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Edith Wharton 

Angola vai avançar com a construção faseada de 22 polos industriais

Angola vai avançar com a construção faseada de 22 polos industriais
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O Ministério da Indústria angolano tem um programa que prevê a construção, por fases, de 22 polos de desenvolvimento industrial em todas as províncias do país. Iniciativa que, segundo o secretário de Estado da Indústria, Kiala Ngone Gabriel, vai ajudar a reduzir o desemprego.


KialaNgoneGabriel

“Se conseguirmos em dez anos construir todos estes polos, ainda que de forma faseada infraestruturá-las, será muito bom”, declarou Kiala Gabriel em entrevista à Angop. A título de exemplo, explicou que, neste momento, numa área de 2.345 hectares (caso do polo de Futila), o setor está a infraestruturar cerca de 102 hectares, por fases, e quando terminar começam as obras noutro polo a definir.

Referiu também que se trata de um programa ambicioso, mais empregador, propício ao surgimento de muitos postos de trabalho, pois vai trazer ao país muitas indústrias, poupar recursos em termos de divisas, promover a exportação e desencorajar a importação, mas de forma competitiva. “Hoje, bem ou mal e com todas as dificuldades, temos áreas e espaços já bem preenchidos com indústrias, incluindo aqueles industriais que com meios próprios tiveram a coragem de se instalarem nos polos numa altura em que não havia condições”. Por isso o governante referiu haver necessidade de se resolver a questão das infraestruturas básicas, para permitir aos industriais exercerem as suas atividades.

O modelo de gestão dos polos está em discussão, "constituindo uma grande preocupação do Executivo" a sua redinamização e implementação. É o caso do Futila (Cabinda), Viana (Luanda), Catumbela (Benguela) e outros que estão a ser criados com condições mínimas de funcionamento em todas as províncias do país.

Neste momento, referiu, o setor está a analisar a situação dos polos da Caála, do Uíge no município do Negage já lançados, assim como o do Lucala, onde existem áreas definidas, localizadas, e foram lançadas ações de infraestruturas e funcionamento, faltando apenas a sua concretização. De igual modo, para o Soyo e Nbanza Congo estão contemplados dois polos. O Soyo é um caso especial, pois é uma área onde existe petróleo e gás, enquanto Nbanza Congo é uma área que por natureza pode desenvolver outro tipo de atividade industrial.

“O nosso desejo é ter em cada província um polo de desenvolvimento industrial. É um trabalho que envolve muito dinheiro, por isso vai ser implementado de forma faseada. A nossa luta é conseguir que os novos industriais tenham acesso a infraestruturas como energia, água, vias de acesso e financiamentos. Estes são fatores de produção determinantes para a instalação de indústrias”. 


20-10-2015



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