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Uma comunidade de líderes

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A importância da presença no desenvolvimento do carisma do líder

Olivia Fox Cabane, especialista em carisma e liderança e coacher dos executivos das empresas Fortune 500, fala-nos sobre a importância da presença do líder enquanto aspeto mais importante e central do desenvolvimento do seu carisma.  

De acordo com Cabane, a presença que um líder tem e o impacto que gera no seu interlocutor, é fundamental no desenvolvimento do seu carisma. E dá como exemplo Collin Powell, Condoleezza Rise ou Dalai Lama, personalidades cuja presença é descrita como extraordinária por quem com eles priva. Bill Clinton é igualmente referido como um líder detentor de carisma, gerando em quem com ele fala uma sensação de estar completamente focado na pessoa, ao dar-lhe toda a sua atenção e ao transmitir-lhe uma sensação de bem-estar durante o encontro.

Cabane diz-nos que quando estamos parcialmente presentes, quando dividimos a nossa atenção com mais algum pensamento, o nosso interlocutor tem essa perceção. Segundo esta, as pessoas têm a capacidade de ler sinais faciais a cada 17 milissegundos, pelo que qualquer desfasamento no tempo de reação facial é detetado e gerador de um sentimento de falta de autenticidade, o que arruína a confiança previamente existente.

Como se consegue então ganhar presença? Olivia Foz Cabane deixa-nos duas simples mas, segundo a mesma, eficazes sugestões:

- Concentre-se por um segundo na sensação física dos seus dedos dos pés. Este simples exercício permitir-lhe-á focar-se fisicamente no presente e passar a sensação ao seu interlocutor de que está 100% com ele.

- Concentre-se por poucos segundos nos olhos do seu interlocutor e repare no espectro de cores que este apresenta. Desta forma concentrar-se-á na pessoa em causa e passar-lhe-á a sensação de ligação e real interesse pelo que fala.

 

Olivia Fox Cabane é oradora habitual e coacher dos executivos da lista Fortune 500, ajudando-os a serem mais persuasivos, influentes e inspiradores. Conhecida como a “fazedora de estrelas”, é reconhecida pela sua notável capacidade de aplicar pragmaticamente as últimas descobertas no campo da ciência comportamental às necessidades do dia a dia dos líderes, potenciando assim a sua produtividade, eficácia e eficiência num mundo em constante mudança. É colunista da Forbes e do Huffington Post, sendo presença habitual no The New York Times, Bloomberg ou BusinessWeek. O seu primeiro livro, “The Charisma Myth: How Anyone Can Master the Art and Science of Personal Magnetism”, teve a sua segunda edição ainda antes de ser sido lançado. Olivia foi palestrante em Stanford, Yale, Harvard, MIT, Marine Corps War College e nas Nações Unidas.

Líderes inteligentes leem os comportamentos

Ed Muzio explica-nos como deve o líder ler no imediato o comportamento do colaborador que vai ter com ele irritado, aborrecido ou entusiasmado, e como reagir de modo a potenciar a comunicação, a motivação e os resultados da empresa.  

Quantas vezes já foi interpelado por um colaborador com uma elevada carga emocional? Vem irritado, aborrecido, entusiasmado. Como deve o líder ler o seu comportamento e agir em conformidade com o mesmo, de modo a que este se sinta motivado e consiga um ganho de trabalho e eficácia?

Para conseguir ler o comportamento da pessoa que o interpela, deverá colocar-se duas questões:

Como está esta pessoa a reagir ao seu ambiente? Poderá estar a tentar moldar o seu ambiente através de rápidas mudanças ou a dar-lhe uma resposta, a reagir às mudanças ou restrições existentes.

Qual o seu foco principal? Poderá estar nas tarefas, fazendo-se acompanhar normalmente por dados e objetivos, ou nas pessoas, por exemplo quanto às relações existentes ou quem está envolvido.

É do cruzamento das respostas a estas duas questões que conseguirá ler o comportamento da pessoa, tendo sempre como objetivo e o cuidado de:
- Conseguir dar-lhe o que ela necessita;
- Não rotular.

Quando a pessoa está a tentar moldar o seu ambiente a partir das tarefas, está a pedir-lhe mais recursos e a tentar liderar. Neste caso deverá:
- Deixá-la, caso seja possível, ter alguma autoridade;
- Não a controlar em demasia sob pena de esta deixar de manter um canal de comunicação consigo.

Quando a pessoa está a tentar modelar o seu ambiente mas através das pessoas, está a tentar inspirá-lo, sendo alguém entusiasmado e que traz muito conteúdo emocional. Neste caso deverá:
- Deixá-la inspirá-lo e mostrar-se entusiasmado;
- Não terminar a conversa cedo demais. Trata-se de alguém que necessita de verbalizar para partilhar a informação.

Quando a pessoa está a tentar responder ao seu ambiente focando-se nas pessoas, está a tentar integrar-se. Normalmente esta vem até si de forma contida e fala-lhe em como as mudanças irão afetar as pessoas e em como tudo correrá bem. Deverá:
- Permitir-lhe a integração. Deverá mostrar-se regrado, dar-lhe tempo para considerar as pessoas e as implicações do que está a acontecer;
- Não apressar a mudança ou mostrar-lhe que esta ocorrerá segundo um plano previamente definido. Sem isso esta sentirá uma maior carga de stress e isolar-se-á.

Quando a pessoa está a tentar dar resposta ao seu ambiente através dos procedimentos, estará a tentar seguir as regras. Far-se-á acompanhar por imensos dados para corroborar as suas opiniões e propostas. Neste caso deverá:
- Permitir-lhe analisar e centrar-se nos dados sem os desvalorizar.
- Passar-lhe a ideia de que as suas decisões têm por base factos. Caso não o faça ela deixará de confiar em si e de verbalizar as suas opiniões.

Muzio alerta que este modelo apenas é adequado para aplicação no imediato e não para identificar as tendências e estilos de cada um. Nunca deverá rotular com base nele.

 

Ed Muzio, CEO do grupo Harmonics, é autor de dois livros distinguidos com o prémio excelência pela International Society for Performance Improvement, uma associação profissional que exige resultados mensuráveis quanto às melhorias no desempenho das organizações. Tem sido apelidado de “um dos pensadores mais objetivos sobre a prática da gestão do planeta”. É convidado frequente dos media, como a CBS News, a Fox Business News ou o The New York Post. Antes de fundar a Harmonics, foi presidente e diretor executivo de uma empresa de HR, e líder, mentor e especialista da Intel Corporation e do Sematech. O seu lema é “mais output, menos stress.”  

Inteligência social e liderança segundo Daniel Goleman

O trabalho de Daniel Goleman veio alterar a forma como os líderes e as empresas atuam. Segundo este, o desenvolvimento da inteligência social do líder é responsável por um aumento exponencial da performance da empresa. 

Daniel Goleman diz-nos que a inteligência emocional está focada na pessoa, na sua autogestão, na consciência dos seus sentimentos e paixões, do que a motiva e do que a deprime, do que a torna mais eficaz e do que diminui o seu desempenho. Esta centra-se na própria pessoa, no seu desempenho, disciplina, motivação e foco.

