O Barclays está a ponderar acabar com algumas ou todas as operações que tem em África, no âmbito da revisão do modelo de funcionamento que está a ser realizada pelo novo presidente executivo da entidade financeira.
De acordo com a edição de hoje do jornal britânico Financial Times (FT), o líder do grupo, Jes Staley, que tomou posse no início deste mês e que deverá apresentar a nova estratégia global do grupo até março, está a ponderar o que fazer com os ativos africanos, sendo que nenhuma decisão está ainda tomada.
O presidente “tem levado questões sobre a oportunidade estratégica dos abrangentes ativos que o grupo financeiro britânico tem em África, mas nenhuma decisão está ainda tomada, dizem pessoas com conhecimento da matéria”, refere o FT.
Ainda segundo o jornal, a estratégia global que será apresentada aos investidores deve contemplar a redução de milhares de empregos na área da banca de investimento, nomeadamente na Ásia, e é neste esforço de consolidação que se inserem os ativos africanos.
Entre os países lusófonos africanos, o Barclays tem presença apenas em Moçambique, que não é mencionado no texto do jornal, estando também na África do Sul, Quénia, Ilhas Maurícias, Botsuana e Zâmbia.
O grupo britânico detém 62% do Barclays Africa Group, que está cotado na bolsa de Joanesburgo e tem um valor de mercado de 4,5 mil milhões de euros.
As perspetivas económicas para África deterioraram-se este ano devido à quebra dos preços das matérias-primas e ao abrandamento do crescimento da China, com o Fundo Monetário Internacional (FMI) a prever uma expansão de apenas 3,75%, o nível mais baixo desde 2009.
Já este mês a Fitch desceu a avaliação do crédito soberano da África do Sul para apenas um nível acima de “lixo”, ao passo que a Standard & Poor’s desceu a perspetiva de evolução para negativa, amentando o risco de que o país possa cair para o nível abaixo da recomendação de investimento.
16-12-2015
Portal da Liderança
Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique
