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Há mais investigadores em Portugal e é nas empresas que se regista maior aumento

Há mais investigadores em Portugal e é nas empresas que se regista maior aumento
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O número de investigadores nas instituições portuguesas cresceu em 2014, contudo verificou-se um decréscimo na despesa em relação ao Produto Interno Bruto, de acordo com os dados provisórios do Inquérito ao Potencial Científico e Tecnológico Nacional de 2014 (IPCTN 2014).


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No exercício transato eram 38.487 os investigadores portugueses, o que significa que 7,4 em cada mil pessoas em idade ativa exerciam a função, segundo os dados provisórios, que revelam um aumento de 674 investigadores face ao ano anterior (em que se registou uma forte quebra no número de investigadores em equivalente a tempo integral (ETI) e permilagem da população ativa, refere a Lusa.

Comparando os dados provisórios do ano passado com a realidade no país até 2012, percebe-se que há menos cientistas (em 2012, por exemplo, havia 42.498 investigadores e no ano anterior ainda eram mais: 44.056).

Foi nas empresas que se registou o maior aumento destes profissionais, tendo passado de 10.025 para 10.533 o ano passado.

Para o Ministério da Educação e Ciência (MEC), este aumento “pode ser um primeiro indicador de uma maior integração de investigadores em ambiente empresarial”, que poderá vir a aumentar ainda mais com a entrada em vigor, este ano, do regime de incentivos fiscais para a contratação de pessoal altamente qualificado.

Mais de metade dos investigadores em Portugal trabalha no Ensino Superior, que também registou uma pequena subida, de mais 88 profissionais, passando de 25.760 em 2013 para 25.848.

O inquérito sublinha ainda o aumento no número de bolsas, que em 2014 ultrapassou as 5 mil.

O acréscimo de investigadores levou a uma subida nos recursos humanos em I&D (Investigação e Desenvolvimento), que passaram de 46.711 em 2013 para 47.236, mas este crescimento não se refletiu no aumento da despesa, que em 2014 se situava em 2.229,1 milhões de euros.

“A percentagem do PIB é reduzida em 0,04 pontos, de 1,33% para 1,29%”.

As empresas também foram as principais “responsáveis pela parte maior da descida, enquanto o setor Estado e o setor Ensino Superior têm uma pequena oscilação negativa”, explica o MEC.

As empresas e o ensino superior surgem ainda como principais responsáveis pela despesa em ciência: na distribuição da despesa por setor respondem, respetivamente, por 46% e 45% desta. O Estado responde por 6%, um ponto percentual a menos que no ano anterior.

As conclusões do documento divulgado pela Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) podem vir a ter alterações até à publicação definitiva, prevista para o final do primeiro semestre de 2016.


13-11-2015



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