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O mérito das boas equipas é tanto maior quanto o seu trabalho implica a capacidade de superação da competência individual e a demonstração de competência em termos de critérios complexos como interdependência, partilha e complementaridade.
"Pode aprender-se a ser um melhor líder com toda a gente. Pode-se ir estudar uma orquestra. Pode-se estudar uma equipa de basquetebol, um negócio, o que quer que seja.” - Mike Kryzewski, coach da equipa olímpica de basquetebol dos EUA.
As boas equipas são, portanto, valiosas por facilitarem o alcance desta diversidade de critérios organizacionais relevantes.
O mérito das boas equipas é tanto maior quanto o seu trabalho implica a capacidade de superação da competência individual e a demonstração de competência em termos de critérios complexos como interdependência, partilha e complementaridade. Equipas competentes, por outras palavras, são mais que uma coleção de indivíduos competentes.
Para melhor compreender os segredos das boas equipas, seguimos os conselhos de Karl Weick (se quer aprender sobre organizações estude outra coisa qualquer) e de John Kay (alcançamos melhor um objetivo se o abordarmos obliquamente).
Assim, em vez de estudar o que a literatura nos diz sobre equipas nas organizações, decidimos estudar como funcionam certas equipas em domínios que não as organizações empresariais.
Escolhemos três domínios: o desporto, a música (em particular o jazz) e as forças de elite.
Para cada domínio, convidámos especialistas a juntarem-se a nós. Procuremos então, caro leitor, descodificar os segredos das boas equipas começando pelo desporto.

EQUIPAS DESPORTIVAS: 1, X, 2
"Toda a dinâmica da equipa [no desporto] é semelhante à dos negócios. A liderança é algo que se conquista.” - James McNerney, ex-CEO da Boeing
O desporto oferece um terreno propício para o estudo do funcionamento das equipas e das organizações, por várias razões.
Primeira: muitos desportos são desportos de equipa. Logo, exigem capacidades de funcionamento em equipa.
Segunda: as equipas desportivas expõem, de forma rápida, processos que noutros contextos são mais difíceis de observar. Por exemplo, o papel do líder emerge mais facilmente como bode expiatório. O processo poderá ser semelhante no desporto e nas empresas. Mas, no desporto, ocorre em regime de alta velocidade: uma sequência de derrotas num curto espaço de tempo pode ser suficiente para desqualificar um treinador. Diferentemente, nas empresas, podem ser necessários vários trimestres – e, na vida política, vários anos ou ciclos eleitorais.
Terceira: no desporto, os membros da equipa recebem feedback de formas explícitas e regulares. Não precisam de esperar por avaliações de desempenho anuais. As métricas de desempenho são muito simples e claras: 1, X, 2. Isso clarifica relações de causa-efeito [6].
Quarta: no desporto, a componente emocional da atividade é, com frequência, saliente. O desporto é uma fonte de identificação, de catarse, de emoção. Um adepto desportivo, tal como o membro de uma equipa, pode expressar emoções de forma extrema: gritar, dançar, praguejar, gesticular.
Quinta: no desporto, deseja-se que os participantes “vistam a camisola”, isto é, que se identifiquem incondicionalmente com a organização.
A discussão de equipas desportivas escolhidas pelos participantes (FC Barcelona; o Sporting dos Cinco Violinos; Chicago Bulls de Phil Jackson; seleção portuguesa de 2004; All Blacks) permitiu identificar algumas linhas de análise:
• Algumas destas equipas têm ligações fortes com alguma entidade externa que as enquadra e lhes dá sentido. Esta ligação era visível nas bandeiras espalhadas por Portugal durante o Euro 2004, ou na identidade do Barcelona como “más que un club” – isto é, mais que um clube, uma bandeira da Catalunha. Os Springboks de 1995, retratados no filme Invictus, foram o símbolo emblemático de uma nova República da África do Sul.
• As melhores equipas têm um estilo, uma idiossincrasia – quer se trate das harmonias do quinteto dos violinos sportinguistas, quer do tiki taka, o futebol rendilhado do Barcelona de Pep Guardiola.
• As boas equipas têm escola. O futebol total do Barcelona vem do tempo de Cruyff, o lendário ex-jogador e treinador holandês do emblema catalão. O estilo é cultivado na escola de La Masia. Jesus Correia, um dos violinos sportinguistas, e avô de um dos participantes do exercício que originou este texto, terá sido, porventura, o primeiro de uma escola de grandes avançados extremos – uma linhagem que continuou com jogadores como Futre, Simão, Figo, Quaresma e Cristiano Ronaldo.
• As equipas de sucesso contêm, paradoxalmente, desejo de mudança e vontade de continuidade. Os Chicago Bulls de Phil Jackson tiveram duas séries vitoriosas. Dois jogadores estiveram em ambas as séries, assegurando a evolução na continuidade.
• Nas boas equipas, coexistem vários capitães. Mano Menezes, treinador da seleção brasileira de futebol, explicou o ponto: “um grupo precisa de muitos líderes. Envergar a braçadeira é meramente simbólico, no sentido em que a liderança deve ser exercida em campo por vários jogadores.
Aqueles que têm uma trajetória mais importante pela sua experiência, pelo seu conhecimento dos jogadores do grupo, pela sua técnica – porque a liderança também é técnica em determinados momentos – assumirão esse papel”.
As observações anteriores suscitam algumas questões relevantes para a gestão de equipas nas organizações:
• As nossas equipas sentem que participam em algo maior do que elas próprias? Têm sentido de missão? Ou são simplesmente máquinas de fazer dinheiro para os acionistas, sendo os “jogadores” e os “adeptos” meros instrumentos dessa maquinaria?
• As nossas equipas têm um estilo? O que é o estilo de uma boa equipa? Por outras palavras, temos equipas com marca, da mesma forma que algumas organizações têm líderes com marca? As nossas equipas têm uma identidade própria na qual os “jogadores” e os “adeptos” gostem de se rever?
• Temos escola de formação de equipas? Avaliamos o desempenho de equipas – ou apenas de indivíduos? A equipa fomenta, em instinto quase genético, a aprendizagem permanente, a partilha de conhecimentos e experiência?
• Asseguramos a necessária continuidade? Valorizamos a mudança? Ou deixamos que as equipas cristalizem numa paz podre que não produz resultados? As equipas recebem feedback rápido.
EQUIPAS NA MÚSICA: A DIFERENÇA QUE FAZ A DIFERENÇA
A música tem sido uma fonte de inspiração para a compreensão do funcionamento organizacional: “O funcionamento de uma big band ou de uma small band levanta desafios de participação, interatividade e coordenação que surgem tipicamente no desenvolvimento regular de uma economia de mercado” – explicou António Pinto Barbosa, professor de economia na Nova SBE e músico dos Lisbon Swingers.
Em alguns casos, a música tem sido usada como metáfora, quer se trate da visão da organização como orquestra sinfónica ou como combo de jazz , quer da análise do estilo de atuação de líderes como Miles Davis ou como o maestro Claudio Abbado – descritos, respetivamente, como catalisador de inovações e facilitador supremo.
A liderança musical é uma cornucópia para o estudo da liderança organizacional. Como explicou o músico Tiago Bettencourt, dos Toranja, “tem de haver sempre um líder numa banda para um concerto ter ritmo e coerência”. Por outro lado, com esta banda temos sempre os nossos momentos de improvisação, onde não há propriamente nenhum líder e confiamos no instinto uns dos outros para levar a música a sítios que não planeámos”.
As observações anteriores e a discussão de bandas escolhidas pelos participantes (Smiths; Beatles; Queen; Xutos e Pontapés; U2) permitiram identificar algumas linhas de análise relevantes para a gestão de equipas nas organizações:
• A liderança musical é um processo partilhado, coletivo. Sem essa liderança coletiva, não há uma banda – mas um bando.
• A gestão pode inspirar-se no jazz para aprender sobre a importância de heurísticas e estruturas mínimas.
• A individualidade e a diferença são uma fonte de criatividade. Ambas devem ser respeitadas. Uma boa banda é um veículo – não um obstáculo – para a expressão individual.
• Muito trabalho de equipa é preparado nos “bastidores”. Um bom músico toca com os outros, mas também pratica individualmente – para se destacar a si próprio, mas também para destacar a banda.
• Numa boa equipa, todos fazem solos e todos apoiam, criam contexto.
• Uma boa equipa é aquela cujos membros não param de se escutar mutuamente.
• Uma boa equipa/banda é aquela que arrisca e busca a diferença. A diferença faz a diferença.
• Alguns grupos swingam; outros não.
FORÇAS DE ELITE: DOS FRACOS NÃO REZA A HISTÓRIA
“Nos US Marines, cada membro é treinado para liderar.” - Jon Katzenbach
Jon Katzenbach, autor de The Wisdom of Teams: Creating the High-Performance Organization, considera que as unidades militares de elite são excelentes lugares para encontrar verdadeiras equipas. A existência de uma hierarquia clara não é um obstáculo à emergência de líderes quando eles são necessários para tarefas específicas.
A decisão de estudar as equipas em contexto militar baseou-se numa observação simples, aliás já discutida pela literatura das organizações: as Forças Armadas são vulgarmente apresentadas como organizações hierárquicas, mecanicistas e rígidas, mas esta metáfora nem sempre é uma descrição justa da realidade.
Certas unidades das Forças Armadas e de segurança operam em teatros de enorme risco e imprevisibilidade, circunstâncias que invalidam a abordagem mecanicista e requerem organicismo, improvisação e “desrespeito” pela hierarquia. A necessidade de os líderes militares desenvolverem competências relacionais é equivalente (ou até superior) à necessária noutras organizações. A escolha óbvia para aprender com equipas militares que não operam de acordo com a metáfora tradicional recai sobre forças ditas especiais. Também estas estruturas requerem mais, e não menos, empoderamento. Ou seja, as equipas militares podem ser uma fonte de aprendizagem para outros contextos organizacionais.
