo que puder”) e a falsificação dos testes de emissões de gases poluentes por parte da Volkswagen. 
 

Camilo Lourenço 

Ambos são gravíssimos e suscetíveis de abalar a confiança de qualquer pessoa na economia de mercado. “O capitalismo está doente”, “Ainda matam o capitalismo”, foram algumas das expressões que ouvi esta semana um pouco por todo o lado. Especialmente nas redes sociais. 

Eu podia pegar nestes dois casos e tratá-los segundo uma perspetiva da gestão. Estilo condenar as declarações de Patrice Drahi por revelar falta de noção do que é gerir recursos humanos; e falar do monumental falhanço da governance do grupo Volkswagen. Mas prefiro pegar no assunto sob outro prisma: o funcionamento do capitalismo. 

Vejamos: o escândalo na Volkswagen pode dar cabo da empresa? Ou seja, pode matar a empresa? Pode. Embora me pareça que isso não vá acontecer. A multa que a empresa vai pagar, embora não esteja determinada, vai ser pesadíssima. E vai, seguramente, afetar os resultados da Volkswagen na próxima década. Com o que isso tem de outras consequências: como vai a empresa financiar o investimento em tecnologia e novos produtos para se manter no grupo que lidera o fabrico de automóveis a nível mundial? 

Agora Drahi. O CEO da Altice pode adotar a política de remuneração que quiser para o seu grupo. Se isolarmos a questão, até se compreende o que ele disse: o grupo tem feito aquisições dispendiosas nos últimos cinco anos (a última das quais o operador Cablevision, nos EUA) e precisa de recuperar esse investimento. Assim, quanto mais reduzir a despesa, mais facilmente aumenta a libertação de fundos. 

É assim? Não. O setor das telecomunicações, onde atua a Altice, é muito dependente da inovação e da criatividade (foi um dos drivers do crescimento nos últimos 20 anos). E isso faz-se com pessoas altamente qualificadas. Ora, este grupo de recursos humanos é altamente móvel: têm formação reconhecida em todo o mundo, falam inglês, não se importam de mudar de país… Se a Altice não lhes pagar bem, alguém há de pagar. Não é em Portugal, França ou Espanha? Tudo bem, mas em Inglaterra, na Alemanha ou nos EUA vai haver quem lhes ofereça melhores condições. Ou seja, a Altice pode estar a sacrificar o seu crescimento no longo prazo em detrimento do lucro no curto prazo. 

Agora deixemos as duas empresas para pensar no problema do capitalismo. Como se viu acima, qualquer das situações pode acabar mal para as duas empresas (embora a da Volkswagen seja bastante mais grave, até pela perda de confiança dos consumidores na marca). Isto é a prova de que o capitalismo não funciona? Ou que está ferido de morte, como se andou a dizer nas redes sociais? 

Não. Pelo contrário: estes casos mostram a face mais nobre do capitalismo: se estas empresas cometerem erros graves, podem morrer. E não pode ser de outra maneira. Traz problemas para as economias? Claro. Veja-se o caso de Portugal, onde a Autoeuropa pesa 5% no PIB nacional. Se a empresa desaparecer, é um desastre para o país…

Por cada empresa que morre, há outra a nascer. O que é preciso é que as economias não coloquem entraves ao seu nascimento e desenvolvimento. O que é preciso é que os recursos estejam livres para financiar novos projetos. Isso é, no fundo, aquilo a que Joseph Schumpeter chamou destruição criativa em “Capitalism, Socialism and Democracy”. Algo que governantes e cidadãos em geral deviam ler.

28-09-2015

 


Camilo-Lourenço-FotoNovaCamilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque e University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal.

 

Acordos de parceria vão aproximar empresas moçambicanas e europeias


Os acordos de parceria económica entre a União Europeia (UE) e países da África Austral, incluindo Moçambique, são uma oportunidade, a partir do próximo ano, para aumentar as relações empresariais, de acordo com o representante do bloco europeu em Maputo, Sven von Burgsdorff. 



Sven

“É uma boa notícia para o setor privado”, declarou o chefe da delegação da UE em Maputo num encontro promovido pelo European Business Club, que agrega mais de 300 empresas europeias a operar em Moçambique, através das câmaras de comércio e clubes empresariais da Alemanha, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça, de acordo com a agência Lusa.

Perante empresários e representantes de oito câmaras de comércio europeias, Sven von Burgsdorff assinalou a importância do acesso, a partir da entrada em vigor dos acordos de parceria económica, a 500 milhões consumidores europeus “no mercado mais importante do mundo”.

O diplomata lembrou que, na relação comercial com a UE, Moçambique vai perder benefícios inerentes à sua passagem de país menos avançado para país de rendimento médio, e que os novos acordos representam novas vantagens.

