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O repositório científico da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deverá estar concluído até 2020, com as contribuições de Portugal e do Brasil já em curso. O objetivo é “democratizar” o acesso ao conhecimento no espaço lusófono.
Arlinda Cabral, responsável pela Educação, Ciência e Tecnologia na Direção de Ação Cultural e Língua Portuguesa do Secretariado Executivo da CPLP, explica à agência Lusa que há a “preocupação” de tornar acessível a informação e conhecimento científico dos nove Estados-membros da organização aos 250 milhões de falantes lusófonos.
Por enquanto, e ao abrigo de um acordo bilateral, Portugal, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e da Universidade do Minho (UM), e o Brasil, com a Fundação CAPES do Ministério da Educação, estão a colaborar numa rede científica que, na segunda fase do programa, será alargada a Angola, Cabo Verde e Moçambique. Estes três Estados, assegura Arlinda Cabral, já têm um repositório nacional que está a ser ultimado no sentido de tornar possível integrá-los na rede entre 2016 e 2018, prevendo-se que o da Guiné-Bissau – está em curso a recuperação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa (INEP), destruído na guerra civil de 1998/99 – possa integrar a plataforma na mesma altura.
Na terceira fase será a vez dos restantes três Estados-membros da CPLP: a Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, que ainda não dispõem de um repositório científico próprio.
Arlinda Cabral refere que o programa consiste numa ação identificada como prioritária pelos Estados-membros da CPLP no domínio da Tecnologia, Ciência e Ensino Superior, numa reunião dos respetivos ministros em abril de 2013 em Maputo. Na altura foi aprovado o plano estratégico de cooperação multilateral nesse domínio, tendo como “pressuposto fundamental” identificar projetos “com o menor custo possível, mas com o maior impacto possível”.
“Há a preocupação de tornar acessível informação e investigação a toda a nossa comunidade académica e científica. É um passo significativo para democratizar o acesso ao conhecimento científico e contribuir para a melhoria da qualidade dos nossos sistemas académicos e da qualificação dos nossos investigadores”, realça.
Arlinda Cabral (nascida em Cabo Verde mas residente desde os nove meses em Portugal, onde se licenciou em Ciências da Educação e fez o mestrado e doutoramento em Sociologia, Educação, Conhecimento e Cultura, sempre na Universidade Nova de Lisboa) acrescenta que o programa constitui uma forma “inovadora” de aproveitar as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC).
Nesse sentido, além de facilitar o acesso livre aos repositórios científicos dos Estados-membros da CPLP, o programa disponibiliza software livre e acervos bibliográficos de acesso à produção científica, como teses de mestrado e doutoramento sobre e da CPLP, e deverá integrar redes regionais e internacionais. “A grande valia é ter os melhores especialistas dos países da CPLP”, sublinha, lembrando a possibilidade de capacitar e dar recursos a investigadores, professores e estudantes, fomentando, paralelamente, a participação de todos.
26-11-2015
O empresário angolano António Mosquito vendeu a participação de 66,7% que detinha na construtora portuguesa Soares da Costa (cuja aquisição tinha concluído no início de 2014, por 70 milhões de euros, valor que serviu para recapitalizar a companhia).
António Mosquito renunciou ao cargo de presidente não executivo na construtora , através de uma carta enviada a 17 de novembro, de acordo com o Jornal de Negócios.
O empresário angolano, que em Portugal detém 27,5% da Global Media (detentora do DN, JN, O Jogo e TSF), quer focar-se noutras áreas de negócios, ainda segundo o Negócios. Em Angola controla a Mbkassy Veículos, e tem participações em várias instituições financeiras (no Banco Caixa Geral Totta de Angola, Banco Comercial do Huambo, Banco Keve, Banco Sol e Banco Comercial Angolano). O também dono da CCL Construção Civil (que detém empreendimentos imobiliários) é ainda acionista da petrolífera Falcon Oil.
A Linha de Crédito PME Crescimento 2015 vai ser aumentada em mais 250 milhões de euros, depois de a forte procura por parte do tecido empresarial português ter esgotado o orçamento disponível.
O Ministério da Economia, ainda encabeçado por Miguel Morais Leitão, informa em comunicado que ampliou a linha de crédito de 1.400 milhões de euros para 1.650 milhões, com o objetivo de garantir a continuidade dos instrumentos de financiamento das pequenas e médias empresas (PME) portuguesas.