Mas não basta a um líder para ser eficaz que domine a inteligência emocional, uma vez que para isso está dependente do desempenho de outros, pelo que também tem de dominar a inteligência social.

É necessário que desenvolva a sua empatia, reconheça as emoções dos outros, tenha em atenção como estes veem as coisas, como se sentem, e use todas estas informações nas suas interações com os outros, de forma a ser mais eficaz. Como só o vai conseguir através da motivação, persuasão, desenvolvimento e crescimento, tem de conseguir motivar as outras pessoas. Para o fazer, necessita de gerar empatia e de interagir. Só assim conseguirá ser um grande líder.

Goleman refere que, para resolver problemas que surjam na empresa, o líder deve primeiro ouvir e integrar aspetos do que lhe foi referido na sua visão e na tomada de decisão, de modo a conseguir motivar e comprometer a organização, que assim conseguirá rever-se e abraçar a decisão e a mudança.

Quando as pessoas estão aborrecidas deixam de conseguir processar a informação e pensar criativamente, tornando-se disfuncionais. Já se estiverem apaixonadas pelo que fazem e dominadas pelas emoções da motivação o resultado traduzir-se-á diretamente na empresa e nos negócios.

Goleman apresenta Herb Kelleher, cofundador da Southwest Airlines, como um líder que obteve um crescimento gigantesco da empresa com base na sua inteligência social. Refere que é visível nos vídeos deste que bastava atravessar um corredor para ser percetível a criação de boas energias entre os colaboradores e clientes com quem se cruzava. Kelleher conseguia-o com a sua positividade e empatia, fazendo-as sentir que realmente se importava com elas, as ouvia e se interessava pelo que lhe diziam. Assim, conseguia contagiá-las positivamente, motivá-las e levá-las a comprometerem-se com a empresa.

Segundo Goleman, os líderes que não tenham naturalmente a sua inteligência social desenvolvida podem fazê-lo em qualquer altura das suas vidas. Para tal, bastará que estejam realmente motivados, souberem que competências devem desenvolver, o que conseguem pedindo feedback aos que os rodeiam, e obtiverem alguma ajuda.

Para que uma empresa consiga aumentar a sua performance com base na inteligência social Daniel Goleman refere que esta deverá:
- Contratar pessoas que já tenham estas capacidades desenvolvidas;
- Integrar o domínio destas capacidades nos parâmetros de avaliação para atribuição de promoções;
- Apostar no desenvolvimento individual das pessoas.

Relativamente à decisão de quem contratar, refere que sabemos quem devemos integrar na equipa quando nos sentimos confortáveis com essa pessoa, que esta nos presta atenção, nos ouve, que estamos sintonizados, que há empatia.

 

Daniel Goleman é doutorado em psicologia pela Universidade de Harvard. Trabalhou durante vários anos como jornalista de investigação no The New York Times. Autor bestseller, o seu artigo What Makes a Leader figura como um dos 10 mais lidos de todos os tempos. Goleman é diretor do Consortium for Research on Emotional Intelligence in Organizations na Rutgers University. É ainda cofundador do Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning da Universidade de Illinois, em Chicago.

Angola quer pertencer ao grupo dos países de rendimento médio

A nação africana concorre ao grupo de países de rendimento médio, “graças à robustez que a economia nacional tem evidenciado nos últimos dez anos”, avança o Jornal de Angola.

As Nações Unidas, através do diretor regional do PNUD, Abdoulaya Mar Dieye, já garantiram a sua assistência técnica ao processo que, a partir de 2018, pode conduzir Angola ao grupo que, em África, integra apenas Cabo Verde e o Botswana.

O rendimento médio é um conceito adotado pelas instituições de Bretton Woods (Banco Mundial e Fundo Monetário Internacional) para caracterizar os países na base do nível de produto interno bruto (PIB) ou do rendimento per capita (quociente que resulta da divisão do PIB pela população total).

Com base nesse conceito, os países são distribuídos por quatro grupos: o de rendimento baixo (com um valor per capita inferior a 1.035 dólares); rendimento médio baixo (entre 1.036 e 4.085 dólares); rendimento médio alto (de 4.086 a 12.615 dólares); e de rendimento alto (com o per capita superior a 12.616 dólares).

A classificação das instituições de Bretton Woods difere da Organização das Nações Unidas, que agrega ao rendimento per capita outras variáveis socioeconómicas. O rendimento per capita não determina o desenvolvimento de um país,dado que, na prática, em nenhum país o PIB é distribuído de forma igual por todos os habitantes. Contudo, quanto menor for o fosso entre ricos e pobres maior é a prosperidade de uma economia.  

Por isso, além do rendimento per capita, as Nações Unidas valorizam outros critérios, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), baseado no nível de nutrição, saúde, educação e escolarização de adultos, e o Índice de Vulnerabilidade Económica (que corresponde à instabilidade da produção agrícola e das exportações de bens e serviços, à importância económica de atividades não tradicionais, ao nível de dependência e da concentração das exportações de um produto e aos desafios de uma pequena economia).

Ou seja, um país pode ser em simultâneo de rendimento médio porque preenche os critérios das instituições de Bretton Woods, e em vias de desenvolvimento tendo ainda presentes vários desafios por enfrentar em todas as vertentes.

 
 31-12-2015


Portal da Liderança

O que é crucial o líder saber? Mais de 40 dicas para iluminar o novo ano

O que disseram os líderes em entrevista ao Portal da Liderança nos últimos 12 meses? Como veem o exercício dos seus cargos? O que é preciso ter para liderar uma organização ou equipa? Perscrutámos as declarações-chave dos nossos entrevistados e o resultado são mais de 40 dicas/conselhos que servem de impulso para o arranque de 2016. Um próspero e iluminado ano novo!

“A grande capacidade de um líder é conseguir extrair o máximo das suas pessoas e talentos e isso é o que muitas vezes não existe (em Portugal).”
Alberto Pimenta, diretor de e-commerce dos CTT - Correios de Portugal

“As pessoas pensam muito na tecnologia e não pensam na resolução do problema.”
Alita Dias, CEO dos Correios de Cabo Verde

“As coisas boas só começam a acontecer quando nos focamos.”
“É muito importante montar uma equipa que se motiva sem ser pelo dinheiro.”
“A gestão do tempo vai ser a peça-chave no futuro.”
Alexandre Pinto, fundador e CEO da iClio, CEO da JiTT.travel

“Temos de nos desafiar. Não podemos estar num lugar ótimo toda a vida.”
“Quando a pessoa está feliz no trabalho é mais produtiva.”
Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal e Motiva-te

“Para mim a liderança é fazer com que as pessoas se sintam felizes a trabalharem para um objetivo comum.”
Cristina Dourado, administradora delegada da Fertagus

“Aprendi tudo ao falhar. Costumo dizer que faço um mestrado quando falho.”
Daniel David, diretor do grupo Soico

“Os empresários portugueses precisam de formação, de ter o domínio do conhecimento e do que é hoje o mundo.”
Ermelinda Carrachás, secretária geral do Ministério da Economia e do Emprego de Portugal

“O grande desafio do gestor hoje é pegar nos rapazes e moças que estão a formar-se (…) e retê-los como grande talento, para que possam ajudar-nos a crescer e a competir no mercado”.
Glória Guimarães dos Santos, na altura vice-presidente de clientes e operações dos Correios do Brasil, atualmente diretora-superintendente do Serpro - Serviço Federal de Processamento de Dados

“Antes de considerarem o investimento, devem fazer um profundo trabalho de casa, de forma a compreenderem qual o contexto, mas também que olhem para várias opções de que dispõem para reduzir o risco implicado.”
Gloriana Echeverria, senior underwriter no Banco Mundial

“Um líder tem por definição uma alta exposição. A exemplaridade do seu comportamento, o nível de compromisso e de entrega são indispensáveis para que uma organização adira aos projetos e à agenda por ele definidos. Sempre fui consciente de que a genuinidade era crucial no desempenho das minhas funções. Um líder tem de gerir a sua imagem no longo prazo e só consegue fazê-lo se verdadeiramente for coerente nas mensagens que envia.”
Inês Caldeira, diretora-geral da L’Oréal Portugal

“Para crescer basta encontrar novas soluções para velhas perguntas.”
Jacques Reber, diretor-geral da Nestlé Portugal

“A lusofonia tem de buscar uma voz própria, concentrar-se mais no que nos une e menos no que nos separa.”
“Se fores, vai longe! Se fizeres, faz diferente! Se rires, ri até chorares! Se pensares, pensa por ti! Se saíres, sai da rotina! Se mudares, muda tudo!”
James McSill, diretor do McSill Story Studio Internacional, reconhecido mundialmente em termos de storytelling

“As empresas portuguesas têm vindo a provar que conseguem vencer no mundo independentemente do seu tamanho.”
João Couto, CEO da Microsoft Portugal

“Prefiro uma ideia média com uma excelente equipa, do que uma excelente ideia com uma equipa mediana.” 
“No final do dia, quem faz acontecer uma start up são as pessoas.”
João Trigo da Roza, professor, presidente da Associação Portuguesa de Business Angels

“É muito, muito importante que o líder saiba ouvir, mas também observar e, no final, tomar uma decisão. Não têm de ser boas ou más decisões, mas que sejam decisões. Isto porque, assim que houver decisões, haverá resultados e, assim que houver resultados, já poderemos agir sobre os mesmos.”
Jorge Fernandes, co-fundador da MobiBucks

“Entendo a liderança como a arte da adaptabilidade, de encontrar a melhor resposta perante cada circunstância concreta. Como dizia Darwin, os sobreviventes não são os mais fortes, mas aqueles que melhor se adaptam ao meio envolvente.”
Jorge Pena, responsável de strategy and business development na Sovena

“Se queremos ter um dia uma oportunidade, temos de estar preparados.”
“Com o desenvolvimento da empresa, a função mais relevante do CEO é ser o maestro da organização.”
“Não tenham medo de arriscar e sejam capazes de fazer sacrifícios”.
José Epifânio da Franca, professor universitário, empreendedor, na altura presidente da Portugal Ventures

“Sem dúvida que a inovação é uma das palavras-chave para a competitividade das empresas. Sem inovação seria impossível conseguir aumentos constantes nas exportações.”
José Luís Sequeira, presidente da direção da APICER - Associação Portuguesa das Indústrias de Cerâmica e de Cristalaria

“A partilha é o segredo do sucesso.”
Kauxique Maganlal, diretor de TI do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano de Moçambique

“Conduzir uma orquestra de pessoas que sabem mais que nós permite não ter medo de delegar.” 
“Aprendam com aquilo que fizeram de menos bem.”
Luís Campos e Cunha, presidente da SEDES - Associação para o Desenvolvimento Económico e Social, vice-presidente na Fundação Serralves e membro do conselho diretivo do Centro Cultural de Belém

“Ter a criatividade e abertura para ver o conjunto das necessidades, e não apenas as nossas, para construir soluções que, não sendo ótimas para ninguém individualmente, possam ser o máximo denominador comum aceitável pelos diferentes stakeholders.”
Marina Ferreira, presidente do conselho de administração da APL - Administração do Porto de Lisboa

“É preciso quebrar a loucura de que empreender é uma coisa arriscadíssima.” 
Paulo Sousa Marques, CEO do Shark Tank Portugal, diretor da Toys “R” Us Portugal

“Todos aqueles que têm sucesso têm um elemento em comum: a capacidade de implementar determinada estratégia.”
Pedro Pinto Coelho, presidente da comissão executiva do BNI Europa

“As TIC (tecnologias da informação e comunicação), pela rede formal e informal que possibilitam, estimulam a comunicação entre departamentos do Estado, e desta partilha e quebra de barreiras burocráticas nascem eficiências redobradas.”
Raúl Mascarenhas, presidente da direção da APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação

“Precisamos de uma formação psicológica positiva.”
Rolando Borges Martins, administrador da Sogrape

“Pensem em grande.”
Ronald Den Elzen, na altura presidente da Central de Cervejas, atualmente presidente e CEO da Heineken USA

“É importante ouvir e partilhar uma visão clara da realidade. Definido um caminho, tem de haver um foco muito grande na execução.”
Rui Lemos Monteiro, CEO da Sodecia

“A liderança faz-se com proximidade.”
“Para se atingir determinada posição é preciso ser-se imaginativo e não pensar em si próprio.”
Rui Nabeiro, presidente do grupo Nabeiro/Delta Cafés

“Temos cada vez mais estudos que comprovam que, se aumentarmos os níveis de felicidade dos colaboradores, mesmo que apenas um pouco, causa aumento na criatividade, comprometimento e motivação, aumento significativo do trabalho em equipa e redução da saída de colaboradores da empresa”.
“Ajudem os vossos colaboradores a identificar e a explorar as suas áreas mais fortes. Aqueles que sabem quais são e as desenvolvem são pessoas mais felizes, mais motivadas e mais bem-sucedidas no seu local de trabalho.”
“Quando o líder cria um ambiente psicologicamente seguro, quando os seus membros se sentem confortáveis em “falharem” e em partilhar e discutir os seus erros, todos os membros da equipa podem aprender e melhorar.”
Tal Ben-Shahar, autor, conferencista, especialista em psicologia da liderança, professor de psicologia positiva em Harvard

“Sou um grande crente no compromisso com e para com as pessoas. Penso que tenho é de encontrar uma forma de ensinar os meus gestores e os meus diretores de que é realmente seguro comprometerem-se com as pessoas, perguntarem as suas opiniões, agir de acordo com o ponto de vista que outro alguém apontou. Acho que há um pouco de medo de que, se agirem de acordo com o que foi o ponto de vista de um jovem gestor, o seu cargo possa estar em risco”.
Tony Dolton, diretor-geral da Unitel

“Os grandes líderes têm grande capacidade de comunicação, com equipas alinhadas e em que todos sabem quais os objetivos que pretendem alcançar.”
Udo Graf, vice-presidente R&D da Mentor (Johnson & Johnson)

“Há em Moçambique um princípio que temos, que é o da crítica e da autocrítica. Temos de saber ouvir e justificar, responder ou desculparmo-nos.”
Zainadin Dalsuco, administrador delegado da TDM - Telecomunicações de Moçambique.