Os acordos, que marcarão o quadro contratual entre a UE e os países da região da África Austral, prosseguiu o diplomata, serão também uma oportunidade para os países europeus, ao preverem a libertação dos seus produtos, sobretudo industriais e maquinaria. “Claro que isso também oferece oportunidades para empresas europeias”, vincou o representante da UE, esperando um aumento do fluxo de investimentos em Moçambique “se as condições socioeconómicas se mantiverem ou melhorarem”.

Para Sven von Burgsdorff, o acesso a equipamento europeu de alta qualidade por menor custo também contribuirá para o reforço da industrialização de Moçambique, uma das prioridades do Governo moçambicano e da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), implicando ainda a transferência de conhecimentos técnicos, a aplicação de padrões europeus nos seus produtos, condições de trabalho dignas e formação profissional, além da possibilidade de mais investimento, com efeitos no emprego, disponibilidade de divisas e alargamento da base tributária.

O chefe da delegação da UE salientou o “aumento significativo” do investimento europeu em Moçambique nos últimos três anos, suscitando a abertura de câmaras de comércio e clubes de empresários, e sobretudo a criação de postos de trabalho, estimando que essa tendência se acentue com os novos acordos de parceria.


25-09-2015



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Política comercial de Angola recebe elogios após exame da OMC


A política comercial angolana, que foi alvo de um exame da Organização Mundial do Comércio (OMC), foi elogiada pelo presidente da sessão, o embaixador búlgaro, Atanas Atanassov, e os Estados-membros da entidade. 



LuandaPorto

“Proporcionou-nos uma boa oportunidade para avaliar a evolução das suas políticas socioeconómicas, comerciais e de investimento desde a última revisão em 2006. Temos agora uma melhor compreensão dos desafios” que o país enfrenta, afirmou Atanas Atanassov, citado pela TPA - Televisão Pública de Angola.

Nas considerações finais, os países membros da OMC que participaram no exame mostraram-se surpreendidos com a recuperação de Angola, após um período de guerra, e o seu desempenho económico, que o coloca no caminho certo para graduação dos Países Menos Avançados (PMA).

A OMC considera que o crescimento económico de Angola foi suportado pelo investimento público privado significativo em infraestruturas (incluindo serviços públicos) e pelos preços mundiais das suas exportações principais, o petróleo e, em menor escala, os diamantes.

Reconhece no entanto que o crescimento tem vindo a abrandar desde 2009 devido ao ambiente internacional menos favorável, motivado pela recente queda no preço do barril de petróleo.

Observando que a dependência de Angola do petróleo torna a sua economia vulnerável a choques externos, incentiva-a a prosseguir os esforços de diversificação da economia, mormente em setores ainda por identificar.

No ambiente de negócios, os Estados-membros da OMC elogiaram Angola pelas medidas já tomadas, mas expressaram preocupações sobre as restrições às transferências de pagamentos e o sistema de emissão de vistos.

O país recebeu também elogios pela sua participação ativa na organização e pelos passos dados em relação à liberalização do comércio bilateral e regional.

Os Estados-membros da OMC congratularam-se com o novo código mineiro de Angola e as informações sobre oportunidades para os operadores estrangeiros investirem no país.

A OMC e os Estados-membros manifestaram-se confiantes de que Angola terá em conta os resultados desta avaliação, para desenvolver as suas políticas económicas e comerciais com vista a aumentar a competitividade e enfrentar as atuais dificuldades e desafios futuros..


25-09-2015



Portal da Liderança


Portugal tem potencial para ser “Israel do sul da Europa” nas TI


Ulf Leonhard, representante da Portugal Ventures, empresa financiada pelo Governo alemão especializada em startups interessadas no mercado germânico, considera que Portugal tem “potencial para se tornar Israel do sul da Europa” nas tecnologias da informação (TI), segundo a agência Lusa. 



PortugalVentures

“A qualidade dos profissionais portugueses no mercado das tecnologias da informação aliada à área geográfica e qualidade de vida no país” podem fazer de Portugal um mercado de inovação e ciência, referiu o consultor no primeiro encontro de Networking Empresarial de Berlim.

Ulf Leonhard, representante em Berlim da empresa de participações privadas e capital de risco, referiu que, apesar das qualidades lusas, “a noção de que Portugal também é um mercado de tecnologia, e não apenas de praia, ainda não está muito desenvolvida” na Alemanha.

O especialista no mercado de empresas recém-criadas na Alemanha revelou que um dos requisitos das tecnológicas germânicas para iniciar parcerias “é a localização”, acrescentando que “uma das melhores formas de negociar com clientes alemães é criar uma entidade local com um parceiro alemão”.