A linha, criada em abril deste ano, teve uma procura acima do esperado, ficando a zeros a dois meses do final do ano. Apesar de os valores procurados pelas empresas serem pequenos, o mecanismo teve procura constante. As regras para aceder ao crédito são as mesmas: com base na Euribor a seis meses, mais o spread que varia consoante a linha de financiamento e a dimensão da empresa.
Assim, a nova dotação vai ter a seguinte afetação: 329 milhões de euros para a Linha Específica Micro e Pequenas Empresas; 1.267 milhões para a Linha Específica Fundo de Maneio e Investimento (repartida por Dotação Médio Prazo com 143 milhões de euros e Dotação Longo Prazo com 1.124 milhões); 36 milhões de euros para a Linha Específica Empresas de Elevado Crescimento; e 18 milhões para a Linha Específica Crédito Comercial a Exportadoras.
Os valores atribuídos a cada Linha Específica e dotações são reavaliados de forma periódica, em função da utilização, sendo que é possível proceder-se a reafetações de verbas entre Linhas Específicas e Dotações.
25-11-2015
Os presidentes de Angola e da África do Sul, José Eduardo dos Santos e Jacob Zuma, reuniram-se em Luanda para analisar a concertação política em assuntos bilaterais e regionais.
A segunda visita oficial do chefe de Estado sul-africano à capital angolana em 15 dias envolveu uma reunião de trabalho no Palácio Presidencial com o homólogo José Eduardo dos Santos, após a qual o Executivo angolano anunciou a realização, no início de 2016, da quarta reunião da comissão mista para avaliar e fortalecer as relações de cooperação.
Ontem à tarde, no final da visita de 24 horas, Jacob Zuma explicou que, em termos internacionais, foi abordado o interesse dos dois países no Fórum de Cooperação China-África, a decorrer no início de dezembro na África do Sul e com a participação do Governo angolano.
Foram ainda abordadas formas de “aprofundar e incrementar” a cooperação entre os dois países, disse o presidente sul-africano, depois de sublinhar a intenção de identificar novas áreas de trabalho.
Jacob Zuma foi um dos chefes de Estado presentes em Luanda nas comemorações dos 40 anos da independência de Angola, assinalados a 11 de novembro.
Atualmente vivem na África do Sul cerca de 22 mil angolanos.
A Morais Leitão, Galvão Teles, Soares da Silva (MLGTS) reforçou as áreas de oil & gas e energia com a integração de Eduardo G. Pereira, advogado, professor universitário “com nome internacionalmente prestigiado nestes setores”, refere a sociedade de advogados em comunicado.
Eduardo G. Pereira, que passou entra na MLGTS como consultor, “tem extenso curriculum na área de oil & gas, tanto académico como prático”, adianta a nota. O responsável tem um master em oil & gas na escocesa Universidade de Aberdeen e um pós-doutoramento na Universidade de Oxford. O professor adjunto na University of Eastern Finland Law School e na University of Reykjavik Law School é investigador no Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura (Fundação Getúlio Vargas) e investigador convidado no Scandinavian Institute for Maritime Law (University of Oslo), entre outras instituições de ensino superior. Eduardo G. Pereira tem ainda uma extensa lista de publicação de obras nas áreas de oil & gas, sendo managing editor na UEF Energy Law Review e editor associado do OGEL - Global Energy Law & Regulation Portal. Além de professor universitário, é advogado, estando inscrito nas Ordens dos Advogados do Brasil e de Portugal.
Eduardo G. Pereira vai trabalhar integrado na área de oil & gas e energia da sociedade e também diretamente com os escritórios parceiros da rede MLGTS Legal Circle em África e na Ásia, bem como na América Latina com a Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados, sociedade líder brasileira parceira da MLGTS.
A MLGTS declara ainda que “intensifica assim a sua aposta na internacionalização e na articulação e atuação conjunta da rede MLGTS Legal Circle (em Angola, Moçambique e Macau – China), onde os clientes dos setores de extração petrolífera, mineira e de energia exigem um acompanhamento altamente especializado, reforçando-se agora uma equipa de excelência já existente e muito vocacionada para assistir investidores nestas atividades económicas”.