Estas forças operam nos modernos teatros de guerra, de acordo com um conjunto de princípios apresentados no manual doutrinário do corpo de Marines dos EUA, Warfighting. A aplicação desses princípios às empresas foi discutida por Clemons e Santamaria. Um dos elementos mais valiosos na transposição do caso militar para o ambiente dos negócios é o facto de se tratarem frequentemente de ambientes caóticos e altamente voláteis – ambíguos, embora com enorme abundância informacional, fluidos e incontroláveis. As manobras militares oferecem pois, diversos princípios potencialmente válidos para a gestão de empresas:
• Aponte às vulnerabilidades críticas do inimigo, identifique o respetivo calcanhar de Aquiles e centre aí o seu esforço, sem demoras.
• Seja arrojado. Pense alto. Não produza a autolimitação da equipa.
• Surpreenda. Surpreenda o alvo, mas esteja preparado para ser surpreendido. Ou seja, arranje forma de não ficar surpreendido com surpresas.
• Concentre. Concentre o seu poder de fogo no que é importante. Não disperse recursos de forma desnecessária.
• Descentralize decisões.
• Mostre rapidez. Na guerra, como no negócio, o tempo é uma arma poderosa. Dos lentos não reza a História.
• Combine armas. Não pense no seu arsenal de forma desgarrada. Veja como combinar poder de fogo de forma inovadora.
As observações anteriores e a discussão de forças escolhidas pelos participantes (BOPE; GOE; Hashishin; Guerreiros Jaguar; Legião Estrangeira) permitiram identificar algumas linhas de análise relevantes para a gestão de equipas nas organizações:
• A sensação de fazer parte de um corpo de elite ajuda a cimentar orgulho na equipa e na organização.
• Um treino duro gera espírito de corpo. Não é com “panos quentes” que se adquire resiliência coletiva. É esta que pode permitir à equipa e à organização transformar o veneno em remédio.
• Um sentimento de pertença a algo mais vasto infunde significado (os Guerreiros Jaguar do Império Asteca eram ungidos pelo chefe militar supremo Tlatoani).
• O desejo de superação é necessário. No caso do BOPE, o “cemitério dos aspiras” simboliza a necessidade de os que falharam a entrada naquela “tropa de elite” de voltarem a tentar.
• A confiança nos camaradas é crítica: o treino de tiro face-a-face no GOE é tanto um exercício de perícia como de confiança.
Miguel Pina e Cunha é professor catedrático na Nova School of Business and Economics.
Nadim Habib é CEO da Nova Executivos, Nova School of Business and Economics.
Arménio Rego é professor na Universidade de Aveiro.
Pedro L. Almeida é professor no ISPA-IU e psicólogo no SL Benfica.
António Abrantes é COO na Nova School of Business and Economics.
Miguel Faro Viana é assessor da Direção de Segurança da REFER.
Patrícia Palma é sócia-gerente da Planet People.
Paulo Lourenço Afonso é capitão-de-fragata da Marinha Portuguesa e chefe do departamento de formação em comportamento organizacional da Escola de Fuzileiros.
A personalidade
Andrew Carnegie nasceu em 1835 em Dunfermline, na Escócia. Depois de ter imigrado para os EUA, trabalhou nos caminhos-de-ferro em diferentes funções, tendo-se tornado num dos maiores industriais do capitalismo norte-americano.
Trabalhou desde criança e ainda jovem já tinha ambições de alcançar o topo. Falhou no início. No entanto, persistiu e conseguiu chegar ao topo no mundo dos negócios. Com aproximadamente 1,60m, falava com energia, tinha opiniões fortes, era provocador e de raciocínio rápido para compreender o que lhe interessava. Carnegie agia como um investidor ávido do mercado de capitais. Graças ao seu instinto para os negócios e às boas relações com políticos em Washington, fechou acordos milionários. A sua ascensão é o clássico conto norte-americana do homem que enriqueceu do nada.
Aos 17 anos ingressou numa empresa de caminhos-de-ferro, a Pennsylvania Railroad. Aprendeu com o seu chefe, Thomas Scott, o espírito do empreendedorismo. Aos 24 anos, Andra, como a mãe o chamava, tornou-se superintendente da Divisão Ocidental Ferroviária da Pensilvânia. Em 1865 demitiu-se do emprego para fundar a sua própria empresa, a Companhia de Aço Carnegie. Fundou a Keystone Bridge Works que construiu a primeira ponte de ferro de Ohio, e a Union Iron Mills em 1868.
Em 1889 era dono da Carnegie Steel Corporation, a maior na sua área a nível mundial.
Através da Companhia de Aço Carnegie, e aplicando os conhecimentos adquiridos com Thomas Scott, investiu fortemente no processo Bessemer de fabricação de aço e atingiu o total domínio da indústria metalúrgica da cidade de Pittsburgh. Após a Guerra Civil, o magnata passou a ditar os preços para o aço, para os vagões de comboio e para o mercado imobiliário criado pelas rotas ferroviárias nos EUA. Em 1901, Andrew Carnegie vendeu a empresa siderúrgica Carnegie ao banqueiro J. P. Morgan por 480 milhões de dólares e tornou-se num dos homens mais ricos do mundo. Carnegie é considerado o segundo homem mais rico de todos os tempos.
Em 1901 vendeu as suas empresas e dedicou-se à filantropia, incluindo a criação da Universidade Carnegie-Mellon em 1904. Mesmo depois de ser um dos homens mais ricos do mundo, sempre se preocupou com a justiça social e pregou o exercício da filantropia. Carnegie é tido como o primeiro empresário a declarar publicamente que os ricos têm a obrigação moral de repartir as suas fortunas acumuladas.
A sua primeira doação foi realizada na sua terra natal, Dunfermline. Ajudou a construir 2800 bibliotecas nos Estados Unidos, museus, salas de concerto, montou fundações, fez doações para instituições de educação, construiu o famoso Carnegie Hall e o Peace Palace. Os seus esforços manifestaram-se em várias formas de filantropia, entre eles a Carnegie Institute of Pittisburgh (1896), a Carnegie Institution of New York (1902) e a Carnegie Corporation of New York (1911). Em 1910 criou a Carnegie Endowment for International Peace, instituição não lucrativa direcionada para o entendimento diplomático das nações, que vigora até hoje.
Em 1898, o magnata escocês escreveu o manual O Evangelho da Riqueza, onde defendia a riqueza em excesso como um fundo de confiança a ser administrado em benefício da comunidade.
Carnegie foi um dos maiores defensores da Liga das Nações, a primeira organização mundial nos moldes da ONU. Morreu em Lenox, Massachusetts (EUA), aos 83 anos. Havia cumprido a sua missão social doando em vida mais de 350 milhões de dólares.
Ninguém será grande líder se quiser fazer tudo sozinho ou ter todos os louros por o ter feito.” -- Andrew Carnegie
Sugestão de leitura
Andrew Carnegie nasceu em 1835 em Dunfermline, na Escócia. Depois de ter imigrado para os EUA, trabalhou nos caminhos-de-ferro em diferentes funções, tendo-se tornado num dos maiores industriais do capitalismo norte-americano. Trabalhou desde criança e ainda jovem já tinha ambições de alcançar o topo. Falhou no início. No entanto, persistiu e conseguiu chegar ao topo no mundo dos negócios. Com aproximadamente 1,60m, falava com energia, tinha opiniões fortes, era provocador e de raciocínio rápido para compreender o que lhe interessava. Carnegie agia como um investidor ávido do mercado de capitais. Graças ao seu instinto para os negócios e às boas relações com políticos em Washington, fechou acordos milionários. A sua ascensão é o clássico conto norte-americana do homem que enriqueceu do nada. Aos 17 anos ingressou numa empresa de caminhos-de-ferro, a Pennsylvania Railroad. Aprendeu com o seu chefe, Thomas Scott, o espírito do empreendedorismo. Aos 24 anos, Andra, como a mãe o chamava, tornou-se superintendente da Divisão Ocidental Ferroviária da Pensilvânia. Em 1865 demitiu-se do emprego para fundar a sua própria empresa, a Companhia de Aço Carnegie. Fundou a Keystone Bridge Works que construiu a primeira ponte de ferro de Ohio, e a Union Iron Mills em 1868. Em 1889 era dono da Carnegie Steel Corporation, a maior na sua área a nível mundial. Através da Companhia de Aço Carnegie, e aplicando os conhecimentos adquiridos com Thomas Scott, investiu fortemente no processo Bessemer de fabricação de aço e atingiu o total domínio da indústria metalúrgica da cidade de Pittsburgh. Após a Guerra Civil, o magnata passou a ditar os preços para o aço, para os vagões de comboio e para o mercado imobiliário criado pelas rotas ferroviárias nos EUA. Em 1901, Andrew Carnegie vendeu a empresa siderúrgica Carnegie ao banqueiro J. P. Morgan por 480 milhões de dólares e tornou-se num dos homens mais ricos do mundo. Carnegie é considerado o segundo homem mais rico de todos os tempos. Em 1901 vendeu as suas empresas e dedicou-se à filantropia, incluindo a criação da Universidade Carnegie-Mellon em 1904. Mesmo depois de ser um dos homens mais ricos do mundo, sempre se preocupou com a justiça social e pregou o exercício da filantropia. Carnegie é tido como o primeiro empresário a declarar publicamente que os ricos têm a obrigação moral de repartir as suas fortunas acumuladas. A sua primeira doação foi realizada na sua terra natal, Dunfermline. Ajudou a construir 2800 bibliotecas nos Estados Unidos, museus, salas de concerto, montou fundações, fez doações para instituições de educação, construiu o famoso Carnegie Hall e o Peace Palace. Os seus esforços manifestaram-se em várias formas de filantropia, entre eles a Carnegie Institute of Pittisburgh (1896), a Carnegie Institution of New York (1902) e a Carnegie Corporation of New York (1911). Em 1910 criou a Carnegie Endowment for International Peace, instituição não lucrativa direcionada para o entendimento diplomático das nações, que vigora até hoje. Em 1898, o magnata escocês escreveu o manual O Evangelho da Riqueza, onde defendia a riqueza em excesso como um fundo de confiança a ser administrado em benefício da comunidade. Carnegie foi um dos maiores defensores da Liga das Nações, a primeira organização mundial nos moldes da ONU. Morreu em Lenox, Massachusetts (EUA), aos 83 anos. Havia cumprido a sua missão social doando em vida mais de 350 milhões de dólares. Ninguém será grande líder se quiser fazer tudo sozinho ou ter todos os louros por o ter feito.” -- Andrew Carnegie [Topo]
Título (EUA) : The Autobiography of Andrew CarnegieAutor: Andrew Carnegie Editor: CreateSpace Independent Publishing Platform Páginas: 342 The industrialist, businessman, and philanthropist Andrew Carnegie (1835 - 1919) established a gospel of wealth that can be neither ignored nor forgotten, and set a pace in distribution that succeeding millionaires have followed as a precedent. In the course of his career he became a nation-builder, a leader in thought, a writer, a speaker, the friend of workmen, schoolmen, and statesmen, the associate of both the lowly and the lofty. But these were merely interesting happenings in his life as compared with his great inspirations - his distribution of wealth, his passion for world peace, and his love for mankind. Here is his life story as told by Carnegie himself. [Topo]
As pessoas que não são capazes de se auto-motivarem terão de se contentar com a mediocridade, independentemente de quão impressionantes sejam os seus outros talentos. -- Andrew Carnegie [Topo]
- O valor do trabalho árduo Andrew Carnegie deixou bem claro na sua vida que o trabalho árduo continuado é o caminho certo. Foi através dele que se fez notar aos seus superiores que o promoveram sendo ainda muito jovem. O segredo do sucesso passa pelo trabalho árduo e continuado do líder e das equipas que lidera. - Não se trada do que conhece mas de quem conhece Andrew Carnegie compreendeu a importância deste princípio e investiu e desenvolveu a sua rede de networking, procurando conhecer figuras proeminentes da sua comunidade sempre que lhe fosse possível. Segundo este, o importante não é só saber o máximo que possa mas também conhecer todos quanto possa. - Retribuir Aos 33 anos, Andrew Carnegie já se destacava, recebendo na altura 50.000 dólares ao ano. No entanto sentia-se vazio e só na sua riqueza. Isto fê-lo repensar toda a sua vida e assumir que uma vida centrada em nós mesmos é uma vida muito só. Segundoe ste, um líder deve ser uma fonte de bênçãos para quem o rodeia, colaboradores e equipas de trabalho. Dar e retribuir é fundamental, bem como ensinar as equipas a seguirem o mesmo exemplo com as suas vidas, no sentido de alcançarem o sucesso e um sentido de vida. [Topo]
A pessoa que adquire a capacidade de dominar a sua mente poderá conseguir qualquer outra coisa da qual será dono por direito."-- Andrew Carnegie |
Assim, em cerca de 10 a 15 anos, deu-se uma revolução tecnológica que permitiu que hoje comuniquemos tão facilmente à distância que é possível manter uma relação pessoal, e até profissional, com pessoas que nunca conhecemos pessoalmente.
Hoje em dia é mesmo possível conhecermos melhor uma pessoa através da sua presença na rede do que quando nascemos e vivemos sempre na mesma localidade.
As equipas virtuais são um realidade nos dias que correm, e o Talent as a Service (TaaS) parece estar para ficar. Megan M. Biro referiu recentemente que está hoje generalizada “a possibilidade de recrutar, individualmente ou empresarialmente, talentos a título individual ou grupos de talentos para um qualquer objetivo, em qualquer momento ou regularidade”.
Andersen lidera uma equipa quase totalmente virtual há cerca de 23 anos e partilha a sua experiência. Esta diz-nos que concorda com Megan M. Biro e que a sua equipa comunica largamente por telefone, email, sms e Skype, mas que entende que, apesar de todo este avanço tecnológico, para realmente ter uma equipa no real conceito da palavra continua a ser necessário passar algum tempo na presença física uns dos outros.
Embora “as pessoas tendam a ser mais autênticas, mais imparciais e mostrarem mais de si quando não estão cara-a-cara”, em termos de relacionamento e criação de laços entre a equipa continua a ser muitíssimo importante existir algum contacto e interação física.
Andersen partilha quatro aspetos que, na sua experiência, fazem a diferença e permitem potenciar a afinidade, criatividade e confiança quando se explora o mundo da TaaS:
- Encontrem-se regulamente enquanto equipa num todo
Andersen aconselha a reunirem-se pelo menos uma vez por ano, embora pense que deverá ser pelo menos duas vezes, e poderem experienciar a equipa como um todo.
- Reúna grupos mais pequenos com mais frequência
Andersen refere que, pela sua experiência, notou que “juntá-los em grupos mais pequenos para fazerem um trabalho importante gerava um sentimento de equipa ao nível de toda a equipa, como se toda a equipa assimilasse a energia gerada no pequeno grupo” que se tinha reunido.
- Aproveite quando estão no mesmo local
Andersen partilha que, sempre que ela o seu partner se encontram na mesma localidade fazem um esforço por se reunir e passarem algum tempo juntos. Também sempre que os seus consultores estão em Nova Iorque passam pelo escritório e convivem entre si depois do expediente. Como nos diz, "Todos estes pequenos momentos de contacto [presencial] criam uma rede de relacionamentos que nos aproximam ao longo do tempo em que não estamos juntos”.
- Use a forma de comunicação à distância que lhe ofereça maior interatividade
Andersen refere que pensa que o telefone é muito mais interativo que um email ou um sms, mas que o Skype ou as videoconferências são-nos mais que o telefone e que, como é óbvio, a interação cara-a-cara ainda mais que o Skype ou as videoconferências. Esta destaca este cuidade principalmente quando o que há para conversar envolve uma componente emocional. Assim, recomenda que, de modo a potenciar a interação, se recorra mais ao telefone, à videoconferência e ao frente a frente, de forma a criar oportunidades para construir e desenvolver a equipa.
Fonte: Forbes
Erika Andersen é fundadora e líder da Proteus International. Conta com diversas obras publicadas, como Growing Great Employees: Turning Ordinary People into Extraordinary Performers, Being Strategic: Plan for Success; Out-think Your Competitors; Stay Ahead of Change
e Leading So People Will Follow.
![]() Foi o próprio Sir Alex Ferguson que referiu David Moyes para o lugar, tendo obtido o consenso geral da administração do clube. Moyes assume o cargo a 1 de julho para um contrato de 6 anos. David Moyes, de 50 anos, liderou o Everton desde 2002 até ao momento. Sir Alex Ferguson, ao anunciar o seu sucessor, disse que... Quando falámos sobre os candidatos que reuniam as caraterísticas certas, fomos unânimes face a David Moyes. O David é um homem muito íntegro e com uma forte ética de trabalho. Há muito tempo que admiro o seu trabalho. Estive com ele em 1998 quando falámos sobre o lugar de Assistant Manager do clube. Era um homem jovem na altura, no auge da sua carreira, e desde essa altura que tem feito um magnífico trabalho no Everton. Não há qualquer dúvida que reúne todas as qualidades que esperamos de um líder deste clube”. Já Sir Bobby Charlton disse... Eu sempre disse que queríamos que o próximo líder fosse um genuíno homem do Manchester United. No David Moyes temos alguém que compreende o que torna este clube tão especial. Conseguimos assegurar um homem que se compromete por um longo período de tempo e que irá criar equipas para o futuro e para o agora. A estabilidade gera o sucesso. O David tem uma imensa força de caráter e reconhece a importância de integrar jovens jogadores e desenvolvê-los lado a lado com os talentos mundiais. Penso que o David se poderá revelar no United. Estou encantado por ele ter aceite e ansioso por trabalhar com ele.” Fonte: Manchester United |
![]() Sir Alex Ferguson diz em comunicado que "A decisão de me retirar foi muito pensada e seguramente não foi tomada de ânimo leve. Este é o momento certo para sair". "Era importante para mim sair deixando o clube com uma organização forte e acredito que o fiz. A qualidade desta equipa vencedora garante a continuidade do sucesso ao mais alto nível e por muito tempo". Dia 19 de maio será marcante na história do Manchester United. Sir Alex Ferguson sentar-se-á pela última vez no banco de suplentes do clube inglês no jogo o West Bromwich. Alex Ferguson chegou a Manchester em 1986 e em Old Trafford ajudou a conquistar, para além dos 13 títulos, cinco Taças de Inglaterra, quatro Taças da Liga inglesa e sete Supertaças inglesas. A nível internacional, liderou o Manchester United na conquista de duas Ligas dos Campeões, uma Taça dos Vencedores das Taças (prova já extinta), uma Supertaça europeia, uma Taça Tntercontinental e um Mundial de clubes. Agora, aos 71 anos, Ferguson diz ser tempo de "pagar tributo à minha família, cujo amor e apoio foi essencial. A minha mulher Cathy foi a figura-chave ao longo da minha carreira". E no seu comunicado adianta ainda que vai permanecer no Manchester United, embora noutros palcos, como diretor e embaixador do clube: "Com estas atividades, além de outras pessoais, será assim o meu futuro próximo". Saiba aqui mais sobre a personalidade. Leia o artigo "7 Lições de Liderança de Sir Alex Ferguson". Fonte: Expresso |
![]() A este junta-se também Luís Parreirão, que também será apontado para o Conselho de Administração da SATA. A indicação destes novos elementos por parte do Governo dos Açores acontece na sequência da saída de Vítor Fraga e Rui Quadros daquele Conselho de Administração. Licenciado em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores pelo IST, Francisco Gil, que será administrador para a área comercial do Grupo SATA, desempenha atualmente funções de Diretor Executivo da Associação Turismo Açores. Francisco Gil foi anterioremente administrador da NGV Promoção Imobiliária S.A., Diretor Geral da Aldeiaisilha Promoção Imobiliária S.A., consultor sénior da Leadership Business Consulting (Portugal), Consultor e Team-Leader da Motorola Portugal, Consultor da Oniway Infocomunicações Portugal, da NORTEL NETWORKS (Suiça – Espanha) e da ERICSSON España, S.A. e Engenheiro de Planeamento da Optimus Telecomunicações S.A. Já Luís Parreirão, advogado, licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, desempenhará funções como administrador para a área operacional do Grupo SATA, e conta com uma larga experiência em gestão de empresas, nomeadamente na componente operacional, destacando-se do seu percurso profissional o desempenho de funções como Presidente e CEO da Mota-Engil, Indústria e Inovação, S.A., Presidente e CEO do Conselho de Administração da Mota-Engil – Concessões de Transportes, SGPS, Presidente do Conselho de Administração e Administrador Executivo da Aenor, Operanor, Lusoscut, Presidente e CEO da ASCENDI, Concessões de Transportes, SGPS, entre outros cargos. Luís Parreirão foi ainda Secretário de Estado Adjunto e das Obras Públicas e Secretário de Estado da Administração Interna, desempenhando até à data as funções de consultor de empresas em processo de internacionalização. Fonte: Governo dos Açores |
Livro
Autor: Patrick Lencioni
Edição: Março, 2012
Páginas: 240
Editor: Jossey-Bass(EUA)
"The Advantage has more common sense in its 200 pages than I have ever found in a business book. A must-read." - Colleen Barrett, president emeritus, Southwest Airlines Co.; coauthor, Lead with LUV
"Here is the next business classic. Even the best leaders will read this and wonder, 'Why aren't we already doing this?" - Enrique Salem, president and CEO, Symantec
"We are doing what most said could not be done in a down economy—start and exponentially grow a business. Using Lencioni's model for organizational health is an everyday choice and a way of life for our company." - Liz Townsend, COO, My Fit Foods
"In The Advantage, Lencioni cuts through the corporate 'bull' that creates a culture of stonewalling and feet-dragging, and shows leaders at every level how to build up a culture of productivity and communication." - Dave Ramsey, New York Times best-selling author and nationally syndicated radio talk show host
Organizational health will one day surpass all other disciplines in business as the greatest opportunity for improvement and competitive advantage.