31-12-2015

Armanda Alexandre/Portal da Liderança

 

Paulo Marcos assume a liderança do sindicato dos quadros bancários

Paulo Gonçalves Marcos toma hoje posse como presidente do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB).

O novo dirigente sucede assim ao histórico presidente do sindicato, Afonso Pires Diz, que esteve à frente da estrutura por mais de duas décadas.

As eleições para os órgãos sociais do Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários tiveram lugar a 18 de dezembro. Este foi um dos atos eleitorais mais disputados da história do sindicato: a lista liderada por Paulo Gonçalves Marcos arrecadou 2.131 votos; a lista C, de Afonso Diz, teve 1.794, e a lista A, de Ana Cristina Gouveia, obteve 1.414 votos.

No período da campanha Paulo Marcos declarou que, se fosse eleito, mandaria fazer “uma auditoria independente para apurar a real situação patrimonial do SNQTB, [subsistema de saúde] SAMS Quadros e todas as empresas controladas pelo sindicato”. Disse também que cortaria de imediato 40% das remunerações dos órgãos sociais.

O SNQTB, fundado em 1983, tem mais de 17 mil associados e é um dos sindicatos mais ricos do país, com receitas anuais de cerca de 50 milhões de euros.

A tomada de posse ocorre hoje às 15h00 (hora de Lisboa) num hotel da capital portuguesa.

 30-12-2015


Portal da Liderança

 

 

Mota-Engil e Soares da Costa com obras em Angola num total de 276 milhões de euros


As construtoras portuguesas Mota-Engil e Soares da Costa integram um consórcio escolhido pelo Executivo angolano para obras de abastecimento de água no valor de 276 milhões de euros, de acordo com despachos presidenciais consultados pela agência Lusa.

O primeiro dos contratos autorizados pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, com data de 10 de dezembro, refere-se à realização de estudos, projeto executivo e de construção da captação, estação de bombagem de água bruta, conduta elevatória e estação de tratamento do denominado projeto Lote B1, por 39.678 milhões de kwanzas (267,3 milhões de euros), a executar pelo consórcio formado pela Degrémont, a Mota-Engil e a Soares da Costa.

Com a mesma data e envolvendo igual consórcio e empresas, o Governo angolano aprovou o contrato para a realização de estudos, projeto executivo e Estação de Tratamento de Água do Processo (ETAP) do projeto Eta Bita, no valor 1.314 milhões de kwanzas (8,8 milhões de euros).

Nos mesmos moldes, mas envolvendo o consórcio formado pelas empresas OTV International, Griner Engenharia e Sinohydro Corporation Limited, o Governo angolano adjudicou outras duas empreitadas do género, casos do projeto Quilonga Grande, por 1.255 milhões de kwanzas (8,4 milhões de euros), e do denominado Lote Q1, por 43.659 milhões de kwanzas (294,1 milhões de euros).

29-12-2015

Portal da Liderança

Bosch concentra desenvolvimento de software e aplicações em Aveiro


A alemã Bosch vai concentrar no distrito de Aveiro toda a atividade de desenvolvimento de software e aplicações para vários produtos, que até agora era feita na Índia. Ovar vai produzir as ferramentas elétricas do grupo.

António Conde, diretor fabril da Bosch, explica à Renascença que, “hoje, em Portugal, gerimos toda a cadeia de negócio. Somos uma fábrica com sede na Alemanha, mas toda a gestão do negócio foi descentralizada para Portugal e não é só por causa do custo. Sim, é mais baixo que na Alemanha, mas essencialmente porque os recursos são muito eficientes e o nível de competência é excecional”.

O responsável destaca também os ganhos de Portugal em termos logísticos face a concorrência do Leste europeu. “Se eu comparar o custo de mão de obra entre Portugal e a Roménia, nós não competimos com eles, mas se disser que um contentor, para ir de Portugal a Hamburgo, demora três dias, e da Roménia demora quase 22 dias, tenho muito impacto para o investidor, porque é todo o custo de stock que está em causa”.

Já a fábrica da Bosch de Ovar, além de sistemas de segurança, vai acolher a divisão de ferramentas elétricas do grupo germânico (até agora na Malásia). São 3 milhões de euros de investimento e o reforço de 10% no número de trabalhadores, que ronda as 400 pessoas.

A multinacional, que emprega mais de 3 mil pessoas em terras lusas, espera alcançar dentro de dois anos um volume de negócios de 1,3 mil milhões de euros em Portugal.

29-12-2015

Portal da Liderança

Cimpor conclui venda de duas pedreiras no Brasil por 23 milhões de euros


A Cimpor dá por concluída a venda à Polimix Concreto das pedreiras de Guarulhos e de Barueri, localizadas no Estado de São Paulo, no Brasil, pelo valor de 100 milhões de reais (cerca de 23 milhões de euros).

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Cimpor - Cimentos de Portugal informa sobre a “alienação concluída das Pedreiras de Guarulhos e Barueri (incluindo os imóveis, ativos e direito de exploração das minas) situadas no Estado de São Paulo (Brasil), à Polimix Concreto”.

“A alienação destas pedreiras, na sequência da alienação da participação minoritária no Paraguai anunciada no passado dia 22 de dezembro, junta-se a outras iniciativas que a companhia vem tomando, visando o fortalecimento da estrutura de capital e aumento de rentabilidade, por forma a concentrar-se no seu desenvolvimento estratégico”, afirma a cimenteira na nota.

E adianta que, “entre as iniciativas acima são de destacar a paralisação de fábricas subutilizadas, a alienação de centrais de betão no Brasil, a venda de ativos não estratégicos, a adaptação a novos contextos de mercado, a adequação de pricing e produtos, a redução de custos e despesas, e o ajuste da estrutura corporativa”.

29-12-2015

Portal da Liderança

Cinco mestrados da Nova IMS constam no topo do ranking Eduniversal


Um mestrado da Nova Information Management School (Nova IMS) ficou no segundo lugar mundial e outros dois em terceiro, de acordo com os dados do ranking Eduniversal, agência internacional responsável pela publicação dos melhores mestrados e MBA do globo, que avalia mais de 12 mil programas em 154 países.

Os rankings da Eduniversal distinguem mestrados e outros programas de especialização do ensino superior em 30 áreas de formação, tendo em conta diversos fatores como reputação do programa e da escola, perspetivas de carreira, primeiro salário, satisfação dos alunos, etc.