24-11-2015
O chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva, indicou o secretário-geral do PS, António Costa, para primeiro-ministro, de acordo com uma nota da Presidência da República.
Esta manhã António Costa esteve quase uma hora reunido com Cavaco Silva, depois de ter respondido às dúvidas do Presidente da República.
O chefe de Estado justifica a decisão com posições dos parceiros sociais contra a manutenção do Governo de gestão.
A posse do secretário-geral do PS enquanto primeiro-ministro pode acontecer já esta sexta-feira, dia 27 de novembro.
24-11-2015
A FAO espera triplicar a produção agrícola em 11 distritos moçambicanos, ao disponibilizar insumos e sementes de qualidade, e tirar 19.600 camponeses do ciclo de pobreza e insegurança alimentar.
A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) disponibilizou 300 toneladas de sementes classificadas para responder às diferentes características agroecológicas das províncias de Manica, Sofala e Zambézia (centro) e Nampula (norte), vendidas de forma bonificada aos camponeses, numa iniciativa financiada pela União Europeia.
Em declarações à Lusa, Walter Oliveira, coordenador da FAO em Moçambique para o indicador da redução da fome nos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, refere que a baixa qualidade de produção no país se deve particularmente à falta de acesso a sementes e insumos de qualidade, aliada à fraca educação agrária dos camponeses. “Com o novo sistema, estamos em 11 distritos e temos uma previsão de multiplicar por três a produção, em termos de rendimento por hectare”, afirmou Walter Oliveira no lançamento oficial no país do “voucher eletrónico”, cartão que facilita o acesso às sementes.
O “voucher eletrónico” é um projeto-piloto que disponibiliza dois grupos de cartões para apoiar os camponeses no acesso a sementes de qualidade, através de vendedores de insumos, e assim melhorar o controlo da produção.
O lançamento, ontem, 23 de novembro, coincidiu com as chuvas que deram início à sementeira da agricultura de sequeiro, praticada por quase 90% dos camponeses em Moçambique. “Se a iniciativa for levada para todos os distritos do país, como estamos à espera, o aumento de produtividade vai ser muito grande”, frisa Walter Oliveira.
O cartão eletrónico e o sistema operacional foram desenvolvidos por uma empresa japonesa, e a gestão está a cargo de técnicos nipónicos da Agronegócios para Desenvolvimento de Moçambique (ADM).
24-11-2015
Marta Figueiredo, responsável pelo departamento de avaliações da consultora imobiliária portuguesa B. Prime, é o novo membro do britânico RICS – Royal Institute of Chartered Surveyors.
A B. Prime, que lançou o departamento de avaliações em maio, na sequência do seu plano de expansão e através da contratação de Marta Figueiredo, refere em comunicado que o RICS “é a mais importante e prestigiada entidade reguladora de atividades imobiliárias em todo o mundo”, acrescentando que “as suas normas assumem no mercado atual uma importância crescente, uma vez que garantem total independência, transparência e profissionalismo a todos os seus membros”.
Marta Figueiredo, licenciada em Economia e especializada em Análise Financeira, Gestão e Avaliação Imobiliária, adianta na nota que “o papel do RICS é fundamental no setor imobiliário e principalmente no que diz respeito às avaliações, por estarmos obrigados a cumprir uma série de requisitos que são uma mais-valia para os nossos clientes”. De acordo com a responsável, “este título vem reforçar o reconhecimento da qualidade do trabalho de avaliações feito pela B. Prime”.
23-11-2015
Camilo Lourenço
Há dias o The Wall Street Journal tinha um artigo muito interessante sobre o sucesso das empresas familiares ao longo de décadas. O texto – da autoria de Peter Jaskiewicz, professor de empreendedorismo na John Molson School of Business, e de James G. Combs, docente na University of Central Florida – baseia-se num estudo que analisou dezenas de empresas familiares. No final, os autores identificam cinco razões que justificam o sucesso dessas empresas, passadas várias gerações.