This is the promise of The Advantage, Patrick Lencioni's bold manifesto about the most unexploited opportunity in modern business. In his immensely readable and accessible style, Lencioni makes the case that there is no better way to achieve profound improvement in an organization than by attacking the root causes of dysfunction, politics, and confusion.
While too many leaders are still limiting their search for advantage to conventional and largely exhausted areas like marketing, strategy, and technology, Lencioni demonstrates that there is an untapped gold mine sitting right beneath them. Instead of trying to become smarter, he asserts that leaders and organizations need to shift their focus to becoming healthier, allowing them to tap into the more-than-sufficient intelligence and expertise they already have.
The author of numerous best-selling business fables including The Five Dysfunctions of a Team and Death by Meeting, Lencioni here draws upon his twenty years of writing, field research, and executive consulting to some of the world's leading organizations. He combines real-world stories and anecdotes with practical, actionable advice to create a work that is at once a great read and an invaluable, hands-on tool. The result is, without a doubt, Lencioni's most comprehensive, significant, and essential work to date.
Sobre o autor
Patrick M. Lencioni is founder and president of The Table Group, a management consulting firm specializing in organizational health and executive team development. As a consultant and keynote speaker, he has worked with thousands of senior executives in organizations ranging from Fortune 500 and mid-size companies to start-ups and nonprofits. Lencioni is the author of nine business books with over three million copies sold worldwide. He lives in the San Francisco Bay Area with his wife and four boys.
Excerto da entrevista da Forbes ao autor
In this age of informational ubiquity and nano-second change, it is no longer enough to build competitive advantage based on intelligence alone. Organizational health provides a foundational construct for maximizing human potential and aligning an organization around common objectives. The seminal difference between successful companies and mediocre ones has less to do with what they know and how smart they are and more to do with how healthy they are.
To start, healthy organizations are void of politics and confusion. This allows people, beginning with the leader, to learn from one another, identify critical issues and recover quickly from mistakes. Healthy organizations cycle through problems and rally around solutions much faster than their dysfunctional and political rivals. This advantage occurs because “health” has a few distinctive qualities that promote sustainable success. They include:
1. Health Begets Intelligence. An organization that is healthy will eventually get smarter over time. This is true because members of a healthy organization learn from one another, identify critical issues, and quickly recover from their mistakes. They cycle through problems faster without politics and confusion. Smarter companies don’t seem to get healthier by their intelligence. In fact, it may get in the way because leaders who primed themselves on intelligence often struggle to acknowledge their flaws and learn from peers. They aren’t as open and transparent with one another, which delays recovery from mistakes and fuels politics. A healthy organization learns from its mistakes, handles critical issues with confidence and continues to grow and get more effective.
2. The Multiplier Effect. Addressing organizational health provides an incredible advantage to companies because ultimately health becomes the multiplier of intelligence. The healthier an organization is, the more of its intelligence it is able to tap into and actually use. Most organizations only exploit a fraction of the knowledge, experience and intellectual capital available to them. The healthy ones tap into all of it. A healthy organization as a whole is greater than it the sum of its parts because of this multiplier.
3. Guiding Principles. By taking the steps to become healthy, the organization must become aligned around the six critical questions fundamental to any business. The answers to the six questions provide all employees clarity and confidence to behave and act in the organizations best interest because all employees know who they, what they are trying to accomplish and how to go about it.
If someone were to offer me one single piece of evidence to evaluate the health of an organization, I would not ask to see its financial statements, review its product line, or even talk to its employees or customers; I would want to observe the leadership team during a meeting. This is where values are established, discussed, and lived and where decisions around strategy and tactics are vetted, made, and reviewed. Bad meetings are the birthplace of unhealthy organizations, and good meetings are the origin of cohesion, clarity, and communication.
Leia aqui a entrevista na íntegra.
Patrick Lencioni, autor de diversos pequenos livros de gestão e liderança em jeito de fábulas, reúne neste livro todo o seu conhecimento e experiência acerca da saúde organizacional de uma empresa. Neste associa a teoria à prática, apresentando uma proposta clara e objetiva para que o líder potencie e mantenha a saúde da sua organização, acompanhada ainda por diversos casos práticos de empresas que foram suas clientes e onde esta sua proposta foi posta em prática.
Segundo Lencioni, para criar esta vantagem, as empresas que são saudáveis ou estão a trabalhar nesse sentido, devem por em prática quatro princípios:
1. Criar uma equipa de trabalho coesa.
Uma equipa coesa gera confiança, elimina atritos e aumenta a sua eficiência através do grande conhecimento que têm sobre as debilidades e os pontos fortes de cada um, gere os seus conflitos ideológicos de forma construtiva, apoiam-se e comprometem-se uns com os outros através dos seus comportamentos e ações e comprometem-se para com as decisões do grupo.
3. Reforçar a clareza da comunicação na totalidade da empresa.
As organizações saudáveis alinham todos os seus colaboradores com a empresa. Conseguem-no ao comunicarem claramente as informações-chave com todos os colaboradores, repetindo-as sempre que seja oportuno, fazendo-o da forma mais simples e que menos dê azo a confusões ou interpretações erradas e através dos mais variados meios. Todas as mensagens devem ser passadas diretamente e quantas vezes forem necessárias até que todos as tenham ouvido.
4. Insistir na clareza da comunicação.
As organizações mantêm a sua saúde ao garantirem uma coerência em termos de contratações, desempenho da gestão, atribuição de prémios e louvores e de despedimentos.
"The single greatest advantage any company can achieve is organizational health. Yet it is ignored by most leaders even though it is simple, free, and available to everyone who wants it."
![]() O Chefe do Executivo procedeu ainda à exoneração de Armando da Cruz Neto, do cargo de governador da província de Benguela, Isaac Francisco Maria dos Anjos, do cargo de governador da província do Namibe, e Armando Manuel, do cargo de secretário do Presidente da República para os Assuntos Económicos. Por outro lado, José Eduardo dos Santos nomeou Armando Manuel, para o cargo de ministro das Finanças, Waldemar Pires Alexandre, para o cargo de ministro da Construção. Nomeou ainda Manuel da Cruz Neto, para o cargo de secretário-geral do Presidente da República, Isaac Francisco Maria dos Anjos, para o cargo de governador da província de Benguela, e Rui Luís Falcão Pinto de Andrade, para o cargo de governador da província do Namibe. O Presidente da República nomeou igualmente Sérgio de Sousa Mendes dos Santos, para o cargo de secretário do Presidente da República para os Assuntos Económicos, Domingos Manuel Eduardo para o cargo de vice-governador da província de Malanje para o Sector Económico, e Gabriel Domingos António Pontes, para o cargo de vice-governador da província de Malanje para os Serviços Técnicos e Infraestruturas. Manuel Campo foi nomeado para o cargo de vice-governador da província de Malanje para o Sector Político e Social e José Alberto Puna Zau para o cargo de diretor do Gabinete Técnico de Coordenação da Requalificação e Reconversão Urbana do Perímetro Costeiro Demarcado da Cidade de Luanda. O Chefe de Estado nomeou também José Chinjamba para o cargo de administrador do Conselho de Administração da Agência Nacional de Investimento Privado (Anip). Fonte: AngolaPress |
![]() O diplomata moçambicano foi distinguido pela sua contribuição em questões internacionais de grande relevo e pela defesa dos países em desenvolvimento da Commonwealth, particularmente dos interesses do nosso país. A distinção é conferida pela revista britânica “Diplomatic Magazine". Fonte: Radio Moçambique |
Gareth Jones, do Centre for Management Development da London Business School, conduziu um estudo junto de cerca de mil pessoas no sentido de apurar o que é que estas esperam dos seus líderes e assim potenciar a liderança e a sua eficácia.
Segundo o docente, estamos a atravessar uma crise de confiança, em que sentimos cada vez mais dificuldade em confiar. Isto aplica-se aos políticos e, obviamente, aos líderes empresariais.
Jones diz-nos que “o que necessitamos é de excelentes desempenhos em que os líderes façam frente às nossas dificuldades.”
E o que é a liderança eficaz? Para Gareth Jones é aquilo que leva as pessoas a terem um desempenho excecional – algo que necessitamos em todas áreas da sociedade, especialmente nas organizações. E acrescenta que “o desempenho excecional nas organizações não é um luxo mas uma técnica de sobrevivência”.
Do estudo realizado foi apurado que as pessoas procuram quatro aspetos nos seus líderes:
Comunidade. Sentirem-se parte da equipa que integram.
Autenticidade. Querem ser lideradas por alguém genuíno e em quem confiem.
Significado. Esperam que o líder valorize a sua contribuição para o todo.
Entusiasmo. Querem sentir-se motivados.
O professor universitário convida todos os líderes a perguntarem a si mesmos se estão entusiasmados e se são genuínos. Para Gareth Jones, a liderança é um conjunto de desempenhos genuínos. Todos os líderes têm a capacidade de gerar lucro nas suas empresas e de enriquecer muitas vidas. Como refere, “é sempre difícil mas vale sempre o esforço.”

Gareth Jones conta com uma vasta carreira, quer universitária quer empresarial. Começou por lecionar economia e estudos sociais na Universidade East Anglia, tendo posteriormente integrado a London Business School, onde se juntou ao Organisational Behaviour Group, e foi diretor do Accelerated Development Programme. Ao pretender uma experiência empresarial, integrou a Polygram, onde foi senior vice president do departamento global de RH em mais de 30 países. Em 1996 voltou ao meio académico, na Henley, onde também fez parte do board of governors. Em seguida assumiu funções como diretor de RH e comunicações internas da BBC. É professor no Instituto de Empresa em Madrid. É ainda membro do Centre for Management Development da London Business School. Autor de diversos livros best sellers, escreve regulamente para a Harvard Business Review. Fundou e dirige a Creative Management Associates (CMA).
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A direção da Ampemebe é composta por Carlos Lopes, empossado presidente da mesa da assembleia-geral, Ngau Afonsina, vice-presidente, e , secretário-geral. Tomaram posse como presidente e vice-presidente da direção Africano Noé Pedro e Isabel Pegado.Ao discursar na cerimónia, a vice-presidente da mesa da assembleia-geral, Ngau Afonsina, disse ser objetivo da Ampemebe organizar os empresários e procurar legalizar o exercício das suas atividades. A associação empresarial serve de elo entre pequenos empresários e comerciantes com os bancos comerciais, sobretudo para a obtenção de crédito destinado ao fomento da agricultura, pesca artesanal e indústria. Por sua vez, o presidente da direção da Ampemebe, Africano Pedro, referiu que uma das apostas da é o desenvolvimento de ações de carácter formativo, para melhoria da atividade comercial. Também consta das prioridades a criação de uma sala que vai dedicar-se, essencialmente, à formação do empresariado local e a fomentar cursos em gestão empresarial e recursos humanos. Fonte: Jornal de Angola |
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Quais os pontos fortes que um bom líder em gestão de empresa pública deve potenciar? No atual contexto, em que temos de ser capazes de fazer mais com menos recursos, a motivação das equipas tem de ser um elemento constante de qualquer liderança. Trabalhar para que os colaboradores se identifiquem com a missão da empresa, criando mecanismos de comunicação regulares e de proximidade, imprimindo uma relação causal entre os serviços prestados e os resultados obtidos, são importantes para essa motivação. Não existindo margem para recompensar financeiramente o mérito, há que saber capitalizar o talento, ouvindo os colaboradores, incentivando a recolha de sugestões e de ideias, envolvendo-os na tomada de decisões e na definição da estratégia da organização. Adicionalmente, tem de saber trabalhar em rede, de forma colaborativa, com outras organizações, aproveitando diversas valências institucionais que facilitem a missão da empresa. Além de que um líder, por mais preparado que esteja e convicto das suas ideias, não deve fazer tábua rasa do que encontra quando inicia funções. As instituições têm memória e não se deve ignorar que existe trabalho feito para trás. E os pontos fracos proibitivos? São para combater e desmantelar. Qual foi a maior conquista da AICEP sob o seu comando? Considero os processos de captação de investimento em que estive envolvido uma vitória do País e dos investidores, e não exclusiva minha ou da AICEP. Prefiro referir que, neste mandato, a AICEP conseguiu incitar com sucesso mais empresas portuguesas a aceitarem os desafios da internacionalização, por um lado, e a diversificação de mercados, por outro. No primeiro caso, registo com satisfação que encarteirámos mais de 2 mil empresas para a internacionalização, alargando a base exportadora nacional (acompanhamos agora cerca de 11 mil empresas); quanto à diversificação de mercados, fazendo uma leitura antecipatória da estagnação europeia, abrimos três novas delegações, passámos a cobrir mais oito mercados e organizámos mais de 20 missões empresariais a mercados extracomunitários, tendo sido esta componente que mais tem contribuído para o crescimento das exportações. E o maior risco? Em termos de desafio, talvez o processo de integração da rede comercial da AICEP na rede diplomática e consular, não tanto pela orgânica ou pelo processo, mas sim pela mudança de paradigma que representa na dinâmica de internacionalização da economia portuguesa. Que características promove de Portugal quando tenta atrair investidores estrangeiros a apostar no país? Portugal, felizmente, possui um conjunto de características que são atrativas para os investidores estrangeiros e que fazem parte da narrativa de captação de investimento que damos a conhecer por esse mundo fora. Desde logo, a nossa posição geoestratégica e a capacidade que temos de estabelecer pontes com outros países ou comunidades de países, como é o caso da lusofonia. O acesso que proporcionamos aos mercados europeus, a alguns mercados africanos e da América Latina e também ao mundo que fala português, nos respetivos países que a têm como língua oficial, e à diáspora, é um dos nossos maiores ativos como país. Adicionalmente, possuímos excelentes infraestruturas de transportes, de comunicações e logísticas, que posicionam o nosso país como uma plataforma exportadora altamente competente e competitiva. Temos excelentes recursos humanos e uma ligação crescente das universidades às empresas, liderando avanços importantes em termos de investigação científica e tecnológica conseguindo aproveitá-los em termos de inovação empresarial. Possuímos redes de fornecedores altamente qualificados, capazes de servir um conjunto alargado de indústrias e de sectores de atividade económica. Em cima destes fatores intrínsecos de competitividade, acrescem as reformas estruturais, já realizadas e em curso, que estão a criar as bases para um novo modelo económico, sustentável e mais amigo do investimento, bem como os incentivos financeiros e os benefícios fiscais que atribuímos aos investimentos. Como faz a gestão da liderança quando tem de negociar com investidores e governos de origens tão diversas como África, Ásia ou Europa? Todas as negociações têm as suas especificidades e no “mercado” internacional de captação de investimento, que é muito competitivo, há que conhecer tanto quanto possível quem temos à nossa frente e exatamente aquilo que pretende, adaptando a nossa proposta de valor às suas expectativas. Perceber que capacidade de decisão ou de influência efetiva tem o nosso interlocutor é também uma regra de ouro. A chave está na consistência da mensagem, na clareza da narrativa, e na adaptação dos assuntos à agenda dos interlocutores. Depois de uma missão à Colômbia e ao Peru, quais são os próximos mercados de aposta para a AICEP? A diversificação de mercados é uma aposta desde a primeira hora em que assumi o mandato à frente da AICEP. Assim, para além da presença e acompanhamento das nossas empresas nos mercados tradicionais, procuramos desbravar novas geografias e detetar oportunidades de negócios para as nossas empresas. Estamos a monitorizar mercados ainda pouco visíveis como o Azerbaijão, o Botswana e a Namíbia ou o Panamá, a partir de postos já existentes (respetivamente a partir da Turquia, da África do Sul e da Venezuela, já por si países extracomunitários com interesse para as nossas empresas), estamos também a reforçar a atenção dada aos países do Golfo (Arábia Saudita, Omã, Qatar, Emiratos Árabes Unidos, Dubai e Kuweit) e em termos de missões empresariais associadas a visitas oficiais, iremos nos próximos meses levar empresas ao México, aos Estados Unidos da América e a um conjunto de países da costa ocidental de África. Quais as grandes dificuldades que a AICEP enfrenta, a curto e a médio prazo? Apesar da sólida gestão financeira e patrimonial, esta é uma instituição pública que não escapa aos atuais constrangimentos orçamentais. Diria que a maior dificuldade no médio prazo se prende com a renovação de quadros, algo essencial para que a AICEP possa continuar a desempenhar adequadamente a sua missão. As empresas procuram crescentemente a AICEP e, por isso, teremos de ser capazes de dimensionar a organização a esta realidade. E oportunidades? Estar presente em mais países, reforçar a estrutura em muitos dos mercados onde já estamos e dar ainda mais valor acrescentado no serviço que prestamos às empresas. Ajudar a fazer a diferença quer para o investidor quer para o exportador. Que marca quer deixar na AICEP? Gostava de deixar a marca de uma liderança próxima das empresas, ao serviço das empresas, focada totalmente nas suas prioridades. Existe um tipo de liderança português? Começa a afirmar-se um novo tipo de liderança em Portugal em termos de processos de internacionalização, sobretudo nas empresas privadas e, dentro destas, incluo em particular muitas PME’s que têm sabido sair da sua zona de conforto e conseguido conquistar posições relevantes na economia global. Sinto que estamos perante uma mudança de paradigma ao apostar forte e crescentemente no domínio de projetos integrados baseados na motivação, na comunicação e na partilha de objetivos, ao mais alto nível de exigência internacional. Portugal tem falta de líderes? Há excelentes líderes portugueses, quer cá, quer no estrangeiro. Estou absolutamente convencido que a liderança e o mérito andam de mãos dadas. Temos que saber, como país, promover mais a meritocracia e o empreendedorismo e dar mais margem para a afirmação do talento nacional, sendo a capacidade de liderança uma das suas facetas visíveis. A atração de investimento estrangeiro foi um dos objetivos principais do programa da troika e do Governo há dois anos. Mas tirando as privatizações, Portugal tem tido dificuldade em atrair grandes investimentos. Porquê? Os investimentos estrangeiros negociados ou encerrados diretamente pela AICEP durante 2012 totalizaram 1,3 mil milhões de euros e temos em acompanhamento um pipeline de intenções de investimento de montante equivalente para este ano. Estes números confirmam a atratividade do nosso país. Temos bastantes projetos em perspetiva, de média dimensão. Será desejável conseguirmos mais investimentos, e de maior vulto, mas esta diversificação de investimentos, que vão dos serviços ao agroalimentar, passando pelo turismo, pelo automóvel ou pela aeronáutica, demonstram que Portugal possui condições competitivas para o investimento que melhorarão à medida que forem sendo produzidos resultados decorrentes das reformas estruturais, por um lado, e da estabilidade e competitividade fiscal que consigamos vir a imprimir no nosso país. A crise e austeridade tornam o país pouco atrativo? Os números relativos ao investimento e os resultados das privatizações até agora não confirmam essa tese. O caminho de austeridade, até certo ponto, é compreendido pelos investidores como prova de sustentabilidade futura. O que procuram em Portugal, na grande maioria das situações, é o acesso que Portugal pode proporcionar a outros mercados, e não tanto o nosso mercado doméstico. No entanto, será um sinal importante conseguirmos passar de uma fase mais financeira para um maior enfoque na agenda económica e do crescimento. Os grandes investimentos estrangeiros não recorrem, na sua maioria, a capitais nacionais, pelo que a questão da crise, neste particular, também não tem grande influência nas suas decisões de investimento. Enquanto líder, como interpreta a atual liderança política europeia? Tenho três observações: que se clarifique o que queremos da Europa para as próximas décadas; espero que as figuras cimeiras debatam aprofundadamente, entre si e com os líderes nacionais, os termos da união financeira e bancária, conciliando-a com os valores da coesão, nas suas diversas dimensões; que a Europa seja mais rápida nas respostas a problemas que, podendo ser nacionais, têm repercussões globais e, porventura, sistémicas. De que forma as empresas portuguesas no exterior estão a contribuir para a imagem do País junto dos mercados? Os resultados das exportações de bens e serviços são neste momento o principal motor da nossa economia, e neste sentido, as empresas exportadoras são verdadeiros embaixadores de Portugal. O valor acrescentado dos nossos produtos, marcas e serviços tem feito um caminho notável no exterior e mostra que a base da nossa economia é saudável e capaz de ser competitiva no mercado global. Como se mantém a moral/ânimo de colaboradores em organizações que estão a fazer downsizing? Não é tarefa fácil, mas há que procurar partilhar informação, valorizar os recursos a reter na organização, identificando o seu valor e importância no funcionamento da estrutura. É algo que passa também por gerir de forma transparente, comunicando adequada e objetivamente com todos os colaboradores; além de gerir sempre pelo exemplo. Entrevistas conduzidas pelo SOL e Oje.
