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Isabel Silva, investigadora na Universidade do Porto, foi distinguida por um trabalho que propõe um novo mecanismo para o tratamento da hiperatividade vesical em homens com hiperplasia benigna da próstata.

A estudante do Programa Doutoral em Ciências Biomédicas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) foi galardoada com o prémio de “Melhor Comunicação-Painel em Investigação Clínica” apresentada na Reunião Mundial da International Society for Autonomic Neuroscience (ISAN), sociedade científica composta por investigadores especializados no estudo do Sistema Nervoso Autónomo, avança a Lusa.
O trabalho de Isabel Silva esteve a concurso com mais de 300 comunicações provenientes de mais de 30 países, incluindo quatro comunicações do grupo de investigação do ICBAS, liderado por Paulo Correia de Sá, refere a Universidade do Porto em comunicado. A entidade adianta que o mecanismo, descrito pela primeira vez e com aplicabilidade prática, vai originar o desenvolvimento de um futuro medicamento.
A hiperplasia prostática benigna, frequente em homens com mais de 50 anos, pode provocar estreitamento da uretra e dificultar o fluxo da urina. Como a bexiga não se despeja por completo em cada micção, tem de urinar com maior frequência, sobretudo à noite (nictúria), e a necessidade torna-se cada vez mais imperiosa.
O estudo apresentado pela investigadora portuense (intitulado “Blockage of UDP-sensitive P2Y6 receptors as a novel therapeutic strategy to control urine storage symptoms in men with bladder outlet obstruction”) foi realizado no âmbito da colaboração entre o Laboratório de Farmacologia e Neurobiologia do ICBAS, o Centro para a Descoberta de Fármacos e Medicamentos Inovadores (MedInUP) do ICBAS e o Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Porto (CHP).
A Universidade do Porto acrescenta que, a curto/médio prazo, o foco principal deste trabalho – entretanto publicado na revista “Autonomic Neuroscience: Basic and Clinical – é conseguir tratar a sintomatologia urinária persistente associada à irritabilidade da bexiga (mesmo após a remoção cirúrgica da próstata) com uma nova classe de medicamentos inovadores, eventualmente mais eficazes e com menos efeitos adversos que os utilizados atualmente.
07-10-2015
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