O tema é relevante porquanto a esmagadora maioria das empresas, na economia portuguesa e noutras economias, é familiar. E a estatística mostra que um pequeno número delas sobrevive à terceira geração. No entanto, continua a haver casos interessantes de empresas que não só sobreviveram à sucessão como se transformaram em casos de grande sucesso. Vamos sumarizar os cinco pontos identificados no estudo:
1 – Legado empresarial. Trata-se de empresas onde as várias gerações souberam passar às seguintes a história do negócio: como surgiu, as dificuldades que quem o dirigiu enfrentou ao longo do tempo e como foram ultrapassadas. Esta passagem de testemunho, muitas vezes feita à mesa de jantar ou encontros de família, permite transmitir às gerações seguintes a responsabilidade de manter o negócio vivo.
2 – De pequenino se torce o pepino. Os membros mais novos da família tomam contacto com o negócio desde muito cedo. E são encorajados a passar pelas várias áreas de negócio da empresa, desde o “plant floor” às funções mais sofisticadas.
3 – Educação para o mundo. Os membros mais novos da família são encorajados a estudar nas melhores escolas (mesmo fora do país), frequentemente nas áreas relevantes para o negócio de família. E depois de acabarem os estudos são aconselhados a trabalhar noutras empresas, nomeadamente nas concorrentes. Esta “educação para o mundo” permite às novas gerações o contacto com vários mercados e aprenderem a trabalhar num mundo sem fronteiras.
4 – Aprender com as gerações mais novas. É o efeito provocado pelo regresso dos “estrangeirados”. Ou seja, quando alguém que esteve a estudar (e trabalhar) noutros mercados regressa a casa traz uma nova visão. Essa visão é passada a quem nesse momento dirige a empresa. No entanto, não se pense que se trata de um mero testemunho, como dizer “lá fora faz-se assim”, ou “a tendência do mercado é por aqui”. Nas empresas com sucesso, a geração mais velha mantém-se à frente do negócio, gerindo o dia a dia enquanto os “estrangeirados” pensam o futuro: novos produtos/serviços, entrada em novos mercados, desafio tecnológico, etc.
5 – A empresa fica nas mãos de uma única pessoa. A ideia é colocar a empresa nas mãos da pessoa (da nova geração) com mais capacidade para a dirigir e desenvolver. É uma solução complicada porque depende das especificidades, nomeadamente legais, de cada país. Há países onde a lei é mais restritiva, enquanto noutros a solução é mais fácil. A ratio por trás desta situação é evitar que a divisão do património favoreça a dispersão de votos e dificulte a tomada de decisão.
No entanto a entrega da empresa a um dos membros da família não deve ser feita de modo a prejudicar os outros herdeiros. Estes podem receber uma compensação financeira ou mesmo manter-se em cargos sem poder de decisão (um “advisory board”, por exemplo). Ou podem ser encorajados a criar novos negócios, eventualmente em áreas conexas com a do negócio principal. Por exemplo, uma empresa produtora de vinhos pode ser entregue a um membro da família enquanto os restantes se lançam no negócio da distribuição.
Estes tópicos são suficientes para garantir o sucesso de empresas familiares na transição de uma geração para outra? Não. O sucesso depende também de outros fatores, alguns dos quais aleatórios. Mas dos cinco pontos identificados no estudo, destaco dois: a experiência no exterior e a entrega da empresa a apenas um dos membros da família. Prometo analisar estes dois pontos no próximo artigo para o Portal da Liderança. Venha daí…
23-11-2015
Camilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e a University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita, sendo o seu livro mais recente “Saiam da Frente!”, sobre os protagonistas das três bancarrotas sofridas por Portugal.
As Nações do Sudeste Asiático estabeleceram uma comunidade formal que visa implementar uma circulação de comércio e de capital mais livre, numa área de 625 milhões de pessoas e com uma produção económica combinada de 2,6 triliões de dólares (cerca de 2,4 triliões de euros).
A declaração da comunidade foi assinada este domingo, 22 de novembro, por líderes da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) em Kuala Lumpur, anfitriã da cúpula anual do grupo este ano, de acordo com a Reuters.
Composta por dez membros, a comunidade ASEAN inclui uma dimensão política, de segurança e sociocultural. Mas é a vertente económica que proporciona mais oportunidades, numa região cujo Produto Interno Bruto (PIB) combinado a tornaria na 7.ª maior economia do globo.