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![]() A cerimónia teve lugar no passado dia 26 de Abril, no Hyatt Fisherman's Wharf, em San Francisco, e contou com a presença de várias individualidades, de diversos países: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, Portugal e EUA. Na base deste reconhecimento está a sua visão e capacidade de execução, em particularmente nas áreas de user-behavior. Norberto Guimarães foi fundador e/ou colaborador em sete start-ups de mobile, web e high-tech e é um profundo conhecedor do negócio em Silicon Valley. Foi CEO e Cofundador da MojaMix, Inc., tendo esta sido adquirida por investidores em Silicon Valley. ![]() Na Google desde de janeiro de 2013, Norberto Guimarães foi responsável pelo lançamento da nova página principal do YouTube, para quem faz o login, que foi lançada esta semana, tendo esta sido muito bem acolhida que pelos utilizadores quer pela imprensa. A liderança e capacidades de Norberto Guimarães já foi reconhecida publicamente por várias vezes, tendo este ganho diversos prémios de liderança e inovação. Existente em Portugal desde 2009, o Best Leader Awards contará com a sua 5ª edição em Portugal no próximo dia 22 de maio. O Best Leader Awards é uma iniciativa promovida pela Leadership Business Consulting. Leia a entrevista com Norberto Guimarães. Veja quem foram os outros vencedores. |
Livro
Título: As 21 Indispensáveis Qualidades de Um Líder
Título (EUA): The 21 Indispensable Qualities of a Leader: Becoming the Person Others Will Want to Follow
Autor: John C. Maxwell
Edição: Junho, 2010
Páginas: 153
Editor: SmartBook (PT); Thomas Nelson - Singular (BR); Thomas Nelson (EUA)
"As 21 Indispensáveis Qualidades de Um Líder vai diretamente ao fundamental na liderança. O Maxwell, mais uma vez, aborda o processo de desenvolvimento da arte da liderança ao dar ao leitor conselhos e ferramentas práticas que lhe permitirão desenvolver as qualidades que estão presentes nos grandes líderes."- Kenneth Blanchard, Coautor do The One Minute Manager®
"O Dr. John Maxwell é uma autoridade no tema da liderança. Os seus princípios inovadores mas ao mesmo tempo intemporais sobre como liderar com eficácia, tiveram um impacto pessoal na minha vida e no meu negócio. Este livro é uma leitura obrigatória para qualquer empresa que queira ter sucesso neste novo milénio." - Peter Lowe, Presidente do Peter Lowe International e do Peter Lowe’s SUCCESS Seminars
"O meu querido amigo John Maxwell demonstrou a sua capacidade de liderar líderes. Temo aprender ainda mais com este seu novo livro.” - Max Lucado, autor do livro Just Like Jesus
Com o que é que sonha? Qual é o seu maior sonho? Entretanto, o que é que está entre si e esse sonho?
A resposta é liderança: "Tudo começa e acaba com a liderança", diz o Dr. John Maxwell, autor do livro As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança e agora do livro As 21 Indispensáveis Qualidades de um Líder, "mas saber como liderar é apenas metade da batalha. Compreender a liderança e liderar, de facto, são duas atividades diferentes."
A chave para o transformar de uma pessoa que compreende a liderança numa pessoa que lidera com sucesso no mundo real é o caráter. As qualidades do seu caráter ativam e capacitam a sua liderança - ou atrapalham o seu sucesso!
O Dr. Maxwell diz: "Parte do desenvolvimento de qualquer líder vem da aprendizagem das leis da liderança, pois estas são as ferramentas que ensinam como funciona a liderança. Mas os líderes são eficazes por causa de quem são interiormente. Para alcançar o nível mais elevado de liderança, tem de desenvolver estas qualidades de caráter, de dentro para fora."
Se olhar para todos os grandes líderes, descobrirá que eles possuem as 21 qualidades contidas neste livro, que é um complemento do livro As 21 Irrefutáveis Leis da Liderança. Se conseguir tornar-se o líder que deve ser interiormente, poderá tornar-se o líder que quer ser exteriormente.
"Se for capaz de fazer isso descobrirá que no mundo não há nada que não consiga fazer." - John C. Maxwell
John C. Maxwell é um especialista em liderança internacional reconhecido, e autor de livros que já venderam mais de 13 milhões de cópias. As suas organizações já formaram mais de um milhão de líderes por todo o mundo. Maxwell é fundador da Injoy Stewardship Services e da EQUIP. Todos os anos dá palestras a companhias mencionadas na revista Fortune 500, a líderes governamentais mundiais e a diversas outras organizações tais como a Academia Militar dos Estados Unidos, em West Point, e à liga Nacional de Futebol (americana). Um dos autores mais vendidos do New York Times, do Wall Street Journal e da Business Week. Maxwell foi um dos vinte e cinco autores nomeados para o 10º Aniversário do Hall of Fame da Amazon.com. Dois dos seus livros, As 21 Irrefutaveis Leis da Liderança e Developing the Leader Within you, venderam mais de um milhão de cópias cada.
A cerimónia teve lugar no Hyatt Fisherman's Wharf, em San Francisco, e contou com a presença de várias individualidades de diversos países: Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil, Portugal e EUA. O encerramento da cerimónia esteve a cargo do Digníssimo Cônsul de Portugal em San Francisco, o Dr. Nuno Mathias.O reconhecimento de Líderes que inspiram a Sociedade foi o mote para premiar cinco talentos portugueses, apontados como fonte de inspiração para todos nós e que personificam o sonho americano. Parafraseando um dos vencedores, “If you believe in yourself good things can happen.” Os vencedores foram:
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Portal da Liderança (PL): O NOSi é hoje uma referência a nível africano e mundial, especialmente na Governação Eletrónica? Eng.º Jorge Lopes (JL): A governação eletrónica é de facto uma realidade em Cabo Verde, sendo já uma referência neste domínio no continente Africano, podendo, num futuro próximo, sê-lo também a nível mundial. O NOSi – Núcleo Operacional da sociedade de Informação é a entidade do Estado responsável pela implementação dos projetos neste domínio. Com centenas de colaboradores altamente qualificados e inovadores, o NOSi cobre todas as etapas do ciclo de desenvolvimento de soluções integradas e concebe soluções altamente adaptadas ao contexto do cliente.
