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A política comercial angolana, que foi alvo de um exame da Organização Mundial do Comércio (OMC), foi elogiada pelo presidente da sessão, o embaixador búlgaro, Atanas Atanassov, e os Estados-membros da entidade.
“Proporcionou-nos uma boa oportunidade para avaliar a evolução das suas políticas socioeconómicas, comerciais e de investimento desde a última revisão em 2006. Temos agora uma melhor compreensão dos desafios” que o país enfrenta, afirmou Atanas Atanassov, citado pela TPA - Televisão Pública de Angola.
Nas considerações finais, os países membros da OMC que participaram no exame mostraram-se surpreendidos com a recuperação de Angola, após um período de guerra, e o seu desempenho económico, que o coloca no caminho certo para graduação dos Países Menos Avançados (PMA).
A OMC considera que o crescimento económico de Angola foi suportado pelo investimento público privado significativo em infraestruturas (incluindo serviços públicos) e pelos preços mundiais das suas exportações principais, o petróleo e, em menor escala, os diamantes.
Reconhece no entanto que o crescimento tem vindo a abrandar desde 2009 devido ao ambiente internacional menos favorável, motivado pela recente queda no preço do barril de petróleo.
Observando que a dependência de Angola do petróleo torna a sua economia vulnerável a choques externos, incentiva-a a prosseguir os esforços de diversificação da economia, mormente em setores ainda por identificar.
No ambiente de negócios, os Estados-membros da OMC elogiaram Angola pelas medidas já tomadas, mas expressaram preocupações sobre as restrições às transferências de pagamentos e o sistema de emissão de vistos.
O país recebeu também elogios pela sua participação ativa na organização e pelos passos dados em relação à liberalização do comércio bilateral e regional.
Os Estados-membros da OMC congratularam-se com o novo código mineiro de Angola e as informações sobre oportunidades para os operadores estrangeiros investirem no país.
A OMC e os Estados-membros manifestaram-se confiantes de que Angola terá em conta os resultados desta avaliação, para desenvolver as suas políticas económicas e comerciais com vista a aumentar a competitividade e enfrentar as atuais dificuldades e desafios futuros..
25-09-2015
Portal da Liderança
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