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Uma comunidade de líderes

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Marina Costa assume a coordenação da produção de conteúdos da Nutri Ventures

A empresa de entretenimento infantil “pioneira, a nível mundial, na promoção da alimentação saudável”, refere em comunicado que a responsável assume a coordenação do conteúdo animado, “desde a sua conceção à edição final, e também a criação de conteúdos para a área digital”, incluindo sites e aplicações móveis.

A profissional, que integrou a Nutri Ventures como international business developer em 2012, tem um percurso profissional ligado ao marketing. Tendo iniciado a carreira como consultora na Jason Associates, passou em seguida pela Sony Electronics Europe e Sony Electronics Iberia (entre 2008 e 2011), onde trabalhou nas áreas de marketing e gestão de projetos em países como Reino Unido, Holanda, Alemanha e Espanha. Formada em Economia pela Nova School of Business and Economics, "a sua grande paixão é o yoga".

Marina Costa declara que “a produção de conteúdos animados é o coração da Nutri Ventures, sendo que é com grande entusiasmo que me dedico à gestão da criação de todos os episódios, vídeos musicais, spots promocionais e trailers da série de animação, bem como o desenvolvimento de novos conteúdos para dar força à causa da alimentação saudável infantil no mundo digital”. 

15-12-2015


Portal da Liderança

Ana Rita Cavaco é a nova bastonária da Ordem dos Enfermeiros


Ana Rita Cavaco foi eleita bastonária da Ordem dos Enfermeiros para o mandato 2016/2019, com 38,72 % dos votos, de acordo com o mapa de apuramento provisório nacional publicado pelo organismo.

Mais de 6 mil enfermeiros foram chamados a votar esta terça-feira para a eleição de um novo bastonário da Ordem. A candidata que encabeçava a lista E foi a mais votada, tendo esta lista vencido igualmente os órgãos nacionais, com 36,76% dos votos, de acordo com a Lusa.

A lista E – “Uma Ordem com os enfermeiros” pretende “servir de ponte entre sindicatos e Governo para uma remuneração correspondente ao nível da carreira técnica superior e para que se uniformize as 35 horas de trabalho”.

A lista encabeçada por Ana Rita Cavaco propõe-se também trabalhar para que volte a existir a categoria de enfermeiro especialista. 

16-12-2015


Portal da Liderança


Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Pedro Pinto Coelho: “As empresas que estão a sair de Angola estão focadas na exportação e não na produção local”

O BNI Europa, após ano e meio da inauguração do escritório em Portugal, está “em condições de crescer de forma sustentada”, diz Pedro Pinto Coelho, presidente da comissão executiva da entidade detida pelo angolano BNI. O responsável adianta que o banco está a preparar novidades para 2016 focadas no eixo Europa/Angola, entre elas a entrada nos seguros associados a produtos de crédito. Em relação às empresas portuguesas que estejam a equacionar a presença no mercado angolano, Pedro Pinto Coelho aconselha-as a aproveitarem a atual conjuntura “e que se foquem na substituição das importações”, considerando que este tipo de apostas em contraciclo obriga “a estar bem capitalizado e a ser muito seletivo, algo que, infelizmente, não é muito comum junto do tecido empresarial” luso.

O BNI Europa iniciou atividade no mercado português em julho de 2014 – quais eram os objetivos na altura e, passado quase ano e meio, quais são as atuais metas?
No primeiro ano de atividade o BNI Europa concentrou-se na implementação do seu sistema bancário e no desenvolvimento dos produtos de base para lançar o banco. Depois de um ano, o BNI Europa está em condições de crescer de forma sustentada, focando-se em dois segmentos: no eixo Europa/Angola e no crédito especializado.

Qual é a estratégia para o mercado português?
O banco terá uma plataforma de internet banking e banca móvel que permitirá aos nossos clientes fazer qualquer transação de forma rápida, eficaz e com custos muito competitivos. Associado a esta plataforma, o BNI Europa vai oferecer taxas de remuneração de depósitos mais competitivas que a generalidade dos bancos, dado não termos os custos de estrutura que outros bancos têm. Por outro lado vamos oferecer novos produtos financeiros no crédito especializado que irão ser anunciados em breve.

De momento têm escritório em Lisboa – está prevista a expansão para além da capital portuguesa, para o norte do país, por exemplo?
Não está previsto a expansão da rede. Acreditamos que vamos ter um ou no máximo dois balcões, e o atendimento geral será telefónico e via internet.

O escritório português conta com quantas pessoas?
Em Portugal o BNI conta com 25 colaboradores.

Trabalha com dois segmentos: banca corporativa e banca privada – qual a evolução em termos de clientes neste primeiro ano?
Nós trabalhamos na banca de empresas exclusivamente no eixo Europa/Angola. Isto é, qualquer empresa que tem negócios com Angola tem toda a vantagem em trabalhar com o BNI Europa dado o seu profundo conhecimento e presença no mercado angolano. No segmento de particulares trabalhamos com clientes não residentes, nomeadamente baseados em Angola, e clientes residentes que procuram uma remuneração dos seus depósitos atrativa e uma plataforma de internet banking inovadora.

Como se caracteriza o cliente-tipo do BNI em Portugal?
É o cliente que gosta de inovação e quer um serviço de qualidade a baixo custo. 

Qual o fator diferenciador do BNI para as empresas portuguesas que queiram entrar em Angola? E para as angolanas?
O BNI conhece bem o tecido empresarial em Angola e pode apoiar as empresas portuguesas no processo de investimento no país, assim como no financiamento do negócio em fase cruzeiro. Quanto às empresas angolanas, o BNI pode ajudar no apoio às importações através da área de trade finance.

Que tipo de produtos e serviços lançaram nos últimos 12 meses? Qual a taxa de adesão?
Os produtos lançados estão orientados para as empresas que operam no eixo Europa/Angola e estão focados em diversas formas de financiamento associados à antecipação de remessas de Angola. A adesão tem sido muito grande.


Pedro Pinto Coelho 2


Em que consiste a nova oferta – a quem se destina e quais as previsões a curto prazo?

Como referi, estamos a preparar um conjunto de produtos na área de crédito especializado, a lançar durante 2016, e daremos detalhes no momento do lançamento.

E em termos da presença/oferta digital?
A nossa oferta digital será lançada em janeiro/fevereiro de 2016 e inclui uma plataforma de internet banking e banca móvel de última geração extremamente fácil de usar.

A entrada nos seguros em Portugal está num horizonte próximo?
Haverá a entrada nos seguros associados a produtos de crédito.

Também no início de 2016?
Sim.

Como tem estado o BNI a trabalhar com os clientes para fazer face à falta de divisas no mercado angolano e a baixa do preço do barril de petróleo? Como prevê que esta questão evolua a curto prazo?
O BNI tem ajudado os clientes via financiamento para ultrapassar a falta de divisas temporária. Acreditamos que o mercado angolano terá um período de ajustamento que poderá ser mais ou menos longo em função do comportamento do preço do petróleo e da evolução no processo de diversificação da economia.

Que conselhos dá às empresas portuguesas que queiram investir em Angola de momento?
O nosso conselho é que aproveitem este momento para entrar no mercado angolano e que se foquem na substituição das importações.

É sequer aconselhável investir em solo angolano, tendo em conta a atual conjuntura económica? São muitas as empresas portuguesas que têm estado a reduzir a presença e até a sair de Angola.
As empresas que estão a sair estão focadas unicamente na exportação e não na produção local. Este tipo de apostas em contraciclo obriga igualmente a estar bem capitalizado e a ser muito seletivo, algo que, infelizmente, não é muito comum junto do tecido empresarial português. O maior êxodo de empresas está associado ao setor da construção.

Em Angola, o BNI conta com quantas agências (entre elas, quantas se dedicam aos clientes private e corporate) e colaboradores?
Temos 85 agências, entre as quais sete centros de empresas e dez centros private, e contamos com 780 colaboradores.

Tendo em conta a sua experiência, em que difere a liderança do tecido empresarial angolano da maneira de liderar do empresariado português? O que poderia cada lado aprender com o outro?
Não acho que se possa generalizar formas de liderar. A forma de liderar depende do líder. Quer em Angola quer em Portugal existem vários líderes organizacionais com os seus estilos próprios. Acho que todos aqueles que têm sucesso têm um elemento em comum: a capacidade de implementar determinada estratégia.

 15-12-2015


Armanda Alexandre/Portal da Liderança


Pedro Pinto Coelho é um profissional sénior do setor financeiro com experiência internacional (na Europa, África e América Latina). Ao longo da sua carreira, o responsável pela gestão do BNI Europa ocupou várias posições de destaque, como a de presidente da comissão executiva da Azure Wealth na Suíça; fundou o Standard Bank Angola, tendo presidido a sua comissão executiva; foi membro do conselho de administração do Standard Bank Moçambique e membro da comissão executiva do CIB Africa no grupo Standard Bank; presidiu a comissão executiva da Amorim Global Investors; exerceu as funções de administrador executivo e global head de assessoria financeira no Banif, Banco de Investimento, em Portugal; fundou e foi administrador executivo do Banif Investment Bank Brasil; e ocupou ainda o cargo de administrador executivo do Citigroup em Portugal, tendo sido responsável da banca de investimento do Citigroup para o mercado português em Lisboa e em Londres. Assumiu, desde o início de setembro de 2015, funções como presidente da comissão executiva do Banco BNI Europa.
O executivo tem um MBA da HEC Paris School of Management, um mestrado em Sistemas de Informação de Gestão pelo ISCTE em Lisboa, bem como uma Licenciatura em Engenharia Industrial pela Universidade Nova de Lisboa.

 

Mercado de títulos do Tesouro em Angola transaciona 523 milhões de euros


Entre maio e novembro deste ano o Mercado de Registo de Títulos do Tesouro angolano observou a negociação de cerca de 500 mil obrigações do Tesouro, num volume de transações de 577 milhões de dólares (cerca de 523 milhões de euros). 

Os resultados foram divulgados em conferência de imprensa realizada pela Comissão de Mercado de Capitais (CMC) e a Bolsa de Dívida de Valores (Bodiva), para a apresentação do mais novo segmento de mercado de capitais no país africano, o Mercado da Dívida Corporativa, de acordo com a Lusa.

Para o presidente do conselho executivo da Bodiva, Pedro Pitta-Groz, os resultados positivos revelam o enorme potencial que o mercado de valores mobiliários representa em Angola. E garantiu que estão criadas todas as condições quer do ponto de vista das regras do mercado, quer do ponto de vista da infraestrutura tecnológica.

Por sua vez, o administrador executivo da CMC, Patrício Vilar, referiu que o mercado secundário da dívida pública, criado há um ano, registou transações pouco acima de 237 milhões de dólares (215 milhões de euros), valor que considera baixo para as aspirações da economia angolana. O responsável disse ainda que já existem manifestações de interesse de seis empresas de elevada dimensão na emissão de títulos, tendo uma delas manifestado a intenção de emitir o valor de 5 mil milhões de dólares (4,5 mil milhões de euros).

O responsável avançou ainda que, enquanto as empresas se preparam para o mercado acionista, e concluídos o quadro regulatório e a infraestrutura de pós negociação, estão criadas as condições para o arranque do Mercado da Dívida Corporativa.

O lançamento deste segmento de mercado de capitais acontece na quinta-feira, com a realização de um seminário sobre o tema, com um painel de debates sobre a Viabilidade do Mercado de Obrigações na Atual Conjuntura Económica. Segundo Patrício Vilar, o seminário visa também começar a educar os emitentes naquilo que são as regras do mercado.

Sobre o estudo de diagnóstico das empresas melhor posicionadas no mercado, Patrício Vilar adiantou que entre o primeiro e segundo trimestre do próximo ano deverão ser apresentados os resultados.

15-12-2015


Portal da Liderança


Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Silicon Valley desafia radicalmente a indústria automóvel

O negócio de Silicon Valley é destruir modelos de negócio.

Carlos Oliveira 

Silicon Valley cria mais start ups e faz crescer de forma mais rápida empresas na área de Tecnologias de Informação e Comunicação do que qualquer outra parte do globo. É o local onde surgem as inovações mais disruptivas e se criam novos produtos tecnológicos com maior sucesso em todo o mundo. 

1. Silicon Valley tem um novo alvo: a indústria automóvel

Como é que o ecossistema inovador de Silicon Valley irá reinventar o carro? – Vendo-o como um computador sobre rodas. Para a comunidade de Silicon Valley, a fase da predominância mecânica na indústria automóvel deu lugar à fase da predominância eletrónica.

Visto desta forma, Silicon Valley considera que tem uma vantagem sobre os fabricantes tradicionais de automóveis, porque trata melhor do software e da conectividade que a própria indústria automóvel. Silicon Valley quer ver o carro como uma plataforma de desenvolvimento de software e de conectividade que permite a uma comunidade aberta de developers resolver desafios através de aplicações – como aconteceu com os smartphones.

Se a comunidade de empreendedores de Silicon Valley conseguir de facto tornar a indústria automóvel numa grande plataforma de software irá destruir o modelo de negócio do setor e reinventá-lo:
- Ultrapassando um mercado fragmentado em que cada fabricante é uma plataforma limitada e proprietária que dificulta o desenvolvimento de soluções globais; em que não se consegue distribuir software pelos clientes. Há sempre um gatekeeper.
- Por contraste, uma plataforma aberta de desenvolvimento iria permitir a developers com elevada qualidade mobilizarem-se para este setor económico e proporcionar aos investidores estímulos para procurarem e desenvolverem constantemente novo software e novas soluções.


 CarFrame

2. Setor automóvel agita-se em Silicon Valley
Todos os fabricantes mundiais têm uma presença crescente e cada vez mais relevante em Silicon Valley. O número de empregos no setor tem crescido. Há ainda grandes limitações na capacidade produtiva, uma vez que a cadeia de valor é muito incompleta. No entanto, os avanços nos últimos anos têm sido promissores.

A Google anunciou o projeto do carro que se conduz sozinho e lançou o Android Auto. A Apple avançou com o CarPlay, e rumores referem que poderá estar a construir o seu próprio automóvel. A Tesla esbateu a linha entre os carros e os dispositivos de eletrónica de consumo. Mas ainda estamos nos primórdios.

3. O modelo de negócio pode mudar de forma radical
Para os visionários de Silicon Valley não estamos a falar apenas de melhorias tecnológicas radicais – os carros integrariam as nossas vidas – mas também de um novo modelo de vida e de um novo modelo económico em toda a indústria automóvel, pois no novo modelo de negócio não teríamos as dores de comprar e de manter os veículos. Uma vez que a maior parte das pessoas só utiliza o automóvel numa parte limitada do dia, o carro inteligente teria uma utilização temporária e passageira por cada pessoa, que não teria de o possuir e manter, antes se se serviria de uma cadeia de valor de fornecedores que fariam a gestão da compra e da manutenção de uma forma mais eficiente e barata e com mais opções para todos. Algumas das novas funcionalidades são:
- Os carros interagirem de forma inteligente com as nossas casas, como aquecê-las mesmo a tempo da nossa chegada. Registarem os quilómetros que fazemos até ao trabalho e automatizarem o processo de preenchimento de despesas de deslocação.
- Na altura da manutenção, interagirem com as aplicações de reparação de automóveis, escolhendo o melhor mecânico com base nos ratings, e marcando a ida à oficina. Certificarem-se que nunca ficaremos parados na estrada ao monitorizarem de forma contínua o nível de combustível e os postos de gasolina mais próximos. Se a bateria estiver prestes a ir abaixo, avisarem a nossa assistência automóvel preferida para que agende a substituição.
- Pagarem automaticamente na bomba de gasolina, registarem a informação, ou ajudarem-nos a decidir se economizamos dinheiro com a venda do segundo veículo e passamos antes a andar de Uber. E até ajudarem os novos condutores a aprender e darem aos pais ansiosos a garantia de que eles precisam.

E ainda agora arrancaram.

Nota: A empresa portuguesa Muzzley, sediada em Silicon Valley, está a desenvolver middleware no âmbito deste novo modelo de negócio. Os custos e os riscos são grandes, mas o potencial é enorme.

15-12-2015


CMO-PLCarlos Miguel Valleré Oliveira é CEO da Leadership Business Consulting, empresa internacional de consultoria de gestão presente em oito países, África do Sul, Angola, Brasil, Cabo Verde, EUA, Espanha, Moçambique e Portugal. Assina quinzenalmente a rubrica "Ponto de Vista" no Portal da Liderança sobre os temas da liderança/gestão, economia/sociedade e inovação/empreendedorismo. Mais informações aqui.

 

 

O lado lunar dos líderes

O desenvolvimento da liderança não deve ficar-se pelas qualidades positivas de um líder, deve também identificar e trabalhar o seu lado lunar – mais escondido e até invisível.
 

Carlos Oliveira

Uma “boa” liderança conjuga eficácia e ética. Em muitos casos, conhecemos a eficácia, que é facilmente mensurável, mas não conhecemos a ética em que está baseada, que é uma parte mais invisível. Esta parte menos visível é importante para fazer uma avaliação final dos líderes. Geralmente não temos acesso ao “lado lunar” dos líderes, às suas partes negativas, conhecidas apenas de um círculo mais restrito e íntimo, ou mesmo escondidas de todos. Temos acesso amplo ao lado público do líder, apoiado pelo marketing da sua imagem, interno ou externo à organização. Contrariamente aos outros elementos de uma organização, o lado lunar dos líderes é um lado escondido, impenetrável na maior parte dos casos. Este facto tem várias implicações sobre a forma como vemos os líderes e a liderança.

1. Não dê cheques em branco a um líder

Primeiro, na maioria dos casos não é possível avaliar verdadeiramente um líder até conhecermos o seu lado lunar. Há líderes de negócio famosos que conseguiram adquirir a sua vantagem competitiva inicial (que depois lhes proporciona vantagens cumulativas continuadas) de forma legítima, outros, de forma ilegítima e sem ética. O resultado e a imagem pública são iguais, mas os líderes são pessoas de diferente valor. Há gestores e políticos que se concentram em proporcionar ganhos de curto prazo, que são mais fáceis de medir, por vezes criando conscientemente custos de longo prazo difíceis de lhes serem associados. Há líderes que são totalmente insuportáveis em termos pessoais, utilizando o poder da sua posição para ficarem incólumes. É o saldo do positivo e do negativo que permite avaliar um líder. Mas na maioria dos casos quem avalia é vítima de uma grande assimetria informativa. Portanto, cuidado com as aparências e com os cheques em branco.

2. Por segurança, prefira líderes orientados por valores internos

Segundo, neste contexto, as pessoas orientadas maioritariamente por valores externos, como “a aceitação e a imagem social” precisam de ter o seu lado lunar mais escrutinado que as pessoas orientadas por valores internos, ou seja, a sua própria consciência. O objetivo primordial de ser socialmente reconhecido pode levar a concessões indesejáveis ao lado lunar, que vão resvalando por ser invisível para terceiros e não ter autocontrolo do próprio. Por outro lado, o objetivo de ser verdadeiro consigo mesmo conduz a um maior controlo do lado lunar pelo próprio, apesar de ser invisível para terceiros. O recrutamento e o continuado apoio de líderes deveria tomar esta dimensão em consideração.

3. Estratégias de desintoxicação de líderes e de organizações são necessárias

Terceiro, se assumirmos que não há pessoas perfeitas, ou mesmo situações perfeitas, o desenvolvimento da liderança não deve ficar-se pelas qualidades positivas de um líder, mas deve também identificar e trabalhar o seu lado lunar. Os líderes podem ser vistos como aqueles medicamentos que curam ou controlam uma doença, mas que trazem associado algum grau de toxicidade. Alguns medicamentos são muito eficazes, mas são muito tóxicos, outros menos eficazes, mas menos tóxicos. Outros ainda, eficazes e sem toxicidade (raro). Depende da organização, do momento e dos seguidores a adequabilidade do tipo de medicamento/líder. Assim como na medicina se evolui para reduzir ou anular a toxicidade de medicamentos, a toxicidade de um líder não o deve desclassificar automaticamente, mas ser vista como algo que tem de ser trabalhado, reduzido e, se possível, eliminado. Se reconhecermos que o lado lunar da liderança é parte fundamental da avaliação da liderança, um dos caminhos a desenvolver é reforçar a capacidade de desintoxicar líderes e organizações e de transformar toxicidade em oportunidade.

4. A sociedade da informação expõe o lado lunar e muda a liderança

Quarto, a sociedade da informação, caraterizada pela democratização do acesso à informação, torna cada vez mais difícil esconder o lado lunar da liderança. Este facto implica a crescente dessacralização da liderança e dos líderes, que serão vistos cada vez menos como o líder super-homem e cada vez mais como pessoas falíveis, autênticas, que não são automaticamente superiores por serem líderes, mas sim pessoas que são também servidoras do grupo, da organização ou da sociedade e que precisam do envolvimento e do apoio dos seguidores para desempenharem o seu papel com vantagens para todos.

Esta abordagem mais realista impõe um estilo de liderança menos de comando e mais de cooptação, e um estilo de seguidores menos infantilizados e mais responsabilizados pelas suas ações e escolhas.

O crescente reconhecimento do lado lunar dos líderes e a crescente incidência de luz sobre este lado escondido da liderança irá desafiar a nossa perceção dos líderes e fazer a liderança evoluir de forma mais madura e com maior responsabilidade para todos – líderes e seguidores?

14-12-2015

 

CMO-PLCarlos Miguel Valleré Oliveira é CEO da LBC, empresa internacional de consultoria de gestão presente em países como a África do Sul, Angola, Brasil, Cabo Verde, EUA, Espanha, Moçambique e Portugal. O antigo presidente da CCILSA – Câmara de Comércio e Indústria Luso Sul-Africana assina a rubrica "Ponto de Vista" no Portal da Liderança sobre os temas da liderança-gestão, economia-sociedade e inovação-empreendedorismo.
 

Madeira arrecada “Óscar” de melhor destino insular do globo


A Madeira é o melhor destino insular do mundo, galardão atribuído pelos World Travel Awards, considerados os “Óscares” do turismo. 

O arquipélago português bateu os candidatos Bali, Barbados, Creta, Ilhas Cook, Jamaica, Maldivas, Maurícias, Santa Lúcia, Sardenha, Seychelles, Sicília e Zanzibar.

Mas há mais distinções dos World Travel Awards para Portugal. A Parques de Sintra - Monte da Lua (responsável pela gestão do Parque e do Palácio da Pena, dos Palácios Nacionais de Sintra e de Queluz e do Palácio e Jardins de Monserrate) venceu, pelo terceiro ano consecutivo, a categoria de Melhor Empresa do Mundo em Conservação.

Mais a sul, foram distinguidos dois hotéis. O Conrad Algarve, na Quinta do Lago, foi o grande vencedor na categoria de resorts de luxo e lazer, também pelo terceiro ano consecutivo, tendo ultrapassado cadeias que operam em Abu Dhabi, na África do Sul e na Tailândia. Enquanto o Vila Vita Parc, em Porches, recebeu o galardão dos green resorts de luxo.

14-12-2015


Portal da Liderança


Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Licínio Pina mantém-se na liderança do Crédito Agrícola até 2018


O presidente executivo da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, Licínio Pina, foi reeleito para mais um mandato de três anos no cargo. 

O banco refere em comunicado que os novos órgãos sociais para o triénio 2016-2018 foram aprovados por 93,3% dos votos na assembleia-geral que decorreu no passado sábado, em eleições a que concorreu apenas uma lista.

O conselho de administração executivo mantém assim na liderança Licínio Manuel Prata Pina, que trabalha no banco há mais de 30 anos e é presidente desde janeiro de 2013. Já os vogais são Renato Feitor, José Maia Alexandre, Sérgio Frade e Ana Paula Ramos, de acordo com a Lusa.

Para a mesa da assembleia-geral foi eleito presidente Nuno Carrilho (da Caixa de Terras de Viriato), para o Conselho Consultivo Hélio José de Lemos Rosa (da Caixa de Alenquer), e no Conselho Geral e de Supervisão fica como presidente Carlos Alberto Courelas (Caixa de Pombal).

O Crédito Agrícola é composto por 82 Caixas de Crédito Agrícola Mútuo e a Caixa Central que, em conjunto, detêm 675 agências.

No primeiro semestre deste ano o grupo Crédito Agrícola atingiu um lucro de 25,6 milhões de euros, mais 16% que no mesmo período de 2014.

14-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Prémio Pessoa 2015, Rui Chafes, feliz com o reconhecimento das artes


O escultor Rui Chafes é o Prémio Pessoa 2015, distinção que recebe “com a maior surpresa”, declarou o autor após o anúncio do galardão. 

O Prémio, com um valor monetário de 60 mil euros e que já vai na 29.ª edição, é concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período e na sequência de uma atividade anterior tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país.

Nascido em Lisboa em 1966, e formado em Escultura pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1984-1989), Rui Chafes declara à agência Lusa não estar certo de “merecer” um prémio que já foi entregue a figuras como o historiador José Mattoso, a pianista Maria João Pires, o arquiteto Eduardo Souto de Moura, o poeta Manuel Alegre ou o investigador Manuel Sobrinho Simões. “É uma distinção de grande valor e simbolismo, e tem sido entregue a pessoas de grande importância para a comunidade, e não estou certo de ter essa importância. Sou apenas um escultor”, comenta.

Em 2014 o Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian realizou um exposição antológica sobre Rui Chafes, intitulada “O Peso do Paraíso”, com curadoria da diretora da entidade, Isabel Carlos. A mostra percorreu duas décadas da produção do artista de 49 anos, cuja obra, em escultura com ferro, é marcada por questões como a morte, a dor e o sonho. “O meu trabalho tinha de ser feito por alguém. Alguém tem de o fazer”, disse ainda à Lusa, numa apreciação modesta sobre a sua obra, mas mostrando-se também muito satisfeito por ter sido distinguido com o Prémio Pessoa. “Tive essa sorte. É um reconhecimento para o meu trabalho e para as artes. Há bastante tempo que não era entregue a um artista ou a alguém da cultura, ou pelo menos das artes visuais”, assinala.

11-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Marcelo Odebrecht é substituído na presidência da construtora brasileira


O dirigente da construtora brasileira Odebrecht (envolvida no escândalo de corrupção da petrolífera estatal Petrobras) formalizou esta quinta-feira a sua renúncia à presidência da empresa, ao fim de quase seis meses na prisão.

A companhia refere em comunicado que Newton Souza foi o escolhido para suceder no cargo a Marcelo Odebrecht, que se encontra numa cadeia de Curitiba, no Paraná, desde 19 de junho.

A Odebrecht, a maior construtora da América Latina, com 181 mil funcionários em 21 países, é uma das empresas investigadas pela alegada participação no escândalo de corrupção da Petrobras, em que, segundo cálculos da própria companhia estatal, foram desviados 2 mil milhões de dólares (cerca de 1,8 mil milhões de euros) ao longo da última década.

O afastamento de Marcelo Odebrecht foi anunciado pela construtora, que frisa que o agora ex-presidente é inocente. “A Odebrecht acredita que a injusta e desnecessária detenção de Marcelo vai ser revogada e está confiante de que, no final dos procedimentos judiciais, a sua inocência vai ser reconhecida formalmente”.

11-12-2015


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Países lusófonos são prioridade para a China Three Gorges, diz vice-presidente


Lin Chuchue, vice-presidente da China Three Gorges (CTG), a maior acionista da EDP, afirma que os países lusófonos são uma prioridade para a sua empresa, que ambiciona ser líder mundial nas energias renováveis.

“Há quatro anos, quando participámos no programa de privatizações de Portugal, apercebi-me pela primeira vez da importância do português para os nossos negócios”, disse Lin Chuchue em Pequim, aludindo à compra de 21,35% do capital da EDP em 2012, segundo a Lusa.

O negócio, que incluiu o pagamento de 2.700 milhões de euros ao Estado português, foi um dos maiores investimentos chineses na Europa.

Entretanto, a EDP-Renováveis concluiu este ano a venda à CWEI-Brasil, empresa controlada integralmente pela CTG, de 49% do capital social de parques eólicos em operação e em desenvolvimento no Brasil.

“Temos a ambição de nos tornarmos líderes mundiais no setor das energias limpas”, aponta Lin. “E, coincidentemente, os dois mais importantes projetos e países neste segmento – Portugal e Brasil – falam português”.

No mês passado o gigante estatal chinês arrematou em leilão os direitos para operar duas importantes centrais hidroelétricas no Brasil. O negócio prevê o pagamento de 13,8 mil milhões de reais (3,4 mil milhões de euros) ao Estado brasileiro pelos direitos de concessão por 30 anos das centrais da Ilha Solteira e da Jupia. “Essa transação deverá estar concluída até ao final deste ano”, avança o executivo da CTG.

Lin Chuxue falou à margem da primeira edição do Prémio Tomás Pereira, distinção atribuída anualmente aos melhores estudantes chineses de português pela embaixada de Portugal em Pequim em parceria com instituições de ensino superior portuguesas e chinesas.

11-12-2015


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Miguel Sanches substitui Melo Pires na liderança da Autoeuropa


O engenheiro Miguel Sanches vai assumir a liderança da Autoeuropa no início de 2016, substituindo no cargo o atual diretor-geral, António de Melo Pires.

Licenciado em engenharia de materiais, Miguel Sanches, de 47 anos, entrou para a Autoeuropa em 1993. Em 2009 assumiu o cargo de diretor-geral de produção. Após 18 anos na fábrica de Palmela (entre 1993 e 2011) foi destacado para o México como vice-presidente para a produção e logística na fábrica da Volkswagen (VW) em Puebla.

Fonte da Comissão de Trabalhadores, citada pela Lusa, revela que Miguel Sanches substitui assim o atual diretor-geral da Autoeuropa, António de Melo Pires, que assume um novo desafio.

A Autoeuropa ainda não confirmou oficialmente Miguel Sanches como novo diretor-geral da fábrica de automóveis de Palmela.

10-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Porquê investir em Cabo Verde? Há pelo menos 10 bons motivos – Carlos Santos

No coração do Atlântico, um país no centro das rotas de todos os mundos, Cabo Verde tem vários atrativos para o investimento externo. Seguem-se 10 ordens de razão para apostar na nação.
 

Carlos Santos

1.º Cabo Verde, dez ilhas no meio do Atlântico na encruzilhada de três continentes, é a terra de sol, mar, montanhas, de “Pão e Fonema” (Corsino Fortes, poeta e político) e de homens e mulheres dignos, resilientes e resistentes que “as cabras ensinaram a comer pedras” (Ovídio Martins, escritor e jornalista) e que “pensa pelas suas próprias cabeças” (Amílcar Cabral, político e teórico) com uma cultura rica e viva que tem como sua rainha a diva dos pés descalços – Cesária Évora.

2.º É uma nação democrática, pacífica, tolerante e bem governada. Na África, é o país mais estável política, civil, social e economicamente. O Estado de Direito Democrático é uma realidade consolidada. As instituições são sólidas e funcionam, conferindo credibilidade ao país.

3.º A boa governação de Cabo Verde é reconhecida por todos os países e instituições internacionais que se preocupam com estas matérias, sendo fonte de credibilidade interna e externa. Como exemplo destaca-se ter sido o único país do mundo a beneficiar de um 2.º Compacto do Millennium Challenge Corporation por ter preenchido todos os requisitos necessários para a elegibilidade a estes fundos. A qualidade da democracia e da boa governação é reconhecida nos principais rankings mundiais, designadamente das liberdades, da democracia e de competitividade:

- É país de primeira categoria em termos de liberdade civil e política, sendo o mais livre de África (Freedom House).

- É a 31.ª democracia mundial e 1.ª da lusofonia (Index of Democracy).

- Tem a segunda melhor governação africana (Mo Ibrahim).

- É o terceiro país economicamente mais livre em África (Herigate Foudantion).

- O risco soberano do país tem um outlook estável - B (dívida longo prazo em moeda local) B (dívida longo prazo em moeda estrangeira) – Standard & Poor’s Rating.

- Está no top 20 mundial dos melhores reformadores económicos nas últimas duas décadas (Herigate Foudantion).

- Figura no top 10 de Melhor Destino Turístico Ético 2015 (The World’s 10 Best Ethical Destinations) e encontra-se no top 5 dos melhores destinos turísticos para o ano de 2016.

- É top 10 dos melhores inovadores africanos (OMPI) e integra a lista dos países mais dinâmicos do mundo na promoção das TIC (World in the Global Information and Communication Technologies Development Index).

4.º Desde 1975 que o país tem feito um enorme investimento na melhoria das condições de vida, com especial atenção a questões básicas como a segurança alimentar, educação e saúde para todos. Graças a isso hoje o país regista a melhor esperança de vida africana – 73,9 anos (IDH – PNUD e Mo Ibrahim). A esperança de vida passou de 56 para 71 anos nos homens e 79,7 para as mulheres. Investiu-se na saúde das populações, melhorando o acesso e qualificando as respostas. A mortalidade infantil foi reduzida para 20,1 por mil. A pobreza foi reduzida de forna significativa, de mais de metade da população para 21% em 2013. Perto de 90% da população tem acesso a água potável. A energia elétrica cobre mais de 95% do território, com forte contribuição das energias renováveis. Hoje todas as regiões estão equipadas com estabelecimentos de ensino e estabelecimentos dedicados aos cuidados com a saúde. O resultado? Cabo Verde foi graduado a país de rendimento médio segundo as Nações Unidas, sendo o único a conseguir realizar os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, tanto na redução da pobreza e da fome como na educação, estando próximo de realizar o compromisso na área da saúde. As organizações internacionais perspetivam que o país esteja em condições de realizar os restantes Objetivos do Milénio até o final deste ano.

5.º A qualificação, capacitação e fortalecimento do capital humano foram sempre, desde a primeira hora, os principais consumidores dos recursos orçamentais, fazendo com que o capital humano fosse, logo após a independência, considerado a grande prioridade de desenvolvimento para o país. O forte investimento na educação permitiu que o acesso ao ensino fosse democratizado, que o analfabetismo fosse tecnicamente eliminado, levando a que praticamente todas as crianças tivessem a possibilidade de estar hoje nas escolas espalhadas por todos os concelhos e localidades remotas do país, e contribuindo para que a paridade de género fosse alcançada na educação e ensino. A população está mais instruída, com taxas de escolarização elevadas, alcançando os níveis dos países desenvolvidos. Se em 1975 Cabo Verde tinha apenas dois liceus, hoje contabilizam-se 50, sem contar com as escolas técnicas e com os centros de formação profissionais, passando de pouco mais de 2 mil alunos no ensino secundário na altura da independência para mais de 52 mil. No ensino superior contam-se hoje dez estabelecimentos, frequentados por mais de 13 mil estudantes, aos quais acrescem os mais de 5 mil em formação no exterior.

6.º Tem registado um crescimento sustentado ao longo dos anos (média de 5%). O rendimento per capita, que em 1975 era de cerca de 120 dólares, é hoje mais de 3.800 dólares. Para a constituição de uma empresa não se exige capital mínimo; o registo de constituição pode ser feito num único dia, por um valor mínimo de 100 dólares. Os licenciamentos de funcionamento das empresas, nomeadamente de setor de comércio, turismo e industrial, demoram, em média, 48 horas. A emissão de uma certidão de registo de propriedade pode ser conseguida em 48 horas, e o cumprimento do contrato é fortemente respeitado (47.ª posição Doing Business). A Janela Única de Investimentos, já em funcionamento, permitiu a desmaterialização online de todo o processo de pedido de certificado de investidor e aprovação de projetos de investimento, com impacto considerável na facilitação dos registos e aprovação dos projetos de investimentos, possibilitando o acompanhamento da evolução dos processos pelos investidores. Destaca-se ainda as condições favoráveis para investimentos e a criação do Centro de Internacional de Negócios, aprovadas através do Código de Investimento e do Código de Benefícios Fiscais.

7.º A infraestruturação foi sempre uma preocupação inicial, e tem sido encarada como prioridade para o desenvolvimento do país. Particularmente na última década investiu-se fortemente na construção e modernização de portos, na construção de aeroportos (hoje o país dispõe de quatro aeroportos internacionais), rede moderna de estradas, incremento da penetração da energia elétrica, com um aumento de 15 vezes a capacidade instalada (em 2016 o país estará 100% eletrificado) e, em 2020 a meta é atingir os 100% em energia renovável, bem como em estruturas de mobilização de água para consumo doméstico, industrial, comercial e agrícola, e ainda alargamento saneamento básico. Esta infraestruturação tem permitido a potenciação de importantes setores de desenvolvimento, com destaque para o o turismo – o motor da economia, mas que ainda tem um enorme potencial para ser explorado. O setor do mar constitui um dos grandes potenciais do país, quer seja na área da logística e do transporte marítimo internacional, quer na área da exploração e investigação marinha. O agronegócio está em franco desenvolvimento; com a construção de barragens de retenção de água em diversas ilhas criou-se uma grande oportunidade para o desenvolvimento da produção agrícola e instalação de indústrias transformadoras. O país dispõe de uma cultura rica e diversificada, espelhada na sua música, que alicerça uma indústria criativa e de entretenimento como um dos setores com maior potencial.

8.º A partir de Cabo Verde os investidores conseguem acesso preferencial e diferenciado aos mercados internacionais, nomeadamente pela integração do país na CEDEAO - Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, pela existência de uma parceria especial entre Cabo Verde e a União Europeia, e pelo African Growth and Opportunity Act (AGO). Junta-se a isso o facto de o país gozar de grande credibilidade junto de importantes parceiros internacionais, quer seja multilateral como unilateral, bem como a sua extraordinária posição geostratégica, no centro de todas as rotas mais importantes no Atlântico.

9.º O país é hoje reconhecido internacionalmente pelo desenvolvimento sustentável de soluções informáticas “Made in Cabo Verde”, concebidas e desenvolvidas por competências nacionais que trouxeram mais credibilidade, celeridade, transparência na tomada de decisão e na gestão dos recursos financeiros do Estado, dos organismos do poder central, local e de serviços periféricos. Por causa disso venceu o Prémio Africano de Inovação para o Setor Público em 2012 na categoria de inovação nos sistemas e processos governativos. Cada vez mais é referenciado como um dos países com maior potencial de inovação. A Estratégia de Banda Larga em implementação deverá potenciar mais ainda a inovação, criatividade e modernização na forma de fazer negócios em Cabo Verde.

10.º Oferece inúmeras oportunidades de investimento em áreas como o turismo, infraestruturas, economia marítima, energias renováveis, tecnologias de comunicação, indústrias criativas, entre outras. Cabo Verde está recetivo ao investimento e dispõe de um quadro legal e institucional favorável. Os investidores são muito bem-vindos.



10-12-2015
 


Carlos SantosCarlos Santos é secretário executivo da Unidade de Coordenação da Reforma do Estado (UCRE) de Cabo Verde e coordena o Pilar da Boa Governação no âmbito da Parceria Especial com a União Europeia. Formado em Direito, vertente jurídica, pela Universidade Clássica de Lisboa, tem vindo a desempenhar vários cargos na Administração Pública de Cabo Verde, desde diretor-geral da Administração Pública a diretor-geral do Gabinete Estudos do MFP e Coordenador das Reformas Financeiras - MFP, passando pela coordenação do acordo estabelecido com o FMI – Policy Suport Instrument (PSI), integrando ainda a equipa negocial. Fez a coordenação provisória do 1.º Compacto e Programa do Millennium Challenge Account - Cabo Verde (MCA-CV) e preside o Conselho Consultivo da componente reformas direito propriedade e cadastro do 2.º Compacto e Programa de Millennium Challenge Account MCA-CV. Coordenou e participou em vários grupos de trabalho e de estudos, bem como na execução de documentos estratégicos do país, leis e atos da República. Exerceu funções de presidente da Assembleia da Federação Nacional de Futebol e de presidente do Conselho Jurisdicional da Federação Nacional de Basquete. Fundou e integra a comissão da criação da Associação de Defesa dos Consumidores – PRODECO, e é vice-presidente da Associação Desenvolvimento da Praia – Pró Praia.

 
 

Vera Oliveira Santos dirige inovação da Winning Scientific Management


Vera Oliveira Santos é a nova senior manager responsável pelo Centro de Competências de Gestão de Inovação da Winning Scientific Management.

A empresa de consultoria refere em comunicado que Vera Santos vai liderar a oferta a clientes no âmbito do Innovation Management Competency Center.

Antes, Vera Santos foi manager responsável pelos serviços de inovação da área de advisory da PwC, e pela criação do iLab, o programa de inovação da PwC Portugal, bem como senior advisor responsável na unidade de negócio de sustentabilidade da KPMG.

Licenciada em engenharia do ambiente, com um mestrado executivo em Gestão com especialização em Marketing pelo ISCTE, e uma pós-graduação em Sistemas de Gestão Ambiental e Planificação dos Recursos Naturais pela Universidad Politecnica de Madrid, a executiva tem um percurso de mais de 12 anos em consultoria, no âmbito da inovação e sustentabilidade, áreas “onde tem sido responsável pelo desenvolvimento de processos com vista à competitividade empresarial, com base em estratégias eficientes que garantem a continuidade e a diferenciação do negócio”, é referido na nota. Liderou também “vários projetos de desenvolvimento de sistemas de gestão, definição de estratégia, melhoria e reengenharia de processos, processos de envolvimento com stakeholders, formação, workshops de inovação e criatividade, comunicação e sustentabilidade, auditorias internas e processos de certificação”.  

10-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Norte 2020 atribui 138 milhões de euros a mais de mil projetos na região


O programa operacional Norte 2020 aprovou mais de mil projetos apresentados por micro e pequenas empresas da região, o que representa um financiamento de cerca de 138 milhões de euros, de acordo com a autoridade de gestão.

O Norte 2020 “atualizou a listagem dos projetos aprovados, que assegura o financiamento de perto de 138 milhões de euros de fundos da União Europeia em 1.023 projetos de micro e pequenas empresas com projetos a implementar na região”, indica a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) na plataforma online destinada ao programa operacional, citada pela Lusa.

A CCDR-N, responsável pela gestão dos fundos do Norte 2020, destaca a aprovação dos projetos nas tipologias Inovação Produtiva e Qualificação e Internacionalização de PME “pelo volume dos investimentos” e assinala a procura dos setores do calçado, têxtil e eletrónica.

“Das candidaturas aprovadas confirma-se, igualmente, a procura muito significativa, num conjunto de 522 projetos” aos vales destinados a incentivar a investigação, o desenvolvimento tecnológico, a qualificação e a internacionalização de PME.

Segundo os dados, atualizados no início de novembro e agora disponibilizados, a Área Metropolitana do Porto é aquela que mais projetos tem aprovados, com 559 iniciativas – 137 das quais do concelho do Porto – que correspondem a um financiamento de 75 mil euros para um investimento elegível de 143 mil euros.

A comunidade intermunicipal do Alto Tâmega é a que menos projetos tem aprovados pela autoridade de gestão do Norte 2020, com sete iniciativas e 293 mil euros.

Seguem-se as Terras de Trás-os-Montes, com 17 projetos aprovados e 1,8 milhões de euros; o Douro, com 26 projetos e 3,3 milhões de euros; o Alto Minho, com 26 projetos e 3,1 milhões de euros; o Tâmega e Sousa, com 6,3 milhões de euros para 51 projetos; o Cávado, com 20,4 milhões para 162 projetos; e o Ave, com 24,8 milhões para 165 projetos.

Com 1,9 milhões aprovados – montante que pretende destinar para o aumento da capacidade para abordagem a novos segmentos de mercado de elevado valor acrescentado – a Kristaltek, de Barcelos, é a empresa que fica em primeiro lugar nas quantias atribuídas. Na outra ponta da tabela está a Bushwick, de Braga, com um Vale Empreendedorismo de 3.750 euros.