Os encontros de Networking Empresarial de Berlim, uma iniciativa da sociedade civil, visam juntar mensalmente profissionais e representantes de empresas portuguesas ou com interesses portugueses, sediadas ou representadas na cidade alemã.


25-09-2015



Portal da Liderança


Peter Hill nomeado para liderar a angolana TAAG na nova gestão da Emirates


O Governo de Angola nomeou o inglês Peter Murray Hill para presidir ao conselho de administração da transportadora aérea TAAG, no âmbito da gestão da companhia de bandeira estatal assumida pelos árabes da Emirates. 



PeterHill

A nomeação consta num decreto presidencial de 15 de setembro, ao qual a Lusa teve acesso, ao abrigo do contrato de gestão da companhia estatal angolana com a Emirates. Dos cinco elementos executivos do conselho de administração, apenas um é angolano, o caso de Joaquim Teixeira da Cunha, que transitou do anterior. Os restantes quatro administradores executivos, incluindo o novo presidente, são indicados pela Emirates.

Entre outras funções, Peter Hill foi presidente do conselho de administração da SriLankan Airlines, também sob gestão da Emirates (49% do capital social) e assume agora um mandato de cinco anos à frente da TAAG.

O contrato de gestão assinado entre o Governo de Angola e a Emirates, lê-se no mesmo decreto, prevê a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional” na TAAG, a melhoria “substancial da qualidade do serviço prestado” e o saneamento financeiro da companhia angolana, que em 2014 registou prejuízos de 99 milhões de dólares (89 milhões de euros).

Em contrapartida, no âmbito do contrato de gestão da transportadora pública angolana celebrado com a Emirates Airlines para o período entre 2015 e 2019, prevê-se dentro de cinco anos resultados operacionais positivos de 100 milhões de dólares.

O ministro dos Transportes, Augusto Tomás, traçou este mês o objetivo de a TAAG ultrapassar os 3,3 milhões de passageiros transportados anualmente a partir de 2019, com o reforço das ligações internacionais, nomeadamente para a Europa, com a gestão da Emirates. “Ao longo dos anos, a TAAG tem registado resultados negativos” na exploração, “de modo que prevê-se com este quadro a viragem de uma nova página”, afirmou o governante após a discussão do plano para a companhia, que prevê chegar a uma frota de 21 aeronaves em 2019.

A formação de quadros angolanos no Dubai, na academia da Emirates, e a introdução de uma “gestão profissional de nível internacional” são objetivos do contrato, que assenta na reestruturação financeira da TAAG, com a meta de a faturação anual a passar dos 700 milhões de dólares em 2014 para 2,3 mil milhões de dólares dentro de cinco anos. A “redução de custos operacionais” está prevista na nova gestão da TAAG.


24-09-2015



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Vitor Gamboa é o novo reforço da equipa Sitel no Centro do Saldanha


Vitor Gamboa foi nomeado site director do Centro do Saldanha da Sitel, em Lisboa, onde vai liderar uma equipa de 400 pessoas especializadas em customer services na empresa de outsourcing de atendimento ao cliente. 



VitorGamboaSitel

Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade do Porto e com uma pós-graduação em Investigação e Economia, Vitor Gamboa, de 40 anos, tem um percurso profissional relacionado com atendimento ao cliente, sobretudo no setor da aviação, refere a companhia em comunicado.

O responsável iniciou a carreira na Monarch Airlines e, em 2007, entrou para a transportadora aérea Spanair, em Barcelona, como general manager. Posteriormente ocupou o cargo de vice-presidente do departamento de customer service and ground operations da ArikAir. Em 2011 assumiu funções de customer services director na Aero Prime Select, em Barcelona, de onde saiu para a Sitel Portugal, aceitando o desafio da multinacional para consolidar o foco no Centro do Saldanha, nos clientes e colaboradores.


24-09-2015



Portal da Liderança


Lisboa vai receber a Web Summit durante os próximos três anos


A Web Summit, o encontro mais importante de startups do globo, decorre na capital portuguesa entre 2016 e 2018. 



MEO Arena

Portugal "como país, e Lisboa como cidade, serão a sede do maior evento de startups e do maior encontro global de tecnologia em 2016, 2017 e 2018”, anunciou hoje Paulo Portas. De acordo com a agência Lusa, o vice-primeiro-ministro adiantou que há ainda a possibilidade de Lisboa ser capital da economia web e da tecnologia por mais dois anos, até 2020.

Assim, “em novembro do próximo ano, esperamos algo mais que os 30 mil participantes da Web Summit deste ano, algo mais que as 2500 startups presentes este ano e algo mais do que os mil investidores que se juntam anualmente nesta summit da nova economia tecnológica”, acrescentou o governante.

A Web Summit vai realizar-se no Meo Arena e na FIL - Feira Internacional de Lisboa, sendo “muito mais que uma conferência”, “são 20 conferências dentro de uma conferência com personalidades do mundo inteiro a conversar com jovens portugueses, com universitários, startups e empresas portuguesas e de todo o mundo”, afirmou Paulo Portas.

Paddy Cosgrave, presidente-executivo do evento, referindo-se a Lisboa como “uma cidade mágica e vibrante”, “comparável aos níveis de Berlim”, disse estar “muito entusiasmado” com a passagem por Lisboa da conferência global de tecnologia, que desde 2010 se realiza em Dublin, sublinhando que a escolha permitirá ao evento continuar a potenciar o seu crescimento no futuro.

Leonardo Mathias, secretário de Estado Adjunto e da Economia, partindo dos números irlandeses e frisando que se o múltiplo de crescimento for o mesmo, estimou que em 2016 o retorno financeiro do evento poderá alcançar os 175 milhões de euros.

O contrato para a realização do encontro, assinado hoje no Palácio das Laranjeiras, em Lisboa, entre o Turismo de Portugal, o Turismo de Lisboa e a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), prevê um financiamento conjunto de 1,3 milhões de euros, destinados nomeadamente à logística, como modernização de estruturas de wi-fi, e a incentivos para a vinda dos media internacionais ou apoio a empresas.

Questionado sobre os motivos da escolha, Paddy Cosgrave respondeu que “a resposta óbvia é sempre em primeiro lugar a infraestrutura, trata-se de um evento que precisa de uma cidade com grande escala”. E Lisboa “tem uma combinação de grande valor", disse Cosgrave que, além de focar a existência de um aeroporto, as ligações de transporte e a localização da capital, centrou-se na “grande comunidade”, no movimento nas redes sociais, na quantidade de pessoas que se juntaram para trazer o evento para Lisboa e no ecossistema de startups e investidores que olham para a capital. E referiu que “a quantidade de atividade que vi no Twitter [rede social] e nas comunidades, nunca a vi noutras cidades. Coisas tão pequenas como estas trazem um grande impacto na decisão”. “Lancei a pergunta sobre onde devia ser a Web Summit e recebi centenas de respostas, 95% das quais de que devia ir para Lisboa, não sei de onde veio isso, mas teve um impacto muito grande”.

O evento teve em 2014 um retorno de cerca de 100 milhões de euros e contou com 20 mil participantes – número que, este ano, Dublin espera aumentar para 30 mil.

Leonardo Mathias destacou que, além do retorno em termos de volume de negócios, no turismo, na restauração ou na aviação, o encontro tem toda a componente de conferências sobre variados temas e a da atração de investidores, quer de business angels (investidores particulares que investem diretamente ou através das suas empresas), micro-venture capital, quer investimento privado de nível mundial.

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, deixou uma palavra de “reconhecimento e agradecimento” a Paulo Portas e a Leonardo Mathias, “pela forma como se empenharam a trazer este evento para Portugal e Lisboa e pela forma muito profissional e irrepreensível como as equipas que lideraram dialogaram em conjunto" com a autarquia”.


23-09-2015



Portal da Liderança


Novo Executivo de Alexis Tsipras tomou posse


O novo Governo grego, de Alexis Tsipras, tomou posse esta manhã, antes da partida do primeiro-ministro helénico para participar na cimeira europeia em Bruxelas. 



Tsipras

Este Executivo é composto por 16 ministros, mais três que no primeiro Governo de Tsipras; 16 ministros-adjuntos (menos dois que em janeiro) e 12 vice-ministros (mais dois).

A renovada equipa de Tsipras integra no entanto vários ministros do anterior Executivo. É o caso de Euclid Tsakalotos nas Finanças, que tem a seu cargo a aplicação do plano de resgate de 86 mil milhões de euros em três anos, concluído com os credores do país em julho. Georges Chouliarakis é o adjunto de Tsakalotos.

Também a Defesa permanece com Panos Kammenos, o presidente do partido Gregos Independentes (direita nacionalista), cujos dez deputados se juntam aos 145 do Syriza de Tsipras, para conseguir uma maioria absoluta no parlamento (155 em 300).

Outro governante que se mantém é Nikos Kotsias, na pasta dos Negócios Estrangeiros.


23-09-2015



Portal da Liderança


Curso Prático de Liderança e Gestão para Executivos - Moçambique


Este curso, que tem lugar em Maputo na 3.ª semana de novembro, visa apoiar os dirigentes a melhorar a sua capacidade de liderar e gerir de forma mais eficaz, utilizando uma metodologia pedagógica assente em atividades práticas e fornecendo ferramentas operacionais para lidarem com as exigências de um mercado dinâmico e competitivo.


CursoPraticoLiderançaMZ 2SITE
No final os participantes estarão aptos a
:

  • Identificar os fundamentos da liderança e da gestão de pessoas e o seu impacto nas organizações e nas equipas;
  • Compreender os pressupostos da motivação das pessoas e aplicar boas práticas para motivar os elementos da sua equipa;
  • Identificar e potenciar as características das equipas de elevado desempenho;
  • Gerir o seu tempo de forma produtiva e conduzir reuniões orientadas para resultados;
  • Envolver as pessoas da sua equipa para implementar processos de mudança organizacional.

Destinatários
:
Gestores, dirigentes e quadros que sejam responsáveis pela coordenação, gestão de unidades de negócio e motivação das respetivas equipas.

Duração: 3 dias | 21 horas

Calendário: Maputo, 18, 19 e 20 de novembro de 2015
Formação Intra – Qualquer altura do ano

Para inscrições e valores de grupos, contacte:  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.


Consulte a Brochura do Programa
 
CursoPraticoLiderançaMZ 2BRO


[Consulte aqui outras sugestões de programas de desenvolvimento]

Banco Nacional de Angola permite aplicações em operações de crédito


O Banco Nacional de Angola (BNA) vai continuar a proporcionar aos bancos comerciais a possibilidade de direcionarem as suas aplicações em operações de crédito para o setor produtivo e em obrigações para o setor do Tesouro, emitidas em taxa de juro, com percentuais acima da correção cambial, anunciou o governador, José Pedro de Morais. 



BNA

José Pedro de Morais ressaltou, de acordo com a Angop, que a ação será feita através do mecanismo das reservas obrigatórias, cujas aplicações permitem ao Tesouro ampliar a captação de recursos destinados à realização de investimentos, nas infraestruturas fundamentais, para acelerar a diversificação económica.

O governador afirmou que o setor produtivo angolano, beneficiado com novas infraestruturas, terá a sua produção e os seus rendimentos aumentados, elevando-se a sua capacidade financeira e, assim, habilitar-se a novos créditos bancários, em condições de solvabilidades mais seguras e transparentes. Referiu que o BNA continua a buscar fontes adicionais de liquidez externa, através de acordos de intercâmbio de moedas, na base dos quais saldos de operações comerciais e, até mesmo, de operações financeiras com os seus parceiros, poderão ser pagos a partir do kwanza.

Para José Pedro de Morais o mais importante é reconhecer que Angola, apesar da queda do preço do petróleo, ainda beneficia do facto de a sua produção futura continuar a constituir uma garantia sólida para aceder às linhas de crédito internacionais, para importação de bens e serviços estratégicos, para o relançamento da atividade económica no país.

E esclareceu que o planeamento financeiro de cada cliente económico, aspirante à obtenção do crédito bancário, deve continuar a ser, em primeiro lugar, uma preocupação do próprio banco concedente do crédito. “Em vez de o banco se rodear de garantias e deixar a conta do cliente à responsabilidade de educar-se, financeiramente, para compreender os riscos que estas taxas de juros elevadas e dos prazos curtos de reembolso, podem constituir-se em fator de ameaça à solvabilidade do crédito bancário”.

O governador afirmou que alguns países, com um crescimento do crédito mal parado, fazem com que o cliente, por ignorância, seja levado por assuntos financeiros e assuma compromissos da banca, com juros elevadíssimos. Para tal, recai, em primeiro lugar, a responsabilidade do banco concedente do crédito verificar, no início do ato inicial, a elaboração da ficha cadastral do cliente e a absoluta incompatibilidade entre os seus rendimentos salariais, bem como o seu nível da divida que esta assumir, com uma taxa de juro totalmente desfasada da sua capacidade de pagamento.

Recomendou que seja realizado um esforço em prol da educação financeira dos angolanos, começando, desde logo, com o planeamento financeiro da sua capacidade de pagamento.


23-09-2015



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Curso Prático de Criação de Valor e Aumento de Receitas - Angola


Este curso visa promover ações de aumento de receitas, em simultâneo com uma redução de custos nos diversos departamentos da organização, através de um conhecimento mais aprofundado sobre o processo de criação de valor e sobre os métodos mais eficazes de financiamento.


CursoCompras e Contratação Pública
No final os participantes estarão aptos a
:

  • Compreender o processo de criação de valor numa empresa;
  • Compreender métodos de valorização da empresa;
  • Compreender os impulsionadores de valor da atividade económica;
  • Identificar fontes de financiamento e avaliar eficiência do financiamento;
  • Utilizar o conhecimento teórico e de exemplos práticos para execução eficaz na empresa.

Destinatários
:
Dirigentes e quadros de entidades públicas – Ministérios, institutos, empresas públicas e poder local.
Gestores e quadros de empresas privadas.

