2 minutos de leitura
O Banco Nacional de Angola (BNA) vai continuar a proporcionar aos bancos comerciais a possibilidade de direcionarem as suas aplicações em operações de crédito para o setor produtivo e em obrigações para o setor do Tesouro, emitidas em taxa de juro, com percentuais acima da correção cambial, anunciou o governador, José Pedro de Morais.

José Pedro de Morais ressaltou, de acordo com a Angop, que a ação será feita através do mecanismo das reservas obrigatórias, cujas aplicações permitem ao Tesouro ampliar a captação de recursos destinados à realização de investimentos, nas infraestruturas fundamentais, para acelerar a diversificação económica.
O governador afirmou que o setor produtivo angolano, beneficiado com novas infraestruturas, terá a sua produção e os seus rendimentos aumentados, elevando-se a sua capacidade financeira e, assim, habilitar-se a novos créditos bancários, em condições de solvabilidades mais seguras e transparentes. Referiu que o BNA continua a buscar fontes adicionais de liquidez externa, através de acordos de intercâmbio de moedas, na base dos quais saldos de operações comerciais e, até mesmo, de operações financeiras com os seus parceiros, poderão ser pagos a partir do kwanza.
Para José Pedro de Morais o mais importante é reconhecer que Angola, apesar da queda do preço do petróleo, ainda beneficia do facto de a sua produção futura continuar a constituir uma garantia sólida para aceder às linhas de crédito internacionais, para importação de bens e serviços estratégicos, para o relançamento da atividade económica no país.
E esclareceu que o planeamento financeiro de cada cliente económico, aspirante à obtenção do crédito bancário, deve continuar a ser, em primeiro lugar, uma preocupação do próprio banco concedente do crédito. “Em vez de o banco se rodear de garantias e deixar a conta do cliente à responsabilidade de educar-se, financeiramente, para compreender os riscos que estas taxas de juros elevadas e dos prazos curtos de reembolso, podem constituir-se em fator de ameaça à solvabilidade do crédito bancário”.
O governador afirmou que alguns países, com um crescimento do crédito mal parado, fazem com que o cliente, por ignorância, seja levado por assuntos financeiros e assuma compromissos da banca, com juros elevadíssimos. Para tal, recai, em primeiro lugar, a responsabilidade do banco concedente do crédito verificar, no início do ato inicial, a elaboração da ficha cadastral do cliente e a absoluta incompatibilidade entre os seus rendimentos salariais, bem como o seu nível da divida que esta assumir, com uma taxa de juro totalmente desfasada da sua capacidade de pagamento.
Recomendou que seja realizado um esforço em prol da educação financeira dos angolanos, começando, desde logo, com o planeamento financeiro da sua capacidade de pagamento.
23-09-2015
Portal da Liderança
Portal da Liderança