Gerido pela CCDR-N, o Norte 2020 conta com 3,4 mil milhões de euros de verbas comunitárias, sendo que quase metade do valor (1,26 mil milhões de euros) se destina à competitividade de micro e pequenas empresas da região.

10-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Ensino científico de Portugal encontra-se no top 10 em termos mundiais


Portugal figura entre os 10 melhores países do globo no que diz respeito ao ensino científico, de acordo com um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). 

O ensino científico português surge precisamente no 10.º lugar, com 25% dos estudantes lusos licenciados na área de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (sendo que a OCDE avaliou os cursos nesta área em 40 dos países mais desenvolvidos, reunindo dados até 2012).

Portugal tem ainda a mais alta percentagem de doutorados (72%) a trabalhar na área da educação nos 40 países que constam no documento “Science, Technology and Industry Scoreboard 2015”, citado pelo Business Insider.   

Na primeira posição do pódio está a Coreia do Sul, com 32% dos estudantes licenciados nesta área. Seguem-se a Alemanha no segundo lugar, com 31%, e a Suécia no terceiro, com 28%.

09-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Portugal vai “aprofundar" em 2016 o investimento realizado em I&D


O presidente da Agência Nacional de Inovação (ANI), José Carlos Caldeira, afirma que Portugal vai assistir ao “aprofundamento” do investimento em investigação e desenvolvimento (I&D) nas empresas e à sua colaboração com o sistema científico.

José Carlos Caldeira falou à Lusa a propósito da parceria da ANI com a COTEC, no âmbito do 12.º Encontro Nacional de Inovação, que decorre hoje, quarta-feira, na Culturgest, em Lisboa, sob o tema “Inovação intensiva em conhecimento”.

Relativamente ao evento, o presidente da ANI diz que a “valorização do conhecimento é um tema que está no centro” da missão da agência, e que “Portugal tem tido um desempenho muito bom”, adiantando que tem uma expetativa “positiva” sobre o Encontro Nacional de Inovação.

No entanto, a incorporação desse conhecimento na produção de artigos e serviços inovadores ainda tem um caminho a percorrer. “Temos demonstrado algumas limitações na transferência do conhecimento tecnológico para as empresas na produção de novos produtos e serviços inovadores”, considera José Carlos Caldeira. No entanto “estamos certos que vamos assistir em 2016 ao aprofundamento da tendência de investimento em investigação e desenvolvimento entre empresas e à colaboração do sistema científico tecnológico e empresas”, salienta, adiantando que tal irá permitir ter “uma economia mais competitiva e mais internacionalizada”.

Por sua vez, o administrador da ANI, Miguel Barbosa, avança que, no 12.º Encontro Nacional de Inovação, que conta com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, a ANI vai dar a conhecer a sua colaboração com a COTEC, além das iniciativas para o próximo ano, nomeadamente em termos de capacitação das empresas.

09-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Marina Ferreira: O principal desafio no Porto de Lisboa passa por aumentar a competitividade com o reforço da eficiência dos terminais

Com excelentes condições geoestratégicas, o Porto de Lisboa tem no entanto constrangimentos quanto à capacidade de receber investimento, situação que urge ultrapassar, afirma a presidente da APL - Administração do Porto de Lisboa. Marina Ferreira refere ainda aceitar mal que não se concedam aos privados – que são quem explora os terminais – condições para investir. No cargo de presidente do conselho de administração da APL desde o início de 2013, a responsável adianta que, no que diz respeito à náutica, desporto e responsabilidade social “há ainda muito caminho a percorrer”.

Está ao leme do Porto de Lisboa desde o início de 2013 – qual foi a maior conquista sob o seu comando? E o maior desafio que superou?
O Porto de Lisboa não é exatamente um navio, com leme, que se governe em águas calmas ou tormentosas. É uma instituição, umbilicalmente ligada à cidade de Lisboa e aos municípios ribeirinhos do Tejo, cujo dia a dia afeta diretamente a vida de milhões de pessoas. Assim, diria que o maior desafio não é pontual, pelo contrário, é a perseverança, a constância na definição das linhas estratégicas da empresa, e na sua implementação. Não é por isso uma conquista ou um desafio, mas uma maneira de viver o dia a dia das grandes instituições.

Como é liderar uma infraestrutura que tem de estar em constante concertação com outros stakeholders, como a Tutela, as autarquias, a Infraestruturas de Portugal, os operadores logísticos e portuários e restantes agentes económicos? Quais as competências de liderança e gestão necessárias para o conseguir?
Na minha experiência de gestão, e falo mais de gestão do que liderança, é importante conseguir distinguir o fundamental do acessório, o que é estruturante para o desenvolvimento e o que não é mais do que a espuma dos dias, ou os resultados do trimestre, com que frequentemente nos deixamos atordoar. Saber ouvir todos os que querem participar no futuro coletivo das organizações, entender um pouco além do que muitas vezes expressam oralmente para tentar corresponder a preocupações legítimas e quase sempre fundamentais para o sucesso das organizações que representam. E ter a criatividade e abertura para ver o conjunto das necessidades, e não apenas as nossas, para construir soluções que, não sendo ótimas para ninguém individualmente, possam ser o máximo denominador comum aceitável pelos diferentes stakeholders.

De que forma se assegura que o Porto de Lisboa está em linha com os objetivos que vão sendo estabelecidos? Alterou o modo de liderar para fazer face à atual conjuntura?
O Porto de Lisboa participa ativamente na formulação dos seus objetivos, não os recebe acriticamente de nenhuma entidade externa, assim, há sempre alinhamento. Penso que é impossível manter a mesma forma de estar, ou de agir, em organizações diferentes e em conjunturas sempre em mutação. É inevitável, e, na minha perspetiva, ainda bem, evoluir, adaptar, melhorar; nessa medida sim, alteramos a nossa atuação, mas as grandes linhas de comportamento, os traços fundamentais, mantêm-se sempre.

Como pode o Porto de Lisboa, cada vez mais, funcionar como um motor do desenvolvimento da área em que se insere?
Temos quatro eixos fundamentais como porto de desenvolvimento: a melhoria das condições de carga e logísticas para o mercado de importação e exportação; o turismo, com a diversificação da oferta nos cruzeiros; a náutica de recreio, e bem assim a promoção do desporto náutico; e a responsabilidade social.

O turismo – com a previsão de conclusão do novo terminal de cruzeiros para o próximo verão – é de momento a grande âncora do Porto de Lisboa? Há a aposta em trazer mais eventos como a regata mundial Volvo Ocean Race?

Apesar da sua visibilidade na cidade de Lisboa, o novo terminal é um dos projetos, e não o projeto. Temos em marcha os estudos para o desenvolvimento de uma nova centralidade logística, industrial e portuária no Barreiro, o viaLisboa, e o desenvolvimento das capacidades da Doca de Pedrouços para eventos náuticos. Neste âmbito assume especial importância a Volvo Ocean Race, pois esperamos poder vir a acolher durante todo o ano, no intervalo das regatas, o Boatyard, onde se desenvolve todo o trabalho com as embarcações da Volvo Ocean Race. 