Duração: 2 dias | 14 horas

Calendário: Luanda, 13 e 14 de outubro de 2015
Formação Intra – Qualquer altura do ano

Para inscrições e valores de grupos, contacte:  Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.


Consulte a Brochura do Programa
 
Brochura Compras e Contratação Pública


[Consulte aqui outras sugestões de programas de desenvolvimento]

Faz Acontecer – Uma Volta ao Mundo a Conhecer Empreendedores e Negócios Surpreendentes

 Livro


Autor: André Leonardo
Edição: 2015
Páginas: 248
Editor: Esfera dos Livros
Preço: €13,50

Sinopse • Autor


 Sinopse


“Uma homenagem aos empreendedores de todo o mundo” – é assim que o empresário Mário Ferreira, jurado na versão portuguesa do programa de televisão Shark Tank, define este livro. Em “Faz Acontecer” André Leonardo apresenta histórias inspiradoras com as quais se foi deparando nos 126 mil quilómetros de viagem que percorreu por 23 países.

Inspirado em Fernão Magalhães, o açoriano de 24 anos iniciou uma expedição à volta do globo com um objetivo: procurar energia e ânimo para além da “crise” e da “dívida”, o que pressupunha estabelecer contacto com pessoas positivas, deixar-se contagiar por empreendedores, tanto nos negócios como na vida. O autor queria “aprender com gente que vencia todo o tipo de adversidades e que, mais do que criar empresas ou promover projetos, fazia acontecer encarando o presente e o futuro com otimismo e com capacidade de sonhar”. Para André Leonardo, era urgente recolher esses casos em culturas e contextos político-económicos radicalmente distintos – e, no entanto, todos ligados pela mesma vontade de fazer acontecer. Isto sem esquecer de promover Portugal, as empresas portuguesas e a Lisboa Startup City, da qual é orgulhosamente o primeiro embaixador.

É a partir desta experiência que o também empreendedor – ou não tivesse montado o seu primeiro negócio aos seis anos de idade com a venda de flores porta a porta – apresenta histórias inspiradoras, onde o termo empreendedorismo ganha um novo sentido e se revela como um estilo e uma atitude de vida que é independente do meio e do tempo em que vivemos. É o caso do português Ricardo Teixeira, que, tendo ficado tetraplégico, continuou a “lutar”, passou pela gigante Microsoft e criou a sua própria empresa, que conta com cerca de 600 funcionários; ou o jovem da Tanzânia que se tornou num orador motivacional após, na infância, ter conseguido fazer a instalação elétrica na sua casa a partir dos livros que requisitou na biblioteca local; ou a empreendedora brasileira Bel Pesce que, contra todas as probabilidades, entrou no MIT, fundou uma empresa e, graças à forma como encara as adversidades, se tornou ainda jovem numa das pessoas mais influentes no seu país; ou ainda a história do “Cristiano Ronaldo indiano” que, para sobreviver, se tornou num limpador profissional de ouvidos, e que, num contexto particularmente duro, consegue sobreviver.


22-09-2015

 Sobre o Autor

AndreLeonardo
André Leonardo  nasceu em Angra do Heroísmo, na Ilha Terceira, Açores. Mestre em Gestão pelo ISCTE-IUL, é especializado em empreendedorismo e criação de empresas. Palestrante e consultor, dedicou-se a desenvolver projetos para promover o espírito empreendedor em Portugal e no mundo. Em 2011 e 2012 organizou eventos internacionais para centenas de pessoas na Ilha Terceira; criou o movimento motivacional Be Bold, gerou milhares de euros para diversos propósitos sociais, ajudou empreendedores a iniciarem os seus negócios e falou com mais de duas centenas de empreendedores e CEO de topo nas suas expedições. Hoje, para além de promotor de vários negócios, não dispensa “começar projetos do zero, inovar, aprender com os erros, inspirar, deixar-se inspirar e, acima de tudo, fazer acontecer”. 

 

Angola arrecada acima de 16 milhões de euros com Taxa de Circulação


A cobrança dos selos da Taxa de Circulação rendeu aos cofres públicos angolanos mais de 16 milhões de euros no último ano, num crescimento de 11%, referente a cerca de 640 mil viaturas. 



LuandaTraffic

Números da Administração Geral Tributária (AGT) revelados hoje pelo Ministério das Finanças de Angola, citados pela Lusa, indicam que a campanha de pagamento de 2014 – referente aos selos atualmente em vigor – ultrapassou os 2,4 mil milhões de kwanzas (16,2 milhões de euros), em que, deste total, 76% (cerca de 12 milhões de euros) foram cobrados só em Luanda.

Em 2013 a cobrança total atingiu cerca de 2,2 mil milhões de kwanzas (14,5 milhões de euros), tendo então crescido 47% face ao ano anterior.

