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A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai financiar a ligação marítima direta entre Cabo Verde e o Senegal, de acordo com o ministro das Relações Exteriores de Cabo Verde, Jorge Tolentino.

“É um projeto que temos vindo a acarinhar, acabou por ser assumido e apadrinhado pelo presidente do Senegal, Macky Sall, enquanto atual presidente da CEDEAO, ou seja, deixa de ser meramente bilateral e passa a ser um projeto no quadro dos investimentos da própria CEDEAO”, informa Jorge Tolentino, citado pela agência Lusa.
O chefe da diplomacia cabo-verdiana avançou que, na sua estada no Senegal (a 3 e 4 de setembro), manteve um encontro com o primeiro-ministro do país, Mohammed Dionne, que deverá visitar Cabo Verde em janeiro próximo para presidir à reunião da comissão mista entre as duas nações, juntamente com o seu homólogo cabo-verdiano, José Maria Neves.
O ministro cabo-verdiano referiu que as duas delegações vão continuar a trabalhar no processo para poderem ter resultados concretos sobre a ligação marítima direta no início do próximo ano. “Já há algum trabalho a ser feito ao nível do ministério responsável pelos transportes marítimos e cabe-nos a nós ter resultados nesse horizonte de janeiro de 2016”, prosseguiu.
As autoridades cabo-verdianas têm pedido sistematicamente um tratamento especial de todas as instituições da CEDEAO para ajudar a debelar as vulnerabilidades subjacentes à insularidade do país e que possa ter condições de integração plena nesse espaço regional.
Jorge Tolentino reconheceu e agradeceu o apoio do Senegal às posições de Cabo Verde, nomeadamente a defesa das suas especificidades enquanto estado insular dentro do espaço comunitário.
Quanto à visita ao Senegal, país africano mais próximo de Cabo Verde (a 640 quilómetros) e que detém a presidência rotativa da CEDEAO, Jorge Tolentino disse que decorreu “extraordinariamente bem”, e foram negociados, concluídos e assinados vários acordos de cooperação (entre os quais um relativo à circulação de pessoas entre as duas nações, um no domínio técnico-militar, da formação profissional e um acordo aéreo para atualizar o de 1979).
10-09-2015
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