A ASEAN já eliminou praticamente as barreiras tarifárias entre os dez países, afirmou o primeiro-ministro malaio, Najib Razak, anfitrião da cúpula, na cerimónia de assinatura. “Agora temos de assegurar que criamos um mercado único e base de produção, com maior liberdade de circulação de bens e de serviços”.
23-11-2015
O projeto Lisboa Empreende venceu a categoria de topo “Grande Júri” da edição de 2015 dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial, atribuídos pela Comissão Europeia.
O Lisboa Empreende/Lisbon Micro-Entrepreneurship , programa de microcrédito promovido pela Câmara Municipal de Lisboa e destinado ao desenvolvimento de pequenos negócios que arrancou em 2013, é considerado uma iniciativa “bem-sucedida, inspiradora e inovadora”.
Ao ajudar os empreendedores a ultrapassar dificuldades de acesso a financiamento e incentivar a criação do próprio emprego, o Lisboa Empreende impulsionou o desenvolvimento de 70 novos negócios, 90% dos quais no comércio e serviços, e criou 160 postos de trabalho.
20-11-2015
O Estado angolano vai pagar 14 milhões de euros para aderir, enquanto membro participante, ao Fundo Africano de Desenvolvimento (FAD), que financia projetos em países de baixo rendimento.
Um despacho presidencial de 5 de novembro, ao qual a agência Lusa teve acesso, revela que se trata igualmente da adesão como “primeiro membro regional” ao Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), que tutela este fundo.
A título de subscrição inicial, Angola terá de pagar 15.020.726 dólares (14 milhões de euros), com o despacho assinado pelo presidente, José Eduardo dos Santos, a apontar a “necessidade de concretizar o processo de formalização” da adesão do país ao fundo enquanto membro participante.
Fundado em 1964, o grupo do Banco Africano de Desenvolvimento é a maior instituição de financiamento multilateral dedicada ao desenvolvimento no continente africano, sendo composto por três entidades: o BAD, o FAD e o Fundo Especial da Nigéria.
O BAD tem como membros 54 países africanos e 27 não-africanos, tendo aprovado em junho um empréstimo de 123,7 milhões de dólares (116 milhões de euros) para financiar um projeto de abastecimento de água e saneamento básico em Angola.
O FAD contribui para a promoção do desenvolvimento económico e social em 40 países africanos menos desenvolvidos, fornecendo financiamento concessional a projetos e programas, assim como assistência técnica para estudos e outras atividades.
20-11-2015
A BeON Energy ganhou o primeiro galardão da segunda edição anual da KIC InnoEnergy Iberia, competição que tem como objetivo destacar start ups na área da energia sustentável com grande potencial, e que terão o maior impacto social e ambiental em Portugal e Espanha.
A Ampere Energy ficou na segunda posição, e a também portuguesa Eneida na terceira, numa competição que contou com os projetos de mais de 60 start ups.
A inovação da BeON Energy, o Micro 0, é um sistema solar plug and play que pode ser ligado a qualquer tomada de parede. Permite aos utilizadores produzir a própria energia enquanto ligado à rede. Ou seja, com o Micro 0 qualquer pessoa pode criar o seu próprio sistema solar em menos de 30 minutos.
No âmbito do prémio, a start up portuguesa vai receber 18 mil euros e acesso ao programa de aceleração KIC InnoEnergy Highway (que transforma ideias de negócio em realidade comercial). A BeON Energy junta-se assim a mais de 90 outras start ups, providenciando a sua visibilidade a uma rede de mais de 150 key players na área da energia, composta por parceiros industriais, universidades e centros de investigação.
Por muito boas condições que as organizações tenham, vai haver sempre desgaste e stress no local de trabalho. Há empresas que já o perceberam e estão a ser criativas na forma como combatem a questão.
Jane Porter
Já todos sabemos que o stress relacionado com o emprego tem consequências graves, tanto a nível individual como em termos do local de trabalho. Só nos EUA, as estimativas apontam que o stress esteja a custar às empresas cerca de 300 biliões de dólares (à volta de 281 biliões de euros) por ano.
Estudos mostram que o stress crónico pode ter um efeito tremendo no nosso corpo, afetando tudo, desde a frequência cardíaca e pressão arterial ao aparelho digestivo e sistema imunitário. E quanto mais stressados estivermos mais o nosso organismo fica vulnerável a doenças, de acordo com Sharon Bergquist, professora de medicina na Universidade de Emory, EUA.