PL: E no âmbito da governação eletrónica? Que recomendações lhes pode dar? JL: Os desafios ainda são muitos, mas acredito que neste momento há uma forte vontade de os vencer. É preciso, por exemplo, aumentar a taxa de acesso à internet, reduzir custos de acessibilidade, aumentar presença na internet, desenvolver o e-commerce, entre outros conteúdos.O modelo adotado por Cabo Verde diferencia-se dos utilizados na generalidade dos países. O nosso modelo - IGRP (Integrated Goverment Resources Planning)-, tem como pressuposto central a integração de sistemas sobre uma plataforma tecnológica comum. Posiciona-se como um produto inovador que disponibiliza um pacote integrado de soluções para a Governação, com o objetivo de prestar um serviço de qualidade aos cidadãos almejando, acima de tudo, ganhos de eficiência no sector público, melhorando a transparência e accountability nas funções governamentais que, por seu turno, deverão contribuir para redução de custos na administração pública. Graças a isso, conseguimos aumentar a penetração da internet de 1.6% em 2000 para 32% em 2012; fomos considerados no relatório Doing Business 2011, entre os 10 países do mundo que mais progressos fizeram na melhoria de ambiente de negócios, reduzimos o tempo para a criação de uma empresa, de 52 dias para 1 hora; as certidões são emitidas hoje online e em tempo real; conseguimos criar pontos de acesso gratuito à internet em todos os municípios do país; já é possível a marcação de consultas hospitalares online; criámos balcões únicos para a prestação de vários serviços integrados da Administração Publica aos cidadãos e empresas no país e na diáspora, só para realçar alguns ganhos. A África tem à frente uma igual oportunidade. Resistir à tentação e pressão de adquirir silos de informação, e enveredar por modelos integrados de governação eletrónica à semelhança do concebido e adotado por Cabo Verde, conseguindo assim tirar partido dos enormes ganhos de eficiência que daí advêm. Mas tudo isto só é possível se houver, sobretudo, uma forte vontade política.
JL: Estas dinâmicas são criadas sobretudo pelo facto de sermos uma instituição aberta, jovem, criativa, ambiciosa e movida para os desafios. A forte liderança, o espírito de missão e de equipa constitui o grande capital da instituição. Esta cumplicidade permite-nos sonhar e ser utópicos. Lideramos iniciativas estruturantes para o país devido ao nosso pensamento positivo e por persistirmos incessantemente na quebra de paradigmas. A capacitação e certificação dos nossos colaboradores têm sido a nossa grande aposta. Temos vindo a estabelecer parcerias com universidades nacionais e grandes empresas internacionais do sector das TIC, no sentido de potenciar as competências locais. Com o projeto Parque Tecnológico, que neste momento está a emergir, pensamos reforçar ainda mais este aspeto, pois será um espaço onde os vários atores socais - sector público e privado, academias, entre outras -, poderão criar as sinergias necessárias voltadas para a criatividade e para a inovação. |
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PL: Antes de assumir a liderança do NOSi, desempenhou funções políticas. Em que é que este percurso político contribuiu para ser o líder que é hoje? JL: Na verdade tenho uma carreira profissional de largos anos. Desempenhei funções de Presidente do Conselho de Administração de uma das maiores empresas do país, a Aeroportos e Segurança Aérea - ASA. Tive também funções a nível do governo, fui Ministro das Infraestruturas e Transportes, trabalhei durante muito tempo como consultor de vários projetos, designadamente projetos suportados por financiadores externos, como é o caso do Banco Mundial. Acumulo uma aprendizagem de alguns anos que, juntamente com a minha formação profissional de base e outras qualificações que fui procurei adquirir ao longo da minha carreira, cria em mim essa pré-disposição para trabalhar, para criar as sinergias e fazer com que os grandes desafios que a nossa instituição, o NOSi, enfrenta sejam levados a cabo.PL: Como é que caracteriza a sua gestão de equipas? JL: É difícil fazer uma autocaracterização, mas acho que no NOSi temos uma predisposição e uma vontade de entrega muito grande. Temos uma equipa muito jovem com uma entrega por emoção e uma dedicação muito forte, e quando assim é acabamos sempre por ter o trabalho facilitado. O papel aqui é sobretudo mobilizar as pessoas a trabalharem com força para vencermos os grandes desafios que temos pela frente. |
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PL: O que é que identifica numa pessoa que o leva a considerá-lo um talento e a contratá-lo? JL: O seu espírito de aventura, a sua motivação e a sua entrega à causa. |
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PL: Para si, o que é o fundamental da liderança? JL: É ter a capacidade de promover a atitude de autorresponsabilização, para que se possam atingir os melhores resultados individuais e em equipa; incutir nos colaboradores o sentido de identidade e pertença em relação à organização e contribuir assim para o seu desenvolvimento pessoal e profissional, bem como para aumentar a sua motivação e o sentimento de missão. Outro importante elemento de liderança, a meu ver, é organizar a equipa de modo a que todos trabalhem juntos e se apoiem no sentido de atingir os objetivos. PL: Qual foi a situação que o fez aprender mais em termos de liderança e o que aprendeu? JL: Acho que o NOSi é o maior dos desafios pelo alcance, pela visão, pela envolvência que tem. É um desafio muito apaixonante, que exige uma entrega emocional muito forte e uma dedicação sem limites. |
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| PL: Quais são os três principais desafios que confrontarão os líderes empresariais nos próximos 10 anos? JL: Os líderes precisam de ficar atentos aos novos desafios. A liquidez da sociedade contemporânea, as mudanças, por vezes bruscas e imprevisíveis, exigem das lideranças uma nova atitude. Primeiramente os líderes terão que ter a capacidade de ajudar as empresas a atingir um desempenho sustentável, a captar clientes leais, a desenvolver colaboradores competitivos e a contribuir para o desenvolvimento do ecossistema. O líder precisará também de apostar no conhecimento e na produtividade da equipa. Tem que, igualmente, perceber as particularidades de cada equipa, de cada colaborador, desenvolvê-las, envolve-las e compromete-las nas ações organizacionais.
PL: Onde mais tendem a falhar os líderes empresariais? JL: Por vezes, na ineficácia e demora na tomada de decisões não conseguindo, desta forma, atender às empresas com a rapidez necessária. Também nas lideranças que não sabem lidar da forma adequada com os seus subordinados e que, consequentemente, não criam bons ambientes de trabalho, o que vai impactar diretamente nos resultados da organização. O autoritarismo e a arrogância não devem fazer mais parte da atitude de um líder. Outro aspeto a considerar, é que muitos líderes falham ao não envolver os colaboradores nas questões que afetam o dia-a-dia das empresas, optando por assumir um papel bastante centralizador. Quando as pessoas são incluídas e participam no processo de tomada de decisão, estas sentem-se importantes e ajudam mais a organização. Outra falha prende-se com o descuido na comunicação, ao não saberem traduzir para a equipa a estratégia da empresa.
PL: Um dia o que é que o mundo vai dizer de si? JL: Acho que o mais importante é a minha satisfação pessoal. Estou convencido do grande esforço que é preciso para dar uma contribuição, ainda que modesta, para o desenvolvimento de Cabo Verde, o que é no fundo o meu grande objetivo. Não espero registos especiais. Estou aqui efetivamente numa modesta colaboração para que, juntamente com outras modestas colaborações de tantos cabo-verdianos, possamos efetivamente ter um país com mais equidade social e no qual os seus cidadãos tenham o mínimo de qualidade de vida.
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Pedro Reis diz-nos que " Há que capacitar os líderes empresariais para vencer no exterior". Sinto que estamos perante uma mudança de paradigma ao apostar forte e crescentemente no domínio de projetos integrados baseados na motivação, na comunicação e na partilha de objetivos, ao mais alto nível de exigência internacional.” e que “Temos que saber, como país, promover mais a meritocracia e o empreendedorismo e dar mais margem para a afirmação do talento nacional, sendo a capacidade de liderança uma das suas facetas visíveis.” Referiu em declarações aos SOL. Como base à atribuição deste prémio foram referidos:
Pedro Reis é licenciado em Gestão e Administração de Empresas pela Universidade Católica Portuguesa, tendo complementado o seu percurso académico com formações na Harvard Business School (EUA) em Strategic Finance (2005), no Insead (França) no AMP – Advanced Management Program (1995) e também na Universidade Católica, no PAGE – Programa Avançado de Gestão para Executivos (1994-95). |
Segundo o Wall Street Journal, em tempos difíceis e com os colaboradores em estado de nervos, cabe aos líderes ajudá-los a manterem-se envolvidos, focados e motivados. Segundo estes, um memorando não será suficiente para o conseguir.
Se é verdade que cada um de nós lida de um modo diferente com o stress, o cabe então aos líderes tomar uma abordagem individual, no sentido de auscultar o que cada um precisará para se manter no caminho certo.
Assim, o Wall Street Journal (WSJ) apresentou um conjunto de conselhos que os líderes devem ter em atenção, no sentido de conseguirem manter a produtividade dos seus colaboradores quando os tempos que se vivem não são os mais fáceis.
- Mantenha a porta aberta
O WSJ recomenda que dê abertura aos colaboradores para falarem consigo e que seja honesto com eles. "Não seja evasivo nem prometa aquilo que não pode cumprir. Seja caloroso mas também lhes faça ver que há coisas que não pode revelar-lhes.
O WSJ refere que será contraproducente adotar uma postura rigida e militar. Segundo estes a postura a adotar é a de indicar os caminhos e deixar que os colaboradores tomem os seus próprios processos de execução.
- Reconheça e louve o trabalho árduo
O WSJ propõe uma série de formas de o fazer, como através de um email, de uma nota de louvor e através do encorajar os demais a seguir-lhe o exemplo. Como sugerem, "organize eventos de reconhecimento de grandes conquistas, como almoços, festas ou piqueniques."
- Ajude os seus colaboradores a alcançarem os seus objetivos profissionais
"Sente-se e descubra o que os seus colaboradores pretendem alcançar com o seu trabalho e com a empresa. Caso anseiem por mais responsabilidades ou por uma transferência para outro departamento veja qual a possibilidade de o fazer e apresente-lhes propostas. Caso exijam um novo grau académico fale-lhes sobre as possibilidades da empresa em termos de bolsas e ajuda com as propinas."
- Transfira os colaboradores insatisfeitos
Como diz o WSJ, algumas pessoas não se deixam motivar e os seus descontentamento pode dar origem a um gasto excessivo de tempo e energia dos diretores. Para além disso podem ainda desmoralizar toda a equipa onde estão inseridos. Assim, "pergunte-lhes como pode tornar o seu trabalho mais aliciante. Ofereça-se para os transferir para outra área, para outro departamento ou mesmo para outra empresa."