A carga movimentada tem vindo a decair – como se pode reverter a tendência? Qual o relacionamento com as outras autoridades portuárias a nível nacional de competição, de cooperação ou de coopetição (uma mistura das duas)?
A concorrência nos portos é fortíssima. Veja-se por exemplo como Sines está a receber contentores que até há um ano iam para Valência. E funciona a favor e contra os portos conforme as condições de que dispõem. O Porto de Lisboa tem excelentes condições geoestratégicas, está no centro do principal mercado nacional, mas apresenta constrangimentos na capacidade de receber investimento, o que importa urgentemente ultrapassar. Na última década não houve investimento significativo nem da parte da APL, nem dos operadores privados, o que é um constrangimento à nossa competitividade. Aceito mal que não se concedam aos privados condições para investir. Acresce que a situação laboral nas empresas operadoras também é naturalmente um constrangimento. 



Marina Ferreira b


Em setembro, responsáveis do principal porto de mercadorias do Japão, Nagoya, estiveram no Porto de Lisboa para avaliar futuro investimento – é uma visita que terá retorno real? 

Temos tido sempre um grande interesse internacional dadas as excelentes condições geoestratégicas de que dispomos. Haver, ou não, investimento depende mais de o Estado, o nosso acionista, aceitar que ele seja feito do que da existência de interessados, que há.

Que tipo de iniciativas tem levado a cabo para promover o Porto de Lisboa no exterior?
Com a responsabilidade comercial pela operação e exploração portuária totalmente transferida para empresas privadas é fundamentalmente a elas que cabe a promoção comercial. Enquanto Autoridade Portuária, e porto de desenvolvimento, entendemos que nos cabe a nós a promoção institucional e estratégica.

Quais os grandes desafios que o Porto de Lisboa tem pela frente? Qual a estratégia de futuro?
O principal desafio é o de aumentar a nossa competitividade através do reforço da eficiência dos terminais. Para tal, e como os terminais são explorados por empresas privadas, é fundamental não inibir as suas necessidades de investimento. No âmbito da náutica, do desporto e da responsabilidade social, há ainda muito caminho a percorrer. A estratégia é necessariamente a consolidação destes objetivos com os diferentes stakeholders.

E as grandes dificuldades que o setor português enfrenta a curto/médio prazo? Que competências de liderança e gestão serão necessárias para o futuro?
Construir redes, encontrar equilíbrio, promover consensos. Ou seja, assegurar a constância dos objetivos.

Por fim, qual o conselho que daria a quem pretenda fazer carreira/liderar nesta área?
Um bom conselho é sempre ouvir mais do que falar, decidir em consciência, monitorar os resultados e realinhar trajetórias.



09-12-2015



Armanda Alexandre/Portal da Liderança


Marina Ferreira, licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e com uma pós-graduação em Assuntos Europeus pela Universidade Lusíada de Lisboa, ocupa o cargo de presidente do conselho de administração da APL - Administração do Porto de Lisboa desde fevereiro de 2013. O seu percurso profissional passa pela Companhia Carris de Ferro de Lisboa (Carris), para onde entra em 1989 como diretora de Recursos Humanos. Dois anos depois ingressa no Ministério do Mar para chefiar o gabinete do ministro Eduardo Azevedo Soares, até 1994. Entre 1993 e 1995 é vogal do comissariado e vogal da comissão permanente de promoção externa da EXPO’98. De 1994 a 1995, e já na qualidade de diretora e inspetora-geral da Direção Geral de Pescas, é gestora da Intervenção Operacional no II Quadro Comunitário de Apoio e da Iniciativa Comunitária Pesca e do Instrumento Financeiro de Orientação das Pescas. Seguem-se três anos na Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra enquanto presidente do conselho fiscal, e, mais tarde, cerca de um ano no Ministério das Obras Públicas Transportes e Habitação. De 2004 a 2005 é presidente da comissão instaladora da Autoridade Metropolitana de Transportes de Lisboa. Ainda em 2005, e nos dois anos seguintes, encontra-se na Câmara Municipal de Lisboa, como vereadora. Em 2007 é, durante cerca de dois meses, vice-presidente da edilidade alfacinha, e preside, também por cerca de dois meses, a Comissão Administrativa da autarquia. Entre 2006 e 2008 exerce a função de presidente do conselho de administração da Empresa Pública de Estacionamento de Lisboa (EMEL).



CPLP é prioridade política para Portugal, diz novo ministro dos Negócios Estrangeiros


O novo Governo português reafirma o empenho na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sendo que vai apresentar em 2016 um nome para suceder ao diplomata moçambicano Murade Murargy na liderança do secretariado executivo.

A intenção foi expressa pelo novo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, que concretizou esta segunda-feira o seu primeiro ato público com uma visita à sede da CPLP, em Lisboa, onde se reuniu com Muragy e com os representantes dos nove Estados-membros da comunidade lusófona. “Quis que a minha primeira visita fosse à sede da CPLP. É uma visita de cortesia, para assinalar, política e publicamente, o máximo empenhamento de Portugal no desenvolvimento dos laços que unem todos os Estados-membros em torno da Língua Portuguesa na CPLP”, afirmou Santos Silva, citado pela agência Lusa.

Saudando o trabalho de cooperação já feito pela própria CPLP, o novo chefe da diplomacia portuguesa lembrou que Portugal está a contribuir na elaboração, em curso, da nova visão estratégica da comunidade, processo que disse esperar estar concluído antes de março de 2016. “A nova visão estratégica significará um novo horizonte entre os Estados-membros e para a afirmação da CPLP. Portugal tem estado empenhadíssimo e assim continuará. A nossa expectativa é a de que, no encontro ministerial de Lisboa, a 17 de março de 2016, se possa concluir esse trabalho, a tempo de poder ser apresentada aos chefes de Estado e de Governo na cimeira de julho, no Brasil”.

Sobre a sucessão de Murade Murargy, que termina em julho próximo o segundo mandato à frente do secretariado executivo, Santos Silva referiu que cabe a Portugal apresentar “um candidato ou candidata”, mas sem avançar nomes. “Essa proposta será feita para que o novo secretário-executivo esteja tanto à altura dos desafios que a CPLP enfrenta como à altura da qualidade dos secretários-executivos anteriores”, sublinhou, garantindo que a “política externa portuguesa tem sido marcada pela continuidade. Todos os partidos políticos portugueses estão de acordo nos princípios e valores gerais” que a guiam, pelo que “há um grande consenso em termos das grandes linhas de atuação, e a marca será a continuidade”.

07-12-2015


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Angola acaba de assumir a presidência rotativa de um ano das autoridades de inspeção económica e segurança alimentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em substituição de Moçambique

Ministério Público português vai ter sistema informático que deteta lavagem de dinheiro


Um novo sistema informático vai alertar as autoridades portuguesas para a lavagem de dinheiro. A ferramenta deverá entrar em funcionamento já no início do próximo ano e vai ligar Ministério Público, bancos e seguradoras.

O Ministério Público português vai criar em 2016 um sistema informático que deteta depósitos suspeitos, e vai ligar o Ministério a bancos e seguradoras.

Nos depósitos acima de mil euros que levantem suspeitas de lavagem de dinheiro a informação vai ser cruzada, através da ferramenta informática, entre o Ministério Público, a banca e as seguradoras.

O Diário de Notícias avança que a medida está inscrita no plano de atividades para 2016 do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). Fonte da Procuradoria-Geral da República (PGR) explicou ao jornal que o objetivo é ter “a transmissão automatizada ao Ministério Público das comunicações de branqueamento – por parte das entidades financeiras e não financeiras e o registo automático dos dados no sistema informático do DCIAP”.

A regra em vigor prevê que as entidades financeiras e não financeiras avisem a PGR ou a Polícia Judiciária quando surge alguma suspeita.

07-12-2015


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