A grande novidade no pagamento do “selo do carro” de 2014 consistiu na possibilidade de aquisição do mesmo através dos multicaixas, a rede ATM angolana, além dos postos e repartições fiscais.

Segundo a AGT, a rede interbancária permitiu o pagamento de 4.419 selos, rendendo apenas 22,9 milhões de kwanzas (pouco mais de 150 mil euros).

De acordo com informação dos concessionários angolanos, circulam nas estradas do país entre 400 a 500 mil viaturas, para uma população de mais de 24 milhões de habitantes.

Mais de 40 mil viaturas – automóveis e motorizadas – tiveram acesso ao selo de isento em 2014, enquanto as cerca de 600 mil restantes pagaram, em função da cilindrada, entre 1.500 e 12.500 kwanzas (entre 10 e 82 euros).

Os números são conhecidos numa altura em que a administração tributária prepara o lançamento da campanha de cobrança de 2015, que estará em vigor até final do ano.


22-09-2015



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Fundo Soberano de Angola quer impulsionar diversificação da economia


O novo Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA) propõe-se aplicar com eficiência as finanças públicas para assegurar as gerações futuras e fazer do fundo um impulso para a diversificação da economia do país. 



José Filomeno de Sousa dos Santos

O presidente do Conselho de Administração do FSDEA, José Filomeno de Sousa dos Santos, disse ontem em Luanda, após a sua tomada de posse, que neste mandato de três anos “queremos alcançar bons resultados para resolver as estruturas do fundo e fazer investimentos em diversos projetos para a aplicação” do FSDEA.

Tomaram posse José Filomeno de Sousa dos Santos, como presidente do Conselho de Administração do FSDEA, e os administradores executivos Hugo Miguel Évora dos Santos e Artur Carlos Fortunato.

Na cerimónia, o ministro das Finanças, Armando Manuel, mostrou-se convicto de que o novo Conselho de Administração do FSDEA vai aplicar com eficiência as finanças públicas para estimular o crescimento económico do país.

O Fundo Soberano de Angola é uma instituição do Estado que tem como objetivo promover o crescimento, a prosperidade e o desenvolvimento económico e social do país.


22-09-2015



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Como beneficiar com Silicon Valley

Num artigo anterior abordei os traços fundamentais que caracterizam Silicon Valley. Neste texto abordo “como podemos beneficiar com Silicon Valley” – enquanto indivíduos, empresas e países. Haveria todo um tratado a escrever (clique aqui para aceder ao estudo sobre como Portugal pode beneficiar com a ligação a Silicon Valley, nos EUA), mas irei focar mais a dimensão cultural, que me parece a determinante. 
 

Carlos Oliveira  

Um traço transversal – promover a proximidade com Silicon Valley 
Os benefícios a obter, a todos os níveis – pessoal, empresarial e enquanto país –, requerem uma maior proximidade com Silicon Valley (SV). Sendo hoje o hub mundial da inovação empreendedora, quem não estiver ligado atrasa-se. Quem quiser entrar na economia global deve usar este hub como forma de aceleração.



SV 1

Adicionalmente, o que verdadeiramente diferencia Silicon Valley é a sua cultura. SV é um “estado de espírito” que pode ser caracterizado da seguinte forma: desafio permanente dos modelos de negócio estabelecidos; a aspiração e o sonho como motor de geração de ideias; foco total no consumidor pagador como validador da inovação e dos modelos de negócio; aceitação do risco e da tentativa e erro como forma de crescer e desenvolver empresas; rapidez na construção de redes de confiança e partilha. Por este motivo, a melhor forma de beneficiar com SV é compreender a sua cultura e tentar aplicá-la a diversos níveis de intervenção, conforme abordado a seguir.


Países – aposta em novos modelos de desenvolvimento
Silicon Valley mostra que os modelos económicos mecânicos e racionais são importantes, mas não explicam tudo. São por isso insuficientes. Aspetos como redes de confiança, comunidades colaborativas, a vontade de mudar o mundo, entre outros, desempenham um papel importante na redução das barreiras sociais que aumentam os custos de transação económica e de utilização de recursos, e constrangem o processo de inovação. Para a inovação florescer é preciso reduzir/eliminar as barreiras formais, mas também as barreiras sociais de desconfiança, medo e dificuldade de comunicação e de interação. Por este motivo, para promover o empreendedorismo é essencial criar incentivos económicos (disponibilidade de capital de risco, políticas fiscais, etc.), mas é também essencial trabalhar noutra dimensão, de política económica “pós-moderna”, que aborde elementos fuzzy, que os modelos económicos tradicionais não endereçam. Ou seja, é essencial criar ecossistemas promotores do caldo cultural e de relacionamentos de confiança, através de microculturas inovadoras em incubadoras, cidades e regiões. E depois promover a disseminação à sociedade.
Neste sentido, vários países escolheram cidades com capacidade de investimento e de atração de talento para promoverem estes ecossistemas, salientando-se os exemplos europeus de Berlim e Londres, entre muitas outras metrópoles. Também Lisboa e outras cidades portuguesas estão a atuar neste sentido e a conseguir criar estes ecossistemas promotores de interações humanas mais produtivas em termos de inovação empresarial.