Ao todo, a Nova IMS viu cinco mestrados distinguidos, tanto a nível mundial como europeu e português. O Mestrado em Estatística e Gestão de Informação com especialização em Análise e Gestão de Risco surge em 1.º em Portugal, 2.º na Europa e 2.º no mundo. O Mestrado em Estatística e Gestão de Informação com especialização em Marketing Research e CRM, classificado na categoria de e-business, está em 1.º em Portugal, 3.º na Europa e 3.º no globo. O Mestrado em Gestão de Informação com especialização em Gestão do Conhecimento e Business Intelligence, classificado na categoria de Business Intelligence e Gestão do Conhecimento, surge em 1.º em Portugal, 3.º na Europa e 3.º no mundo. O Mestrado em Gestão de Informação com especialização em Gestão de Sistemas e Tecnologias de Informação, classificado na categoria de Gestão de Sistemas de Informação, está em 1.º em Portugal e em 4.º na Europa Ocidental. A Pós-Graduação em Gestão de Informação e Business Intelligence na Saúde, classificada na categoria de Gestão de Saúde, é 1.ª em Portugal, 2.ª na Europa e 5.ª no mundo.

Pedro Simões Coelho, diretor da instituição, declara em comunicado que “na Nova Information Management School trabalhamos para atingir a excelência na formação e preparar profissionais capazes de produzir valor na economia. Figurar no ranking da Eduniversal é um privilégio, constar nos lugares de topo é ainda uma maior razão de orgulho”.

É ainda referido na nota que 2015 “foi um ano de consolidação” para a NOVA IMS. “Exemplo disso é a obtenção, pela licenciatura em Sistemas e Tecnologias de Informação, da  acreditação da agência americana ABET , tornando-se na primeira instituição da Europa a ser reconhecida pela entidade nesta área”.

28-12-2015

Portal da Liderança

 

 

BPI regista projeto de cisão das unidades da entidade financeira em África


O BPI apresentou na Conservatória de Registo Comercial o projeto de cisão no sentido de separar as operações em África, e vai convocar a assembleia-geral para deliberar sobre a proposta.

“Na sequência da informação prestada ao mercado em 30 de setembro de 2015, o Banco BPI informa que foi nesta data apresentado a registo, na Conservatória do Registo Comercial, o projeto de cisão-simples do Banco BPI”, refere a entidade na informação enviada hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A instituição financeira refere que será convocada “proximamente”" a assembleia-geral de acionistas e obrigacionistas para levar o projeto à votação. E que consiste em ficarem numa unidade separada do BPI a participação de 50,1% no BFA - Banco de Fomento Angola, S.A e, em Moçambique, de 30% no Banco Comercial e de Investimentos e de 100% na BPI Moçambique - Sociedade de Investimento. O objetivo desta solução apresentada pela administração liderada por Fernando Ulrich é cumprir as regras do Banco Central Europeu (BCE) que limitam os grandes riscos, com grande impacto relativamente à exposição do BPI a Angola.

No entanto, a Unitel, controlada pela empresária angolana Isabel dos Santos e que detém 49,9% do BFA, está contra o processo de separação dos ativos africanos apresentado, apesar das últimas reuniões entre os principais acionistas do banco.Aliás, o BPI refere na nota que é indispensável ao avanço do procedimento ter o acordo da Unitel no BFA; e que a cisão depende também de o BCE confirmar que a operação permitirá cumprir o limite de grandes riscos, da autorização prévia do Banco de Portugal, do Banco Nacional de Angola e do Banco de Moçambique, e ainda da aprovação da CMVM e Euronext Lisbon da admissão a cotação das ações da nova entidade.

28-12-2015

Portal da Liderança



China avança com o estabelecimento formal do novo banco internacional

Pequim vai avançar com o estabelecimento formal do Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), que começa a operar no início do próximo ano, de acordo com a agência oficial chinesa Xinhua.

No conjunto, 17 países, que representam 50,1% do capital total da instituição financeira – 100 mil milhões de dólares – retificaram os estatutos, permitindo formalizar a sua fundação.

Apesar do seu carácter multilateral – 57 países aderiram, entre os quais 14 da União Europeia – a instituição tem sede em Pequim, e a China é o acionista maioritário, com 29,78% do capital.

Com uma participação de cerca de 13 milhões de dólares, Portugal é um dos 57 membros fundadores; o Brasil é o nono maior acionista, com uma quota de 3.181 milhões.

Entre as grandes economias do planeta apenas os EUA, Canadá e Japão não fazem parte do BAII.

Proposta pelo presidente chinês, Xi Jinping, a instituição é vista pelos EUA como uma reação de Pequim ao que considera ser o domínio americano e europeu na ordem financeira internacional.

28-12-2015

Portal da Liderança



“Olha lá para fora, rapaz!” – Camilo Lourenço

A economia portuguesa (com destaque para empresários e gestores) tem um “défice de mundo”. E esse défice vai levar décadas a ultrapassar. 
 

Camilo Lourenço

A minha tentação era escrever sobre o afastamento de José Mourinho da liderança do Chelsea e analisar este facto à luz da gestão. Mas no último artigo prometi voltar a falar da sucessão nas empresas familiares. Porque o assunto não tinha ficado completamente escalpelizado… Vou cumprir a promessa, deixando para a próxima semana a análise do último episódio da saga Mourinho. 

O último artigo citava um estudo de Peter Jaskiewicz, professor de empreendedorismo na John Molson School of Business, e de James G. Combs, docente na University of Central Florida, sobre a sucessão nas empresas familiares. O documento fazia referência a cinco condições que, uma vez cumpridas, garantem uma sucessão eficaz nas referidas empresas. Daqueles cinco pontos, como se recorda, destaquei dois: a experiência no exterior e a entrega da empresa a apenas um dos membros da família. 

A experiência no exterior é, indiscutivelmente, o aspeto mais importante. Porque ajuda a ultrapassar um problema crónico da economia portuguesa: o complexo de autarcia. O leitor questionará esta afirmação recordando a entrada de Portugal para a EFTA (Associação Europeia de Comércio Livre), nos anos de 1960, decisão que permitiu um crescimento espetacular da economia naquela década. É verdade. Mas tratou-se de uma exceção num país que se encontrava fechado há décadas. Por outro lado (questão não menos importante), a adesão à EFTA abriu apenas o setor industrial português. Tudo o resto permaneceu fechado. Finalmente, há que atentar noutro pormaior: apesar da entrada na EFTA, Portugal manteve uma política de condicionamento industrial, que afetava gravemente o fomento da concorrência. Ou seja, a economia portuguesa (com destaque para empresários e gestores) tem um “défice de mundo”. E esse défice vai levar décadas a ultrapassar. Como me dizia um empresário holandês quando eu preparava o livro “Fartos de Ser Pobres”, “nós temos as fronteiras abertas ao exterior desde o séc. XVII. Vocês fecharam-se a partir do final desse século”. Embora haja alguma imprecisão histórica nas suas palavras, o sentido geral da análise está correto: Portugal fechou-se ao exterior e isso contribuiu para o definhamento da nossa cultura empresarial. Essa limitação está, paulatinamente, a ser ultrapassada. Muito por efeito da explosão de escolas de gestão de qualidade em Portugal. Mas temos de a acelerar. E, para o conseguirmos, nada melhor que mandar para o exterior os nossos quadros mais jovens; os que vão saindo das faculdades e as gerações mais novas das famílias que controlam pequenas empresas. 

