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O gestor pergunta como e quando. O líder pergunta o quê e porquê  Warren Bennis 

Edith Wharton 

Ricardo Salgado renuncia à presidência do Banco Espírito Santo (BES) e deixa sucessão em aberto

Ricardo Salgado renuncia à presidência do Banco Espírito Santo (BES) e deixa sucessão em aberto
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Ricardo Salgado vai renunciar à presidência do Banco Espírito Santo, dando o passo que faltava para a renovação da administração da instituição.

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A notícia era aguardada há várias semanas. Ricardo Salgado, líder histórico do Banco Espírito Santo (BES), vai apresentar hoje a sua demissão da presidência-executiva da instituição, na sequência de várias notícias negativas para a reputação do grupo, que levaram, nos últimos meses, a um crescendo de pressão por parte do Banco de Portugal.

Abriu assim, formalmente, a corrida à sucessão, com um duelo entre Amílcar Morais Pires - com apoio de Salgado - e um sempre desafiante José Maria Ricciardi.

Amílcar Morais Pires, atual administrador financeiro do BES e tido como o braço-direito do líder cessante. Morais Pires foi responsável por cerca de 70% do montante angariado junto dos investidores institucionais, no recente aumento de capital de 1.045 milhões de euros.

Ricardo Espírito Santo Salgado - que completa 70 anos a 25 de Junho - deverá apresentar a demissão na reunião de hoje do conselho de administração do BES, instituição que lidera desde a reprivatização, em 1991.

Embora o Grupo Espírito Santo tenha reduzido a participação no BES para 25%, continua a ser o principal acionista e o candidato apoiado pela família será, à partida, o favorito. Nos últimos meses, tanto José Maria Ricciardi como Amílcar Morais Pires têm vindo a tentar congregar apoios quer no seio dos cinco ramos da família, quer entre os outros acionistas do BES, nomeadamente o Crédit Agricole e os fundos de investimento internacionais.

Há, porém, outro poder a ter em conta no processo de escolha do futuro líder do BES: o Banco de Portugal. A entidade supervisora liderada por Carlos Costa, prefere um gestor independente à frente do BES. Nomes como António Mexia, presidente executivo da EDP, e José Honório, antigo presidente-executivo da Portucel, têm sido avançados como possíveis sucessores de Salgado.



Fonte: Económico

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