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Sai Alexandre entra Pedro Soares dos Santos

Sai Alexandre entra Pedro Soares dos Santos
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Alexandre Soares dos Santos deixa hoje a liderança da Jerónimo Martins, concluindo a "bela decisão" que tomou há 45 anos de sair da Unilever para assumir a liderança do grupo de distribuição. Na sucessão encontra-se Pedro Soares dos Santos.

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"Eu já devia ter saído", afirma ao Negócios. Porquê? "Olhe, porque quando você já está há muitos anos, começa a ver as coisas numa perspetiva completamente diferente: fica avesso ao risco, à inovação, porque acha que aquilo que se fez é o que está certo. E não pode ser. Uma empresa tem de estar permanentemente a inovar-se e a modificar-se. É preciso uma injeção de sangue novo".

Alexandre Soares dos Santos, que qualifica como "bela decisão" a tomada há 45 anos, de sair da Unilever para ir substituir o pai na JM, assume igualmente que essa foi a resolução mais difícil da sua vida. Mas, "em tudo há um fim. E eu esgotei já há uns tempos. Física e emocionalmente. Um lugar destes, desta dimensão, exige um esforço extraordinário. E há um limite para tudo", admite. Tomada a decisão, qual era o cenário seguinte? "Era preparar-me para sair".

Na sucessão "O nome escolhido, por consenso total, foi o Pedro", nas três reuniões tidas com a administração não executiva da Jerónimo Martins, com a família acionista da Sociedade Francisco Manuel dos Santos e com os filhos.

Administrador-delegado desde 2009, Pedro Soares dos Santos sucedeu ao gestor Luís Palha da Silva, que entrara 10 anos antes como administrador financeiro.

É a Pedro Soares dos Santos, de acordo com o seu antecessor na presidência da SGPS, que caberá a proposta de "governance" do grupo a partir de 2014. Porque para Alexandre, a ideia é que Pedro fique até que a assembleia geral e o conselho da JM se reúnam no início do próximo trimestre do ano, altura em que será apresentado o novo modelo de gestão a seguir. Pode ser como "chairman e CEO", com dois vice-chairmans, de fora ou de dentro da família, "está tudo em aberto".

A José Soares dos Santos, o outro filho de Alexandre que está na administração da SGPS, caberá por agora os pelouros da indústria (com a fundamental aliança com a Unilever). É também ao gestor que cabe a representação do acionista Sociedade Francisco Manuel dos Santos e a da Fundação com o mesmo nome.



Fonte: Negócios

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