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O gestor pergunta como e quando. O líder pergunta o quê e porquê  Warren Bennis 

Edith Wharton 

Lopo do Nascimento abandona Parlamento

Lopo do Nascimento abandona Parlamento
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O anúncio, que coloca também o fim da sua longa atividade política ativa, apanhou de surpresa os seus colegas, quando o líder do Parlamento angolano o chamou à frente da tribuna para tecer alguns comentários.

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A sessão parlamentar da passada quinta-feira, 23, foi marcada pela retirada do nacionalista e veterano político do MPLA, Lopo Fortunato Ferreira do Nascimento da Assembleia Nacional, 34 anos depois, durante a realização da 4ª Reunião Ordinária, da 3ª Sessão Legislativa, da 3ª Legislatura, orientada pelo seu presidente, Fernando da Piedade Dias dos Santos.

Lopo começou por dizer que anulou o seu mandato por questões pessoais, tendo chegado a hora de deixar o seu lugar na “Casa das Leis”.

No seu lacónico discurso, o político, um dos precursores da luta de libertação nacional, disse que chegou à Assembleia Nacional em 1980, ainda na época do sistema monolítico, pouco tempo depois da conquista da Independência Nacional, alcançada em 1975, após o derrube do colonialismo português.

Este referiu que durante o tempo em que prestou o seu contributo nestes longos e sinuosos anos aprendeu muita boa coisa, tanto na antiga Assembleia do Povo, como na Assembleia Nacional (Parlamento multipartidário), tendo lembrado, com nostalgia, antigos colegas, tais como Lúcio Lara, Mendes de Carvalho (Wanhenga Xitu) e Mfulumpinga Nlandu Víctor.

A este último, antigo deputado do Partido Democrático para o Progresso e Aliança Nacional de Angola (PDP-ANA), considerou-o como sendo um dos que animava os debates na Assembleia Nacional “sempre com o seu inconformismo” que lhe era característico, lembrou o também antigo secretário-geral do MPLA.

Construir uma nova Nação

Durante a sua declaração, aplaudido efusivamente pela plateia da magna Assembleia Nacional, Lopo do Nascimento, considerado pelo seu próprio partido e pela classe política da Oposição como um político moderado, apelou aos seus colegas, e sobretudo aos mais novos deputados, a colocarem em primeira lugar os sublimes interesses do país.

Segundo Lopo, é necessário que se “ discutam assuntos mais importantes para o bem do país, em vez de insistirem em coisas banais”, aconselhou, o político que também já foi membro do Colégio Presidencial do Governo de Transição em 1975. Reforçou que “ os jovens devem estudar para trazer novos ventos, para criarmos governos e novos Estados em África”, destacou. O deputado disse ainda que “é preciso criar um país e erguer uma Nação”, esclarecendo mais adiante que “a Nação é para todos e não é de nenhum partido político”. A intervenção foi vivamente ovacionada, até por deputados da Oposição que estiveram presentes nesta magna Reunião.

Segundo apurou O PAÍS, Lopo do Nascimento, depois desta retirada, deverá dedicar-se mais à família e aos seus negócios, sendo que é um dos empresários bem-sucedidos no país.

Natural do Golungo-Alto, Lopo faz parte da nata de nacionalistas e políticos do MPLA, tais como os irmãos Joaquim e Mário Pinto de Andrade, António Jacinto, Manuel Pedro Pacavira e outros da província do Kuanza Norte.



Fonte: O País
 

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