É importante que consiga intercetaros rumores o mais rapidamente possível, uma vez que estes "podem crescer e criar preocupações infundadas e uma redução da produtividade".
- Planeie a longo prazo
O WSJ alerta que os líderes deverão "definir objetivos a longo prazo com os seus colaboradores de modo a mostrarem-lhes que estes têm um futuro na empresa".
- Saiam do escritório
E porque não adotarem uma ação social e dedicarem o trabalho de todos por um dia a um voluntariado que faça com que todos se sintam bem? Como diz a WSJ, "igrejas e centros de caridade podem ajudá-lo a encontrar o projeto certo".
O WSJ alerta para o facto de, enquanto líder, "ter duas tarefas: "criar empatia com os seus colaboradores e lidar com o seu próprio stress. É importante guardar os seus sentimentos para si para evitar criar apreenção e mesmo pânico entre os colaboradores."
Fonte: Wall Street Journal
![]() Na empresa de genética médica CGC Genetics, os únicos itens onde não há poupanças são nos recursos humanos e nos equipamentos, diz Purificação Tavares, vencedora da categoria de novas tecnologias dos Best Leader Awards 2013, atribuídos pela Leadership Business Consulting e pelo SOL. Quais os pontos fortes que um bom líder em novas tecnologias deve potenciar? Um líder deve ser um exemplo, seja de uma empresa de novas tecnologias ou qualquer outra. Passamos muito tempo juntos, temos muitos colaboradores novos, os mais velhos têm funções pedagógicas de boas práticas e até de vida. Uma empresa é um bem social. Nas organizações deve-se aprender muito mais do que ser um técnico ou ganhar um salário. Para a empresa, tem sido uma mais-valia ser um laboratório que executa uma das maiores listas de análises em termos internacionais, e em algumas análises somos os únicos. E os pontos fracos proibitivos? O próprio não praticar o que pede dos colaboradores; fomentar injustiças, negligências... Enfim, todas as atitudes que não são dignas nem conduzem ao respeito entre os colaboradores. Que tipo de liderança aplica na gestão da CGC? Tenho a convicção de que uma empresa é um bem social, um espaço pedagógico e temos de ser exemplo interna e externamente. Nas empresas deve aprender-se muito mais, mais além do que ser um bom técnico ou ganhar um salário. É imprescindível o rigor na definição de objetivos, acompanhamento de projetos e avaliação de resultados, sempre com a perspetiva da constante otimização de processos. E estimular e premiar o mérito. Qual foi a maior conquista da CGC Genetics sob o seu comando? O nosso grupo obteve conquistas muito importantes ao longo de 20 anos: somos o primeiro laboratório de genética médica em Portugal, os primeiros e únicos durante muitos anos a fazer rastreio pré-natal (hoje amplamente divulgado), o primeiro a ter avaliações externas de qualidade, e ainda somos o laboratório de genética português que mais avaliações externas tem. Com a qualidade alcançada, obtivemos contratos com os melhores hospitais da Arábia Saudita e todo o Médio Oriente, na América Latina, nos EUA, em Espanha, e recebemos também testes do Japão, Austrália, países bálticos, etc. É fantástico sabermos que o tratamento de doentes com leucemias na Arábia Saudita e outros países é orientado pelos testes realizados por nós no Porto. Além disso, o CGC Genetics tem testes próprios com patente submetida, e conquistou dezenas de prémios, que são um grande alento para continuarmos a trabalhar no topo das análises de genética médica. E o maior risco? O maior risco hoje é ter uma empresa em Portugal, com 70 colaboradores, de alta tecnologia na área da saúde, e com dívidas de vários anos dos hospitais estatais... é um risco. Quais os objetivos para 2013 e no médio prazo? Aumento da exportação. Uma vez que existe contração interna e queremos manter o número de colaboradores, temos de procurar o mercado fora: todo o território para onde voam as transportadoras internacionais. Qualquer amostra de um doente, sangue ou saliva, pode ser recolhida e estar nos nossos laboratórios do Porto em 48 horas, pelo que podemos receber de doentes da Austrália, da Ásia. Temos 32 contratos em outros países e queremos aumentar o número de hospitais que nos confiam as amostras dos doentes para análise. Internacionalmente competimos com os grandes laboratórios americanos e alemães. Estão hoje em Portugal, Espanha e EUA. Pretendem expandir-se para outros mercados?Somos uma PME, temos recursos limitados. Neste momento pretendemos consolidar estas três sucursais e estabelecer acordos de parceria e contratos com hospitais nos outros países. Não existem líderes de mercado sem muito investimento? O investimento facilita, mas nós estamos habituados a fazer o máximo com o que temos. Somos frugais em geral, com excepção para dois itens: recursos humanos e equipamentos. A CGC foi eleita líder em novas tecnologias. Quanto investem anualmente em inovação e desenvolvimento? O CGC Genetics nunca distribuiu resultados, em 20 anos sempre reinvestiu em novas áreas, novas análises. Sem isso, não poderíamos estar na vanguarda tecnológica como estamos. Não temos percentagem, reinvestimos o resultado. O que falta no campo da liderança às PME portuguesas? As razões são variadas. Mas na nossa área até poderia ser desmotivante ter um laboratório assim, sabe que uma analise tem um custo de execução muito menor nos nossos laboratórios do que nos laboratórios do Estado? Nós fomos obrigados a desenvolver ganhos de eficiência para resistir. E mostramos que é possível. A liderança pode ser genética? O meu Pai foi o primeiro Professor de Genética Médica do país, na Faculdade de Medicina do Porto. Mas creio que para aguentar com resiliência através de uma crise destas, fazer mais com menos, inovar… o maior fator é a vontade. No CGC Genetics não esperamos pelo Futuro, preferimos construir o Presente. Têm hoje cerca de 100 trabalhadores. Foram forçados a cortar em pessoal pela crise ou pretendem contratar mais? Para já temos conseguido conservar o grupo. Sendo esta uma área em grande evolução tecnológica existe um enorme investimento na formação dos colaboradores para permitir o fluxo constante de novas ideias e serviços. Como portuguesa, sinto a responsabilidade de fazer todos os esforços para criar emprego. A CGC foi o primeiro laboratório privado de genética média em Portugal. Como foi ser líder há 20 anos? Há 20 anos o CGC Genetics foi uma ousadia de empreendedorismo: a Genética Médica era uma área nova, e o CGC Genetics foi o primeiro laboratório privado. Sou médica, tenho a especialidade de Genética Médica, tinha regressado dos EUA depois de 5 anos em NY, e foi-me natural desenvolver um laboratório com avaliações internacionais de Qualidade e melhoria contínua, sempre com novas tecnologias, mas com análises integradas nas consultas. Queríamos mostrar que conseguíamos fazer a diferença pela Qualidade no serviço aos doentes. Ainda hoje comunicamos com os médicos dos diversos hospitais com este sentido de serviço integrado. O nosso grupo, hoje com 8 médicos e 60 Biólogos e Bioquímicos, conquistou várias coisas muito importantes ao longo de 20 anos: em Portugal, fomos os primeiros e únicos durante muitos anos a implementar o Rastreio Pré-natal (hoje amplamente divulgado a todas as grávidas), o primeiro a ter avaliações externas de Qualidade, e ainda hoje somos o laboratório de genética português com mais avaliações externas. Recentemente, com a Qualidade alcançada, ganhamos contratos com os melhores hospitais da Arábia Saudita, e todo o Médio Oriente, na América Latina, nos EUA, em Espanha, e recebemos também testes do Japão, Austrália, países bálticos, etc. É motivador sabermos que o tratamento de doentes com leucemias na Arábia Saudita e outros países é orientado pelos testes realizados por nós no Porto! Além disso, o CGC Genetics tem uma das mais extensas listas de análises de genética médica; e ainda testes próprios com patente submetida, tendo conquistado dezenas de Prémios, que são um grande alento para continuarmos a trabalhar no topo das análises de Genética. Enquanto líder, como interpreta a atual liderança política europeia? As lideranças têm de ter objetivos e resultados, e por vezes estes não são claros. E a portuguesa? Há algum crash course que aconselharia? Seja qual for a estratégia, é indispensável uma melhor comunicação. De que forma as empresas portuguesas no exterior estão a contribuir para a imagem do País junto dos mercados? As empresas portuguesas a operar no exterior, com o seu desempenho, contribuem enormemente para melhorar a imagem de Portugal. Temos muitos exemplos excelentes. Mas é impossível compensar o dano da imagem de Portugal como país. Quando começamos uma reunião no estrangeiro, é inevitável responder a perguntas sobre a crise financeira portuguesa... E já perdemos um contrato com um hospital nos EUA, no ano passado, por receio do risco do nosso laboratório, por estar localizado em Portugal. É uma questão que afeta todas as empresas que trabalham para o exterior. É indispensável mudar a imagem que o exterior tem de Portugal, urgentemente. Quais os obstáculos que esta crise coloca aos atuais líderes empresariais? Muitos e a vários níveis. Há insegurança, cobranças difíceis, os juros são elevados, os custos em geral aumentaram, pelo que temos de ser muito prudentes nas decisões. E, repito, a imagem que o País ganhou no estrangeiro tem dificultado gravemente as empresas portuguesas de exportação. Quais as grandes dificuldades que o seu setor enfrenta, a curto e a médio prazo? A nível interno, precisamos urgentemente do pagamento dos hospitais portugueses, alguns com dívidas com mais de dois anos. A nível externo concorremos com os grandes laboratórios americanos e alemães, mas temos conseguido aumentar as exportações de serviços e fazer as análises de genética para um número cada vez maior de hospitais. E oportunidades? A maravilhosa oportunidade de viver um momento em que a genética médica já faz o diagnóstico e orienta o tratamento de muitas doenças, desde o cancro ao diagnóstico pré-natal, servindo de método de prevenção. O futuro da medicina tem como base a prevenção, evitar a doença. É bom para a saúde do próprio e reduz os custos em saúde. Todos nós poderemos ter vantagens em alguns testes genéticos, orientados numa consulta da especialidade de genética médica. Fontes: SOL e Oje
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