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Angola foi ontem eleita, em Joanesburgo, vice-presidente do Processo Kimberley, sistema de certificação de diamantes que o país ajudou a criar, sob os auspícios da Organização das Nações Unidas, em 2000.

Com a vice-presidência em 2014, Angola pode acumular experiência para, em 2015, liderar o processo pelo período de um ano. “Angola possui capacidade, experiência e tem empreendido ações de transformação económica e social, que vão ser importantes para a condução, em 2015, do processo Kimberley”, referiu a ministra sul-africana dos Recursos Naturais, Susan Shabangu.
“Se hoje temos o processo de certificação mundial de diamantes, foi graças à ideia de Angola”, disse a ministra. “Passados estes anos, Angola acumulou a experiência necessária para nos liderar”, afirmou Welile Nhlapo, que termina o mandato à frente do processo, passando o testemunho à China.
O ministro da Geologia e Minas manifestou a sua satisfação pela escolha e disse que o país acumulou experiência que pode ser muito útil para a organização. “Trouxemos ao Processo Kimberley dois projetos: um institucional e outro de liderança da organização” realçou.
O Processo Kimberley certifica hoje, dez anos depois da sua instituição, 99,8 por cento dos diamantes produzidos legalmente em todo mundo. Em 2012, emitiu 55.175 certificados de importação de diamantes brutos e 55.957 de exportação dos países produtores para os grandes mercados de comercialização e processamento de diamantes brutos.
Fonte: Jornal de Angola