Está provado que o stress relacionado com o trabalho tem ligação direta com uma saúde debilitada. A americana Behavioral Science and Policy Association salienta que o stress no emprego, como a incerteza no posto de trabalho, aumenta as probabilidades de uma saúde debilitada em cerca de 50%; e a elevada exigência no emprego amplia em 35% as probabilidades de ter uma doença diagnosticada por um médico; isto para não mencionar as longas horas de trabalho, que aumentam a mortalidade em quase 20%. Investigadores que conduziram uma meta-análise de 228 estudos exortam as empresas a prestarem atenção aos efeitos nocivos do stress nos funcionários e que tomem medidas para o evitar.
No entanto já há empresas atentas e que estão a ser criativas, com abordagens não convencionais no sentido de apoiarem os funcionários a melhor gerir o stress. Seguem-se três exemplos.
Num esforço para minimizar o stress, a empresa australiana de desenvolvimento de aplicações Appster, tal como um número cada vez maior de tecnológicas, tem regalias que incluem refeições gratuitas e transporte para o local de trabalho. A companhia tem três escritórios: nos EUA, na Índia e na Austrália, e cerca de 380 funcionários. Nas instalações da Califórnia, por exemplo, há um cão de estimação, o husky Howl (Uivo), que ajuda os colaboradores a desanuviar. Paga também passeios aos trabalhadores para fazerem atividades divertidas juntos fora do escritório. O cofundador, Mark McDonald, afirma que, “se as pessoas estão stressadas, não queremos que vão para casa stressadas”. Mas reconhece que ter todos os benefícios do mundo não vai fazer todos felizes.
Por norma, o hábito de falar sobre o chefe ou o trabalho fica confinado a cochichos nos corredores ou na copa das empresas. A Appster instituiu o que McDonald apelida de “relatório semanal de desabafo”, um quadro online onde os funcionários podem escrever as suas reclamações e preocupações, de forma anónima ou não. Os três escritórios da empresa realizam depois reuniões mensais gerais onde as questões apontadas nos relatórios semanais são abordadas de maneira aberta e em pessoa, acrescenta. A Appster também estabelece reuniões mensais individuais para todos os funcionários para que tenham a oportunidade de falar sobre a sua carreira ou quaisquer preocupações que tenham no trabalho. “A forma mais barata, mais eficaz para minimizar o stress é simplesmente ouvir os funcionários”, diz McDonald. “Não custa nada, à exceção de um pouco de tempo, mas o impacto no ambiente e moral é enorme.”
Preste atenção de modo personalizado.
No que diz respeito à gestão de stress, sentirmo-nos ouvidos e reconhecidos é um fator de tal forma crítico que há empresas que se têm concentrado em disponibilizar coaching de gestão de stress através de plataformas virtuais. Fornecem aos utilizadores ferramentas virtuais de redução de stress, técnicas de respiração profunda de 10 minutos, ou exercícios de relaxamento muscular, a par de profissionais de coaching de gestão de stress que recomendam exercícios específicos/personalizados com base nas necessidades dos utilizadores.
Se há empresa pioneira na gestão de stress dos trabalhadores é a Google. Mas os responsáveis sabem que os benefícios e vantagens proporcionados aos seus funcionários – que são bastantes, não são suficientes para enfrentar a pandemia de stress com que têm de lidar. Neste sentido, optaram por uma abordagem mais específica, com aulas para os colaboradores com nomes “zen” como Meditação 101, Procure Dentro de Si, ou Redução de Stress com base em Mindfulness [mindfulness – treino baseado na conexão mente-corpo, ajudando a observar a forma como se pensa e sente acerca da vida, das experiências, seja bom ou negativo; consiste em prestar atenção ao momento presente sem ficar apegado ao passado ou se preocupar com o futuro].
A Google também criou uma comunidade (virtual e presencial) para apoiar e incentivar a prática da meditação, e que passa por meditação diária em vários escritórios; há ainda o que a companhia apelida de “refeições mindful”, ou dias de retiro para meditar em vários locais.
