Jorge Moreno Delgado vai ser o próximo presidente do conselho de administração da Metro do Porto e da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP), substituindo no cargo João Velez Carvalho.
O Ministério do Ambiente confirma, num esclarecimento enviado à agencia Lusa, o nome do académico Jorge Delgado para a administração da Metro, acrescentando que “irá acumular funções como presidente da Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP)”.
O presidente do Conselho Metropolitano do Porto (CmP), Hermínio Loureiro, afirmou entretanto à Lusa que o nome de Jorge Delgado, indicado pelo Governo, “recolheu a concordância dos 17 autarcas dos municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP)”, sendo que na próxima reunião magna da empresa, que deverá ocorrer na segunda-feira, o CmP irá indicar “o presidente da Câmara de Matosinhos, Guilherme Pinto, para a presidência da assembleia-geral”.
O Ministério do Ambiente acrescenta que Pedro Azeredo Lopes, até agora CEO da Efacec, será também administrador executivo da Metro. O terceiro nome indicado para a administração da Metro do Porto é Tiago Filipe da Costa Braga, que deixará a empresa municipal Águas de Gaia.
“Os três nomes agora propostos já foram aprovados pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP)”, refere o ministério.
O CmP pretende manter como vogais não executivos na administração da Metro Marco Martins, presidente da Câmara de Gondomar, Silva Tiago, vice-presidente da Câmara da Maia, e Gonçalo Gonçalves, antigo vereador da Câmara do Porto.
Jorge Delgado regressa assim à Metro do Porto, tendo integrado a administração da Metro quando esta foi presidida por Ricardo Fonseca entre 2008 e 2012.
Guilherme Pinto, o autarca independente de Matosinhos, substituirá o major Valentim Loureiro, antigo presidente da Câmara de Gondomar, no cargo de presidente da assembleia-geral da Metro.
O Estado detém 60% da Metro do Porto, sendo os restantes 40% da AMP.
No esclarecimento, o ministério refere ainda que “Jorge Moreno Delgado, sob orientação da tutela, e em acordo com os seis municípios onde a STCP opera, terá a missão de definir um novo modelo de gestão que envolva as autarquias”.
Para Hermínio Loureiro, “há uma interação positiva entre os seis municípios” da AMP servidos pela STCP, que “estão a trabalhar e a ver o que o Governo quer” para a empresa de transporte público.
20-01-2016
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