Como me dizia o referido empresário holandês, quando os mais novos da família começam a interessar-se pelo negócio, é costume os mais velhos dizerem: “olha lá para fora, rapaz. Nós só temos 15 milhões de consumidores; não dá para nada. O verdadeiro mercado está lá fora”.

O segundo ponto que destaquei no estudo, o da entrega da empresa a apenas um membro da família, é muito interessante. Mas tem um problema legal: é preciso derrogar parte das leis que regem a sucessão em Portugal para poder ser implementada. 

Mas o que significa privilegiar apenas um membro da família? A ideia principal é evitar a fragmentação acionista e os potenciais conflitos que ela encerra. Isso significa que os restantes herdeiros podem ser prejudicados? Não. A mesma lei que permite privilegiar um herdeiro tem de especificar que os restantes têm de ser compensados pela “perda” de património. Mais: privilegiar um membro da família não significa afastar os restantes da empresa. Eles podem ocupar certos cargos, ainda que não sejam executivos. 

Como referimos no artigo anterior, o tema das empresas familiares é muito caro a Portugal. A esmagadora maioria das empresas que temos cai nesta categoria. Podemos escolher não mexer no assunto, por mera comodidade. Mas dada a importância que elas têm para o país, talvez não fosse má ideia criar as condições para que possam florescer. 


18-12-2015

 
 

Camilo-Lourenço-FotoNovaCamilo Lourenço é licenciado em Direito Económico pela Universidade de Lisboa. Passou ainda pela Universidade de Columbia, em Nova Iorque, e a University of Michigan, onde fez uma especialização em jornalismo financeiro. Passou também pela Universidade Católica Portuguesa. Comentador de assuntos económicos e financeiros em vários canais de televisão generalista, é também docente universitário. Em 2010, por solicitação de várias entidades (portuguesas e multinacionais), começou a fazer palestras de formação, dirigidas aos quadros médios e superiores, em áreas como Liderança, Marketing e Gestão. Em 2007 estreou-se na escrita. “Fartos de Ser Pobres” é o seu livro mais recente, onde volta "a pôr o dedo na ferida", analisando os resultados eleitorais, os vários cenários políticos e os novos desafios para a economia.

 

All you want for Christmas is my brand – 8 tendências de marketing

Esta é uma das alturas do ano em que os marketeers mais podem brilhar, até porque o Natal, bem como uma das suas personagens mais relevantes – o Pai Natal – são eles próprios um sucesso de marketing.
 

Nelson Ferreira Pires 

O Natal constitui, para além do momento religioso e estímulo para a partilha em família, um dos momentos anuais mais propícios à compra e ao consumo. É uma das alturas em que os marketeers mais podem brilhar, estimulando a sua criatividade ao estimular o desejo dos consumidores! Até porque o Natal, bem como uma das suas personagens mais relevantes – o Pai Natal – são eles próprios um sucesso de marketing! O Natal, ou a data de nascimento de Jesus, foi definido pelo Papa Júlio I no ano de 350. Existia neste período uma festividade romana pagã dedicada ao “nascimento do deus sol invencível”, que celebrava o solstício de inverno, e o Papa utilizou o dia de nascimento de Jesus para cristianizar a festividade pagã. O Pai Natal é um sucesso do marketing da Coca-Cola, que no séc. XX lançou um anúncio de São Nicolau (Arcebispo de Mira na Turquia, no séc. IV, que ajudava anonimamente quem estivesse em dificuldades financeiras ao colocar um saco com moedas de ouro na chaminé das casas, e cuja transformação em símbolo natalício aconteceu na Alemanha) com os trajes vermelhos, que se tornou popular nos EUA e no Canadá, e depois percorreu mundo, sendo hoje uma figura incontornável deste período. 

Mas vamos ao que interessa, aquelas que são as oito tendências de marketing e de negócio para o período natalício, para que, no final, “All you want for Christmas is my brand and my product…”:

1.ª O Natal começa cedo para os marketeers, pois, segundo um estudo da Google, 26% dos consumidores começam a fazer as suas compras de Natal em outubro. Portanto, se não começou a preparar o seu plano tático de Natal e a comunicar neste período, esqueça, já chegou tarde! Comece já a pensar em 2016.

2.ª O e-commerce é uma realidade: o online e o mobile fazem parte da nossa vida, portanto, quando pensamos em comunicação de marca, ligação emocional com a mesma e converter interesse em vendas, estes meios têm de estar presentes. Saber como, quando e que canal o consumidor vai utilizar para comprar tornou-se mais simples. Exemplos como a Black Friday, Cyber Monday e Mobile Thursday dão-nos evidências reais de como se faz e um volume de informação bastante útil. 

3.ª BOPIS (fazer compras na internet e recolher o produto na loja física): outra tendência generalizada de uma geração dos 35 aos 50 anos, que pretende conforto na compra e rapidez na entrega.

4.ª Customer proximity marketing: cada cidadão merece um produto exclusivo e uma comunicação exclusiva. “O Pai Natal não deveria ser o único a ver se fomos bem ou mal comportados”, e sermos recompensados por tal. Se somos clientes de determinada marca, queremos ser recompensados pela lealdade, quer em termos de comunicação quer de design de produto, através de ferramentas de crowdsourcing. O big data crunch é uma ótima solução para definir qual a estratégia de CRM (customer relationship management) a utilizar.

5.ª Redes sociais: permitem uma interação única com o cidadão e criar relações duradouras. Por outro lado permitem transformar os nossos clientes em potenciais embaixadores da nossa marca e fazer com que divulguem os benefícios (não basta partilhar: conseguir que relatem a sua experiência de utilização é fundamental; importa, no entanto, entender que existem variadas formas de “boca-a-boca” que, corretamente utilizadas e conjugadas, impedem o efeito “quack”). A “one million dollar question” de qualquer marketeer é como ativar a compra diretamente pelo Facebook ou Twitter.

6.ª Tecnologia, simplicidade, rapidez e segurança são os atributos pretendidos pelos cidadãos quando pretendem comprar, nomeadamente quando conjugam canais como o online e o tradicional. 

7.ª Análise em tempo real: ROI (return on investment) e KPIs (key performance indicators) são elementos fundamentais na análise de qualquer marketeer. Com a quantidade, qualidade e rapidez de informação disponível conseguimos aceder em tempo real aos resultados das campanhas definidas, pelo que se forem definidos corretamente os KPIs de análise (vendas, vendas por referência, rotação de stocks, canal de compra, etc.) consegue aferir ao segundo o resultado da sua estratégia e corrigi-la caso necessário!

8.ª I have the power: o poder de decisão é do cidadão – se opta pela marca A ou B, se compra hoje ou não compra. E o cidadão está pouco interessado na estratégia e objetivos de cada marca ou marketeer. Portanto estude e analise bem o que o cidadão pretende para que este se torne num consumidor rapidamente!

E já agora, Feliz Natal e um 2016 repleto de sucessos pessoais e profissionais.