No local de trabalho não é possível eliminar o stress, tudo o que podemos fazer é reagir melhor aos eventos stressantes. E, havendo a possibilidade, por que não ser criativo nas soluções para combater o stress?
20-11-2015
Fonte: FastCompany.com
Jane Porter escreve sobre criatividade, negócios, tecnologia, saúde, educação e literatura. Tem escrito e realizado trabalhos de edição para publicações como o The Wall Street Journal, BusinessWeek, Entrepreneur, Fortune ou The Chronicle of Higher Education.
A União Europeia (UE) anunciou um fundo de 7,5 milhões de euros para um sistema de internet que vai ligar as universidades da África Austral e Oriental, com o objetivo de reduzir os custos para as instituições de ensino.
Sven Von Burgsdorff, chefe da delegação da UE em Moçambique, afirma que “o principal objetivo desta iniciativa é conectar as instituições de pesquisa da região, assegurando que haja uma internet de maior qualidade e com custos reduzidos”. O responsável fez as declarações após a assinatura de um memorando de entendimento com a UbuntuNet Alliance, empresa que está a liderar o projeto AfricaConnect 2.
Além da construção de infraestruturas de gestão da rede, o valor desembolsado pela UE vai ajudar na capacitação dos técnicos do projeto, e espera-se que nos próximos tempos seja estabelecida uma ligação entre todas as instituições de ensino da África Austral e Oriental, entre públicas e privadas.
Sven Von Burgsdorff refere que “é muito importante que se explore as capacidades de conexão da rede de internet na atualidade para que todos os setores sejam beneficiados”, e enaltece a importância da “democratização do acesso às informações” através de iniciativas similares em Moçambique.
O plano é estender a rede a todos os países africanos e, para o efeito, a UE vai desembolsar mais 11,5 milhões de euros, de acordo com Sven Von Burgsdorff.
O presidente do conselho executivo da Ubuntunet Alience, Pascal Hoba, disse que a iniciativa vai servir para incentivar a pesquisa na região, apontando as diferenças sociais e económicas dos países como um desafio no quadro da execução do projeto. “As diferenças existem entre os países, mas a necessidade de conexão é a mesma”, afirmou Pascal Hoba, reiterando que o objetivo é conectar toda a África numa só rede online.
Esta é a segunda fase do AfricaConnect 2. Na primeira fase do projeto a UE desembolsou 4,5 milhões de euros.
A presidente executiva da Pelcor, Sandra Correia, foi distinguida com o galardão Best International Business Owner 2015 pela americana Women Presidents’ Organization.
A cerimónia de entrega dos galardões da Women Presidents’ Organization teve lugar na Turquia, inserida na conferência anual da International Women’s Entrepreneurial Challenge Foundation (IWEC), que decorreu de 15 a 18 de novembro, organizada pela Câmara de Comércio de Istambul (e coincidiu com a semana global do empreendedorismo).
A Famasete acaba de receber o Prémio Especial dos Digital Signage Awards MENA, distinção que “permite novas abordagens aos mercados do Médio Oriente e Norte de África e, em 2016, participar de forma destacada na ISE- Integrated Systems Europe de Amsterdão”, declara a empresa de Famalicão em comunicado.
A banca, instituições de crédito e as seguradoras em Portugal procuram colaboradores para várias funções, com a remuneração a situar-se entre os 15 e 32 mil euros por ano, conclui o Market Survey 2015, levado a cabo pela empresa de recrutamento e seleção Msearch.
Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique.
Para secretário-geral, os representantes de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Timor Leste escolheram Portugal. O evento registou as ausências justificadas dos representantes do Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, São Tomé e Príncipe e Portugal.
Angola assume a presidência através do Inspetor-Geral do Comércio, Heleno Antunes, que aponta como desafios a redução das exportações de produtos de baixa qualidade, bem como a criação de um sistema de alerta rápida relativa à matérias de interesse de inspeção.
Heleno Antunes elege ainda como prioridade a intensificação e a cooperação técnica científica entre as inspirações económicas dos Estados-membros, capacitação e formação contínua em matérias de segurança alimentar e proteção do consumidor.
Fernando Pinto vai continuar a presidir à comissão executiva da TAP, e o empresário português Humberto Pedrosa vai liderar o conselho de administração para os próximos três anos, de acordo com informação enviada aos trabalhadores.