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| Negando estar cansado da política, José Maria Neves, que venceu três legislativas consecutivas com maioria absoluta, nada tem adiantado sobre eventuais sucessores - tem dito, aliás, que no PAICV "não há delfinato" -, e também tem recusado falar sobre uma eventual candidatura às presidenciais de 2016. "Sempre achei que a figura de um Presidente da República tem de ser alguém considerado como uma espécie de «pai» da Nação. Mas ainda não me vejo nesse papel", disse recentemente aos jornalistas. Ao abandonar a liderança do PAICV em 2014, José Maria Neves já "condicionou" a atuação dos futuros líderes, ao impor ao partido uma agenda de transformação de Cabo Verde até ao horizonte de 2030, ano em que o arquipélago já deverá ser considerado um país desenvolvido. Tendo como pano de fundo as legislativas de 2016, José Maria Neves disse que quer deixar o partido "preparado" para o embate eleitoral, pondo já em prática a agenda de transformação, com "fortes" apostas e investimentos nas áreas da educação, saúde e segurança social, bem como nos "clusters" do mar, ar, energia renovável e tecnologias da comunicação. Sob o lema "Por um Cabo Verde Próspero", José Maria Neves indicou que, no domínio das energias renováveis, quer transformar o arquipélago numa importante plataforma de projeção na África Ocidental e no continente africano, estando em curso já um programa para dotar o país, até 2020, de 100 porcento de energia limpa. José Maria Neves, 53 anos, natural de Santa Catarina, concelho do interior de Santiago, onde nasceu a 28 de Março de 1960, é licenciado em Administração Pública pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo (Brasil). Fonte: Angolapress |