Empresas – o caldo cultural associado a disciplina de processos
Muitas empresas têm departamentos de inovação, um ou outro perito em inovação, ou consultores externos. Tudo certo, mas mesmo assim ficam aquém em termos de inovação. Em muitos casos, são empresas que até têm os processos de inovação desenhados, mas falta-lhes um ecossistema de inovação, ou network de inovação. Têm a parte racional mas falta-lhes o ecossistema cultural, as redes informais espontâneas.
Para este efeito, as empresas precisam de apostar: i) numa cultura que promove e acolhe novas ideias “de todos” os que têm a energia e o potencial para gerar novas ideias vencedoras, ii) num grupo de base (formal ou informal, grande ou pequeno) que suporta estas ideias, com elementos do topo, com líderes operacionais internos, com peritos, com consultores externos se necessário, iii) num modelo de promoção de network permanente, com reuniões, apresentações, brainstormings, que promovam a conexão entre várias áreas e partilha de ideias, iv) num modelo de gerar, promover e analisar as ideias de negócio (framework de inovação) que seja apresentado e do conhecimento de todos na organização. Este ecossistema não precisa de um gabinete central a mediar a comunicação e a comandar o processo de geração de ideias, que deve surgir de forma espontânea entre as pessoas. Temos assim um processo bottom-up de criatividade e um processo top-down de definição de regras e de validação final das ideias geradas.


SV2

Indivíduos – o empreendedor global
Onde o impacto de Silicon Valley mais facilmente se faz sentir é a nível individual, como atestam os casos testemunhados pelo programa de executivos Global Strategic Innovation e o programa de aceleração de start ups, geridos pela LBC em SV.
Quem passa por SV sabe que para aumentar as suas probabilidades de sucesso tem de: i) se tornar num empreender global, isto é, criar propostas de negócio competitivas no mercado global, ii) procurar “the next big ideia”, ter ambição de mudar o mundo e assumir a mudança de comportamentos necessários para o fazer, iii) construir redes colaborativas de reciprocidade e partilha, nacionais e internacionais, iv) manter o contacto com os melhores e com SV (os Jogos Olímpicos do empreendedorismo), v) procurar financiamento smart, que abre portas, que partilha ensinamentos e acompanha o empreendedor em várias fases de crescimento, vi) juntar os processos analíticos da velha escola de pensamento de negócios com a criatividade, a intuição e o risco da nova escola de pensamento. 

Silicon Valley ensina-nos muitas coisas, mas acima de tudo ensina-nos que somente com um novo mindset os países, as empresas e os indivíduos terão sucesso na nova sociedade da informação e do conhecimento, e na economia globalizada. 


21-09-2015


CMO-PLCarlos Miguel Valleré Oliveira é CEO da LBC, empresa internacional de consultoria de gestão presente em países como a África do Sul, Angola, Brasil, Cabo Verde, EUA, Espanha, Moçambique e Portugal. O antigo presidente da CCILSA – Câmara de Comércio e Indústria Luso Sul-Africana assina a rubrica "Ponto de Vista" no Portal da Liderança sobre os temas da liderança-gestão, economia-sociedade e inovação-empreendedorismo.

 

Ministro da Defesa Nacional angolano inicia visita oficial à China


João Gonçalves Lourenço, Ministro da Defesa Nacional de Angola, enceta esta segunda-feira (dia 21) uma visita oficial de seis dias a convite do seu homólogo chinês, Fan Changlong. 



JoãoLourencoAngola

A deslocação do governante angolano, acompanhado por uma delegação do seu pelouro, visa o reforço da cooperação estratégica e intercâmbio existente entre a República Popular da China e Angola nos mais diversos domínios da defesa, refere a Angop.

Para esta segunda-feira o programa do ministro reserva um encontro em privado com o homólogo chinês, e conversações oficiais entre as duas delegações, para além de uma visita à Grande Muralha da China.

Durante a permanência em território chinês, o governante angolano deverá ainda visitar empreendimentos ligados à ciência e tecnologias e centros de pesquisa e instituições académicas do ramo militar em Pequim e nas províncias de Chengdu e Xangai.

A visita de João Lourenço foi precedida da quarta reunião do Comité Conjunto para a Ciência e Tecnologia, Indústria de Defesa Nacional de Angola e China.


21-09-2015



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