Susana Sargento, cofundadora da empresa Veniam em Portugal, foi selecionada para a última fase do Prémio Mulheres Inovadoras da UE 2016, que conta com nove candidatas.
As finalistas do galardão, que distingue mulheres com ideias de vanguarda, fundaram ou cofundaram empresas de sucesso que beneficiaram, num dado momento das suas carreiras, de financiamento da UE para a investigação e a inovação e que, para além disso, materializaram ideias inovadoras no mercado, refere a Comissão Europeia em comunicado.
Portugal é representado por Susana Sargento, num grupo que inclui mulheres de países como Israel, Irlanda, Suécia, Alemanha, Finlândia e França. A ideia da empreendedora lusa transforma os veículos em pontos de acesso Wi-fi e cria redes veiculares à escala das cidades que recolhem terabytes de dados urbanos.
As finalistas foram selecionadas por um júri de alto nível constituído por peritos independentes representantes de empresas, capitais de risco, empreendedorismo e meio académico. Foram recebidas 64 candidaturas, provenientes de toda a UE e de países associados ao programa Horizonte 2020, o programa da UE de financiamento da investigação e inovação. As empresas criadas pelas concorrentes apresentam inovações em variados setores, sendo as ciências da vida e as TIC (tecnologias de informação e comunicação) as mais dominantes.
Carlos Moedas, comissário responsável pela Investigação, Ciência e Inovação, afirma na nota que “infelizmente, apesar de os triunfos notáveis de todas as participantes no concurso merecerem um grande reconhecimento, apenas podemos consagrar três vencedoras”. Acrescenta que “todas trabalharam arduamente, correram grandes riscos, podem ter enfrentado obstáculos mas superaram-nos e perseveraram no cumprimento dos seus intentos. É esta a postura de que mais precisamos na Europa. Estas mulheres extraordinárias são fonte de inspiração para outros investigadores e empreendedores, homens ou mulheres”.
O prémio pretende consciencializar o público para a necessidade de mais mulheres inovadoras e empreendedoras. Embora as mulheres estejam cada vez mais ativas na área da investigação, “ainda são muito poucas as que decidem criar empresas inovadoras. Este facto representa um potencial por explorar para a Europa que necessita de todos os seus recursos humanos para permanecer competitiva e para responder aos desafios económicos e societais com que nos defrontamos”, remata a nota.
17-12-2015
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