18-12-2015


Nelson Pires OPNelson Ferreira Pires, no cargo de diretor-geral da Jaba Recordati (subsidiária portuguesa da farmacêutica Recordati) desde 2010, tem experiência em várias funções no setor. Licenciado em Direito pela Universidade Moderna de Lisboa, tem um eMBA em Gestão de Negócio do Setor Farmacêutico (UAL Lisboa), uma pós-graduação em Marketing (IPAM - Instituto Português de Administração de Marketing), e uma especialização em Gestão na Indústria Farmacêutica (Universidade Católica). Coordenador e professor convidado de várias pós-graduações desde 2010 do IPAM e da Universidade Europeia, é palestrante convidado em colóquios e conferências, bem como autor de mais de 50 artigos. Ex-presidente da Markinfar - Associação Portuguesa de Marketing Farmacêutico, é membro da direção da Apifarma - Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica, preside a ACINGEP - Associação Amizade, Cultura, Informação e Negócios Guiné Equatorial Portugal, é curador da Fundação Marquês de Pombal, bem como membro dos conselhos editoriais das revistas Marketeer e Executive Digest. Em 2013 e 2014 Nelson Ferreira Pires foi distinguido como Melhor Gestor de Equipas e Melhor Diretor-Geral, integrando pelo segundo ano consecutivo o ranking “Melhores Gestores de Pessoas”; recebeu o galardão de melhor Empregador do Ano 2013/2014 na final dos European Business Awards (EBA); e foi considerado personalidade do ano de 2014 pela revista Human.

 
 

Português José Mourinho deixa a liderança do clube londrino Chelsea


José Mourinho foi demitido do cargo de treinador do Chelsea, deixando o clube, atual campeão e 16.º classificado da Liga inglesa de futebol, com 16 jornadas.
                                             

O clube “deixa claro que José [Mourinho] nos deixa de comum acordo e será sempre recordado como uma pessoa muito querida, respeitada e uma figura de relevo no clube”, refere o Chelsea em comunicado, segundo a Lusa. 

Após de ter regressado ao clube de Londres em 2013, Mourinho conquistou o terceiro título inglês pelos blues em 2014/15, assim como a Taça da Liga, o que levou à renovação de contrato até 2019.

Agora, em 16 jogos para a Liga inglesa, o Chelsea tem apenas 15 pontos, equivalentes a quatro vitórias, três empates e nove derrotas, encontrando-se a apenas um ponto de distância da zona de despromoção. 

A formação londrina assegurou no entanto o apuramento para os oitavos de final da Liga dos Campeões, depois de terminar em primeiro lugar no Grupo G, à frente dos ucranianos do Dínamo de Kiev e do FC Porto. Qualificação que foi garantida apenas na última jornada, depois de ter vencido o FC Porto por 2-0, relegando os dragões para a Liga Europa.

 

17-12-2015




Portal da Liderança


Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Governo português aprova “pacote investimento” para recapitalização das empresas


O Executivo português aprovou um “pacote investimento” para dinamizar a economia e reduzir o sobre-endividamento de empresas, e criou uma “estrutura de missão para a capitalização das empresas” tendo em vista promover o investimento.

Estas medidas foram aprovadas hoje na reunião do Conselho de Ministros e já tinham sido genericamente apresentadas pelo primeiro-ministro, António Costa, na quarta-feira, durante o primeiro debate quinzenal da presente legislatura.

No comunicado do Conselho de Ministros é referido que a unidade de missão se extingue em março de 2017 “e não prevê custos adicionais, considerando que os membros que a integram não serão remunerados e que o apoio será feito por funcionários da administração pública”.

 Na Assembleia da República, na quarta-feira, o primeiro-ministro afirmou que a criação de uma unidade de missão para a capitalização das empresas tem como objetivo a constituição de um fundo de apoio ao investimento e reforço do papel dos mercados de capitais junto das empresas.

 

17-12-2015




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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Portuguesa é uma das finalistas do Prémio Mulheres Inovadoras da UE


Susana Sargento, cofundadora da empresa Veniam em Portugal, foi selecionada para a última fase do Prémio Mulheres Inovadoras da UE 2016, que conta com nove candidatas.

As finalistas do galardão, que distingue mulheres com ideias de vanguarda, fundaram ou cofundaram empresas de sucesso que beneficiaram, num dado momento das suas carreiras, de financiamento da UE para a investigação e a inovação e que, para além disso, materializaram ideias inovadoras no mercado, refere a Comissão Europeia em comunicado.

Portugal é representado por Susana Sargento, num grupo que inclui mulheres de países como Israel, Irlanda, Suécia, Alemanha, Finlândia e França. A ideia da empreendedora lusa transforma os veículos em pontos de acesso Wi-fi e cria redes veiculares à escala das cidades que recolhem terabytes de dados urbanos.

As finalistas foram selecionadas por um júri de alto nível constituído por peritos independentes representantes de empresas, capitais de risco, empreendedorismo e meio académico. Foram recebidas 64 candidaturas, provenientes de toda a UE e de países associados ao programa Horizonte 2020, o programa da UE de financiamento da investigação e inovação. As empresas criadas pelas concorrentes apresentam inovações em variados setores, sendo as ciências da vida e as TIC (tecnologias de informação e comunicação) as mais dominantes.

Carlos Moedas, comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, afirma na nota que “infelizmente, apesar de os triunfos notáveis de todas as participantes no concurso merecerem um grande reconhecimento, apenas podemos consagrar três vencedoras”. Acrescenta que “todas trabalharam arduamente, correram grandes riscos, podem ter enfrentado obstáculos mas superaram-nos e perseveraram no cumprimento dos seus intentos. É esta a postura de que mais precisamos na Europa. Estas mulheres extraordinárias são fonte de inspiração para outros investigadores e empreendedores, homens ou mulheres”.

O prémio pretende consciencializar o público para a necessidade de mais mulheres inovadoras e empreendedoras. Embora as mulheres estejam cada vez mais ativas na área da investigação, “ainda são muito poucas as que decidem criar empresas inovadoras. Este facto representa um potencial por explorar para a Europa que necessita de todos os seus recursos humanos para permanecer competitiva e para responder aos desafios económicos e societais com que nos defrontamos”, remata a nota.

17-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Produção de diamantes em Angola poderá alcançar valor recorde, diz ministro


A produção de diamantes em Angola poderá atingir este ano o valor recorde de 9 milhões de quilates, de acordo com o ministro da Geologia e Minas angolano, Francisco Queiroz.

Trata-se de um aumento de 5,6% face 2014, mas que corresponde a uma queda em termos de receitas, tendo em conta a descida do preço do diamante no mercado internacional. 

“No ano passado, com 8,5 milhões de quilates arrecadámos 1.300 milhões de dólares (1.197 milhões de euros), mas este ano só vamos conseguir cerca de 1.130 milhões de dólares (1.041 milhões de euros)”, afirmou o responsável angolano à Lusa.

A produção recorde de diamantes ficará também abaixo da meta dos 10 milhões de quilates, definida no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) de Angola para o período de 2013-2017. “Foi uma previsão muito ambiciosa. Entretanto, revimos essa meta no ano passado para 8,5 milhões, que se revelou também um valor muito conservador”, explicou Francisco Queiroz.

Angola arrecadou em 2014 cerca de 10 mil milhões de kwanzas (68 milhões de euros) só com impostos sobre a venda, no total, de 8,6 milhões de quilates, por 1.274 milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros).

Os diamantes contribuem apenas com 1% dos valores fiscais arrecadados no país, que continuam fortemente dependentes da venda do petróleo. Francisco Queiroz espera que, com a nova mina de diamantes do Luaxe, localizada no interior norte de Angola e que poderá mais do que duplicar a produção nacional, o valor suba para 5% até 2020. “Essa mina poderá tornar-se a maior do mundo”, prevê.

O ministro angolano falava à margem de uma visita à China a convite do ministro da Terra e dos Recursos Naturais chinês, Jiang Daming.

Para além de se reunir com o seu homólogo chinês, Queiroz assistiu na quarta-feira ao encerramento de um programa de treino de 30 técnicos angolanos no Instituto de Geofísica e Geoquímica de Langfang, na província chinesa de Hebei. Os técnicos deverão agora ser distribuídos por três laboratórios geoquímicos em Angola, cuja construção está a cargo da empresa estatal chinesa China International Trust and Investment Corporation (CITIC).

Além da formação e construção de laboratórios, o contrato de 6.250 milhões de kwanzas (42,5 milhões de euros), celebrado entre a CITIC e o Instituto Geológico de Angola, inclui o fornecimento de equipamento e assistência técnica.

Francisco Queiroz prevê que as estruturas, em que a maior está localizada em Luanda, venham a atender “todas as necessidades de análise geoquímica do país e também dos países que necessitarem dos nossos” serviços. “Estamos a contar que a partir de 2020 Angola tenha grandes projetos mineiros em desenvolvimento, para que então possamos diversificar a economia e sobretudo diversificar as fontes de receitas fiscais”, concluiu.

  

17-12-2015




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Novo líder do grupo britânico Barclays equaciona sair de África


O Barclays está a ponderar acabar com algumas ou todas as operações que tem em África, no âmbito da revisão do modelo de funcionamento que está a ser realizada pelo novo presidente executivo da entidade financeira. 

De acordo com a edição de hoje do jornal britânico Financial Times (FT), o líder do grupo, Jes Staley, que tomou posse no início deste mês e que deverá apresentar a nova estratégia global do grupo até março, está a ponderar o que fazer com os ativos africanos, sendo que nenhuma decisão está ainda tomada.

O presidente “tem levado questões sobre a oportunidade estratégica dos abrangentes ativos que o grupo financeiro britânico tem em África, mas nenhuma decisão está ainda tomada, dizem pessoas com conhecimento da matéria”, refere o FT.

Ainda segundo o jornal, a estratégia global que será apresentada aos investidores deve contemplar a redução de milhares de empregos na área da banca de investimento, nomeadamente na Ásia, e é neste esforço de consolidação que se inserem os ativos africanos.

Entre os países lusófonos africanos, o Barclays tem presença apenas em Moçambique, que não é mencionado no texto do jornal, estando também na África do Sul, Quénia, Ilhas Maurícias, Botsuana e Zâmbia.

O grupo britânico detém 62% do Barclays Africa Group, que está cotado na bolsa de Joanesburgo e tem um valor de mercado de 4,5 mil milhões de euros.

As perspetivas económicas para África deterioraram-se este ano devido à quebra dos preços das matérias-primas e ao abrandamento do crescimento da China, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a prever uma expansão de apenas 3,75%, o nível mais baixo desde 2009.

Já este mês a Fitch desceu a avaliação do crédito soberano da África do Sul para apenas um nível acima de “lixo”, ao passo que a Standard & Poor’s desceu a perspetiva de evolução para negativa, amentando o risco de que o país possa cair para o nível abaixo da recomendação de investimento.

16-12-2015


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Governo português vai criar unidade de missão para capitalizar empresas


O primeiro-ministro, António Costa, anunciou a criação de uma unidade de missão para a capitalização das empresas, visando a constituição de um fundo de apoio ao investimento e reforço do papel dos mercados de capitais junto das empresas.

Esta medida foi comunicada pelo governante na abertura do debate quinzenal, na Assembleia da República, adiantando que será aprovada esta quinta-feira em reunião do Conselho de Ministros. 

De acordo com o líder do Executivo, a unidade de missão para a capitalização das empresas “integrará personalidades de reconhecida competência, que, com a participação de parceiros sociais, deverá propor ao Governo o desenvolvimento de um conjunto de medidas contantes no programa”, avança a Lusa.

António Costa referiu como objetivos da unidade de missão “a criação do fundo de capitalização de apoio ao investimento empresarial, financiado por fundos europeus, pela captação de fundos provenientes de investidores internacionais, podendo o Estado e as instituições financeiras alocar outros fundos a título de capital, concessão de empréstimos ou de garantias, ou de instrumentos de quase-capital”.

A unidade de missão, de acordo com Costa, procurará também “o reforço do papel do mercado de capitais no financiamento de pequenas e médias empresas (PME), em especial através de instrumentos de capital, fundos especializados de dívida privada, ou instrumentos híbridos, reduzindo assim a dependência do crédito bancário”.

“Em terceiro lugar, desenvolveremos mecanismos de conversão da dívida em capital ou de redução da dívida em empresas consideradas viáveis e, finalmente, no domínio fiscal, pretendemos reforçar e garantir maior articulação dos apoios ao investimento e ao financiamento das empresas, alterando o tratamento fiscal e incentivando o reinvestimento dos lucros e uma maior neutralidade no tratamento do financiamento através de capitais próprios”, acrescentou o primeiro-ministro.

António Costa sustentou também que em duas semanas houve já desenvolvimentos quanto ao objetivo do Governo de ultrapassar nos primeiros 100 dias de Executivo a meta de 100 milhões de euros em pagamentos às empresas, tendo como base fundos comunitários. “Foram flexibilizadas as regras de adiantamentos, diminuindo a cobertura das garantias bancárias exigidas e flexibilizando o modo de comprovação do início do projeto. Vai ser ainda tornado automático o adiantamento dos primeiros 10% do incentivo [financeiro] e já foi aprovado o despacho conjunto (ministérios das Finanças, Planeamento e Infraestruturas e Economia) que vai disponibilizar até ao final do ano a linha de garantias do sistema mútuo”.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, na terça-feira foi aprovado um empréstimo do Banco Europeu de Investimento, no valor de 750 milhões de euros, destinado a financiar a contrapartida nacional dos investimentos apoiados pelo programa Portugal 2020, que se destina a incentivar o investimento privado a partir do sistema bancário e que favorecerá a acelerará da execução dos funcos comunitários”. 

“Terá ainda esta semana início o conjunto de sessões de divulgação com uma iniciativa conjunta com a Associação Empresarial de Portugal (AEP), onde serão divulgadas as novas regras de flexibilização aos empresários com projetos aprovados no Portugal 2020”, acrescentou.

 
16-12-2015


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