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Edith Wharton 

Acordos de parceria vão aproximar empresas moçambicanas e europeias

Acordos de parceria vão aproximar empresas moçambicanas e europeias
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Os acordos de parceria económica entre a União Europeia (UE) e países da África Austral, incluindo Moçambique, são uma oportunidade, a partir do próximo ano, para aumentar as relações empresariais, de acordo com o representante do bloco europeu em Maputo, Sven von Burgsdorff. 



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“É uma boa notícia para o setor privado”, declarou o chefe da delegação da UE em Maputo num encontro promovido pelo European Business Club, que agrega mais de 300 empresas europeias a operar em Moçambique, através das câmaras de comércio e clubes empresariais da Alemanha, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália, Portugal e Suíça, de acordo com a agência Lusa.

Perante empresários e representantes de oito câmaras de comércio europeias, Sven von Burgsdorff assinalou a importância do acesso, a partir da entrada em vigor dos acordos de parceria económica, a 500 milhões consumidores europeus “no mercado mais importante do mundo”.

O diplomata lembrou que, na relação comercial com a UE, Moçambique vai perder benefícios inerentes à sua passagem de país menos avançado para país de rendimento médio, e que os novos acordos representam novas vantagens.

Os acordos, que marcarão o quadro contratual entre a UE e os países da região da África Austral, prosseguiu o diplomata, serão também uma oportunidade para os países europeus, ao preverem a libertação dos seus produtos, sobretudo industriais e maquinaria. “Claro que isso também oferece oportunidades para empresas europeias”, vincou o representante da UE, esperando um aumento do fluxo de investimentos em Moçambique “se as condições socioeconómicas se mantiverem ou melhorarem”.

Para Sven von Burgsdorff, o acesso a equipamento europeu de alta qualidade por menor custo também contribuirá para o reforço da industrialização de Moçambique, uma das prioridades do Governo moçambicano e da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), implicando ainda a transferência de conhecimentos técnicos, a aplicação de padrões europeus nos seus produtos, condições de trabalho dignas e formação profissional, além da possibilidade de mais investimento, com efeitos no emprego, disponibilidade de divisas e alargamento da base tributária.

O chefe da delegação da UE salientou o “aumento significativo” do investimento europeu em Moçambique nos últimos três anos, suscitando a abertura de câmaras de comércio e clubes de empresários, e sobretudo a criação de postos de trabalho, estimando que essa tendência se acentue com os novos acordos de parceria.


25-09-2015



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