1 minuto de leitura
Américo Amorim já não tem qualquer cargo ou sequer qualquer ação no espanhol Banco Popular.
Depois do desinvestimento progressivo do empresário português naquela instituição, a confirmação do fim da relação de dez anos surgiu ontem, em forma de comunicado."Na sessão de hoje o conselho de administração do Banco Popular aceitou a demissão apresentada por Américo Amorim [do cargo] de vogal do conselho, derivada da venda da totalidade da participação acionista que mantinha no capital social do banco", refere um comunicado publicado no site do regulador espanhol, que agradece o contributo do empresário português ao longo dos últimos anos.
Amorim, que chegou a ser o maior acionista individual do Popular, assumiu numa entrevista recente ao Valor Econômico que o Brasil, Angola e Moçambique são agora as suas prioridades em termos de investimento.
A entrada de Amorim no Banco Popular teve origem em 2003, aquando da compra do Banco Nacional de Crédito (BNC) por parte da instituição espanhola. Na altura, Américo Amorim trocou o BNC por uma participação de 4,5% no Banco Popular.
O empresário, que tem investimentos tão diversos como a Galp, o turismo e a cortiça, mantém-se, no entanto, presente no sector financeiro. Tem posições em várias instituições bancárias internacionais, como o Banco Luso-Brasileiro. Em Portugal, é acionista de referência do Banco BIC Portugal, que tem à frente Mira Amaral. Recorde-se que este banco deu um salto de dimensão com a compra do BPN, nomeadamente em termos de rede de balcões em todo o território nacional.
